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Livres e Luciano Huck podem se filiar a partido de ex-comunistas


Por Henrique S. R. Silva 

Luciano Huck, no programa do Faustão do último domingo, utilizou seu espaço para fazer uma ''mini-campanha'' política. E utilizou o velho clichê de sempre de não acreditar em ''esquerda e direita'', mas sim em ''pessoas de bem'' e ''boas ideias''.

Porém, Luciano Huck é progressista, ou seja, de esquerda. Faz parte do movimento progressista "Agora", que tem como figuras Beto Vasconcelos, ex-secretário de justiça  do governo Dilma, Humberto Laudares, assessor parlamentar do senador Tasso Jereissati, do PSDB, entre outros ligado à esquerda.

Em entrevista a BBC Brasil, Leandro Machado, cientista político e um dos idealizadores do "Agora", disse que uma das principais bandeiras do movimento é a ''redução da desigualdade'', e critica a ideia de Estado mínimo, defendendo um Estado forte e interventor, ou seja, o ''socialismo moderno'' dominante na política brasileira atual.

Luciano Huck se tornou membro do "Agora" e o movimento apoia sua possível candidatura à presidência da república. Apesar de dizer que não irá se candidatar, Luciano alega que agirá como influenciador. De qualquer modo, sua mera presença como agitador em prol da causa progressista já mostra que o apresentador quer esconder suas reais intenções: a continuidade do projeto de poder socialista, agora com roupagem ''liberal''.

Quem também segue uma linha progressista, apesar da agenda econômica liberal, é o movimento left-lib Livres, que surgiu de uma ruptura com o MBL, de linhagem mais liberal-conservadora dentro do movimento liberal. O Livres, então, ocupou o PSL para tentar renovar o partido. Porém, o movimento deixou a legenda após a chegada do deputado Jair Bolsonaro, que não se mudou para o PEN (que se chamará Patriota) por divergências internas, transferindo-se para o partido de Luciano Bivar.

O Livres, conhecido por apoiar pautas como ideologia de gênero, feminismo, movimento LGBT, aborto (embora não seja consenso no movimento, mas também não se posicionam na defesa da vida), legalização das drogas, bolsa família, etc, também tem um discurso ''isentão''. O grupo se define como ''nem de direita, nem de esquerda, mas liberal'', como se o liberalismo clássico não fosse de centro-direita.

Ao se rotular dessa forma, o movimento mostra a arrogância característica do pensamento de esquerda, com o seu monopólio da virtude. Para o Livres, os conservadores e a direita em geral são  ''contra a liberdade'' e apenas eles são os salvadores da pátria. Eles não toleram Bolsonaro no partido, mas toleram um ''diálogo com a esquerda''.

Depois dessa atitude do Livres, a página socialista "Quebrando o Tabu", que por sinal tem como dono o irmão de Luciano Huck, exaltou a atitude, inclusive ressaltando as semelhanças nas pautas progressistas (que eles chamam de liberdade civis, distorcendo o conceito da verdadeira liberdade) e ao mesmo tempo atacando o liberalismo econômico. E o movimento ex-PSL respondeu de forma amigável uma página que tem como objetivo a destruição da família:


E, além disso, importantes membros do Livres como o Fábio Ostermann demonstram verdadeira ojeriza à direita conservadora. Isso mostra que por traz de um discurso ''isentão'' há uma agenda política, tornando importante que se faça uma análise séria para entender o cenário político atual. Tanto Huck como o Livres estão sendo cortejados para ingressarem no PPS, partido que atualmente namora o liberalismo, mas é um dissidência do antigo Partido Comunista Brasileiro.

*Henrique S. R. Silva defende o liberalismo econômico, a liberdade individual, a família tradicional, a monarquia, o Estado mínimo e é radicalmente pró-vida. É um conservador tradicionalista, católico, foi influenciado pelas ideias do liberalismo clássico. É estudante de engenharia química da UNFESP.

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