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Os liberais e libertários não entendem de política


Por Nicolas Carvalho de Oliveira

Mises é um dos meus ídolos. No topo, junto de Hayek, Paul Johnson, Churchill, Reagan e Thatcher. Como ele, sou liberal, da tradição clássica dos Whigs ingleses, como Churchill e Burke. Mas essa frase do Mises, "ideias e só ideias podem iluminar a escuridão", contribuiu para uma idiotia aparentemente permanente do movimento liberal.

Liberais e libertários querem fazer política muitas vezes sem nem estar nela. Acham que o mais importante é ter uma espécie de think tank e prezar pelo purismo ideológico ao invés da pura praticidade. Como resultado, raramente conseguem resultados palpáveis. Entendem dos assuntos, mas não sabem como levá-los para o front político nem como selecionar um rol prioritário de ideias para aglutinar as massas.

No fim das contas, seus militantes terminam como personagens secundários, do rodapé da marcha da história, enquanto a direita realista consegue trabalhar com o que tem na mesa, sem espernear.

O Partido Libertário americano é sempre o melhor exemplo: foi feito por puristas libertários há mais de 40 anos e não conseguiu absolutamente nada. Hoje é uma piada, uma coisa de dar pena. Suas convenções parecem mais eventos de nerds gamers que de política. Gary Johnson, o candidato presidencial do partido, é um Freixo que entende de economia (mas não tanto quanto se espera). O filho de um dos líderes do partido, Rand Paul, preferiu lutar no front real da guerra política e migrou pro Partido Republicano, onde hoje é senador e figura bastante importante, protagonista na reforma tributária do Trump.

Já ouviram aquele papo "se o socialismo não deu certo na Alemanha Oriental, um país industrial e com a cultura mais obediente e trabalhadora do Ocidente, como teria como dar certo em outros lugares?". Então, da mesma forma: se o purismo libertário não deu certo nos EUA, o país da liberdade, da Revolução Americana, dos Pais Fundadores, de Thomas Jefferson, dos mil think tanks liberais, como poderia dar certo em outro lugar?

O Livres não tem nenhuma chance de ser algo maior que um grupo de nicho. Pior que purista libertário, é liberal de esquerda, que acredita em diálogo com PSOL. Não só escolhe as estratégias erradas; tem uma ideologia e visão de mundo equivocadas. O que o Bolsonaro fez foi poupar esforço infrutífero e dinheiro dos seus dirigentes - deveriam agradecê-lo. Aquilo não ia dar em muita coisa.

Por outro lado, o NOVO vai dar certo porque seus líderes não são puristas ideólogos, e sim profissionais práticos, como executivos, banqueiros, médicos e advogados. Eles trabalham com resultados, não com "ideias".

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