Remédio amargo é remédio bom

Atualizado: Mar 24

Com R$ 800 bi de economia em 10 anos, o Senado concluiu a aprovação da reforma da Previdência ontem, 23. A promulgação da Emenda é estimada até o dia 19 de novembro. Ou seja, a validação da medida pode ocorrer em menos de um mês.


Calma, não "priemos cânico". A medida só tem validade para novos contratos. Os que já estão no mercado na iminência de se aposentar poderão gozar de um período de transição. Àqueles que já se aposentaram, nada altera.


A medida interrompe um ciclo de décadas em que a população brasileira conseguia aposentar-se na faixa dos 50 anos. Ou seja, deixavam de contribuir e ainda pesavam no orçamento previdenciário.


O crescimento econômico nos próximos anos será decisivo para que trabalhadores de todas as idades permaneçam no mercado de trabalho formal, contribuindo para o sistema previdenciário.


Em entrevista ao portal Uol, o professor da Fundação Getúlio Vargas - FGV, Mauro Rochlin, afirma que "se o país não voltar a crescer mais fortemente, não começar a galgar números próximos ou superiores a 3% (de alta do PIB por ano), vai ficar difícil vermos uma recuperação mais consistente do emprego formal".


Ou seja, a reforma previdenciária foi só o primeiro passo para o progresso. Ainda precisamos aprovar as reformas administrativa — que reduzirá as deformações no serviço público quanto aos excessos de privilégios — e a reforma tributária — que simplifica o sistema tributário brasileiro e altera, entre outras coisas, a legislação que rege a cobrança do Imposto de Renda.


Confira o que muda com a nova Previdência, clicando aqui.


(por Fellype Sales)



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