Efeitos do Coronavírus na economia são preocupantes

Os efeitos do novo coronavírus (Covid-19) no corpo humano são conhecidos, bem como sua baixa letalidade — no quadro global não chega nem a 5% do total de casos —, mas e os efeitos na economia dos países?


Segundo dados estatísticos da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE, a previsão para 2020 é de que houvesse um crescimento econômico global de 2,9%. Este índice caiu para 2,4% e pode descer ladeira abaixo se a crise for mais intensa que o esperado, chegando a menos que 1,5% no mais otimista dos cenários para 2020.


"Mesmo que não tenhamos uma recessão global, teremos um crescimento nulo ou negativo em muitas economias, incluindo as maiores, então (...) levará mais tempo para se recuperar", disse o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría.

As bolsas de valores são um bom termômetro quando o assunto é o aquecimento ou arrefecimento dos investimentos e participações em empresas. Entre janeiro e fevereiro deste ano — período em que a OMS declarou emergência global —, as principais bolsas vivenciaram um queda brusca. Xangai, a bolsa chinesa, experimentou uma queda de quase 12%. A japonesa Nikkei teve queda de 9,1%. A bolsa de valores brasileira - Ibovespa acumula desvalorização de 42%.


Atrelado a isso, a produção industrial tornou-se outro problema. A China — responsável por um terço de tudo que é produzido no mundo — viu sua produção reduzir energeticamente. O epicentro da crise do novo coronavírus fechou cerca de 90% das fábricas. As províncias chinesas que mais sofreram com o surto representam cerca de 65% do Produto Interno Bruto - PIB da nação. Em geral, são indústrias de componentes eletrônicos e de peças automobilísticas.


No Brasil, a expectativa é de PIB zerado para este ano. No início do ano esperávamos uma recuperação econômica mais acentuada este ano, com crescimento do Produto Interno na casa dos 2,4%. Com o agravamento da epidemia, o "crescimento" será de 0,02%.


Segundo o secretário de Política Econômica do governo federal, Adolfo Sachsida, "quando você elabora uma lei estadual ou municipal fechando o comércio por 30 dias, shoppings por 40 dias, certamente entendemos e respeitamos aspecto humano, mas o efeito econômico dessas medidas acaba sendo muito forte".


Socorro aos trabalhadores - Ao redor do mundo diversos países têm tomado medidas para aliviar o fardo de trabalhadores e empresários. O Reino Unido, por exemplo, vai pagar parte dos salários daqueles impossibilitados de trabalhar por conta da doença.


Nos EUA, o presidente Donald Trump disse que deseja pagar US$ 1.000 aos cidadãos, visando aliviar os efeitos negativos do Covid-19.


A França estendeu, por meio de decreto, a licença para trabalhadores que não estejam doentes mas que precisem ficar de quarentena.


Em Portugal, os trabalhadores que precisarem cuidar dos filhos menores de 12 anos receberão o salário da seguinte forma: dois terços pagos pela empresa e um terço pago pelo governo.


Aqui no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o governo vai pagar R$ 200 mensais durante três meses aos trabalhadores informais e autônomos que precisarem de renda. A medida prevê a alocação de R$ 5 bilhões mensais, que serão pagos pela Caixa e pelo INSS.


Além disso, o BNDES, segundo publicação da revista Veja, anunciou medidas emergenciais para conter os impactos da pandemia de Covid-19 no Brasil. As ações vão injetar 55 bilhões de reais na economia e durarão até quando obtivermos o controle da situação. O valor deve atender cerca de 150 mil empresas.


(por Fellype Sales — com informações Veja, Uol e Estadão)

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