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Bolsonaro exige transparência no PSL a todo custo

Atualizado: Mar 24

A disputa começou forte na queda de braço entre o presidente Jair Bolsonaro e o deputado e chefe nacional do PSL, Luciano Bivar. Segundo "O Antagonista", a advogada de Bolsonaro, Karina Kufa, afirmou que pretende ir à justiça caso a Executiva Nacional não entregue os documentos relativos à auditoria nas contas do partido.


“Eles têm um prazo de 5 dias para o fornecimento dos documentos. Caso não entreguem, a gente vai judicializar […] [A judicialização implica] Na entrega de documentos. Com posse deles, encaminharíamos o material para uma empresa de renome, especializada na área, e a empresa concluiria o relatório com os indícios que temos hoje. Aí sim encaminharíamos aos órgãos competentes.”


O divórcio litigioso entre Bolsonaro [o puxador de votos da legenda] e o PSL [maior beneficiado com a presença do líder direitista] tende a render novos episódios. Isso porque está também na pauta de debates a questão dos recursos dos fundos partidário e eleitoral. Para 2020 o partido terá 11 vezes [cerca de R$268 milhões] o orçamento da campanha eleitoral do ano passado. O fundo eleitoral, entretanto, é distribuído obedecendo critérios como o número de parlamentares na Câmara e no Senado.


Caso o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ceda às pressões e altere mais uma vez a legislação eleitoral, permitindo que os deputados que migrem de partido levem consigo o valor referente ao fundo eleitoral, a debandada pode ser fatal para as contas do partido já para as próximas eleições gerais de 2022.


(por Fellype Sales)

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