Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

O método de segurança de Nova York que a esquerda tenta esconder


Por Wilson Oliveira

Um livro publicado em 1996 pelos professores americanos George Kelling e James Q. Wilson, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, fundamentou o que ficou conhecido como "Broken Windows Theory" (Teoria da Janela Quebrada). O título da publicação é "Fixing Broken Windows: Restoring Order And Reducing Crime In Our Communities” (Consertar janelas quebradas: restabelecer a ordem e reduzir o crime em nossas comunidades). O livro é técnico e academicista, e fala justamente sobre a importância de se punir pequenos delitos afim de impedir o acontecimento de delitos mais graves.

O estudo começou a ser elaborado após um choque de gestão na segurança pública de Nova York, conhecido como "Política de Tolerância Zero", iniciado em 1994 pelo então prefeito recém-eleito Rudolph Giuliani. Foi uma profunda mudança de paradigma na aplicação de punições por parte da polícia, que passava a coibir pequenos delitos como pichações, embriaguez em local público, prostituição; até mesmo o simples ato de ser um mendigo passou a ser proibido. Essas ações tiveram início naquela considerada o embrião de todo projeto, que foi a proibição de qualquer dano causado a uma propriedade, pública ou privada, como uma janela quebrada.

A medida foi alvo de muitas críticas nos Estados Unidos e no mundo. ONG's e movimentos sociais americanos reagiam de forma escandalizada a medida que as abordagens policiais ficavam mais duras e o número de prisões disparava. Mas essa era exatamente a ordem do prefeito: repressão a qualquer delito, por mais simples que fosse. 

A ONU chegou a emitir um relatório alegando que o procedimento estava ferindo os direitos humanos por conta das "pesadas repressões por parte da polícia". A prefeitura nova-iorquina respondeu com outro relatório, que trazia os números de homicídios, latrocínios e destruição de patrimônio, perguntando, ao final, se nesse cenário era possível acreditar na existência de "algum direito humano". Enquanto isso, a esquerda americana chamava Giuliani de ditador.

O sucesso em Nova York

Os professores Kelling e Wilson, no livro escrito por ambos, defendem a tese alegando que “quando uma janela está quebrada e ninguém conserta, é sinal de que ninguém liga para o local; logo, outras janelas serão quebradas”. A ideia desencadeia um ciclo de sequências, que nos leva a crer que se pequenos delitos são permitidos, grandes delitos também serão.


Em 1990, quatro anos antes da aplicação da "Tolerância Zero", o número de assassinatos era de 2.245. Em 1995, o gráfico desse índice virou e passou a cair. No entanto, apesar do sucesso, em 2013 uma corte federal dos Estados Unidos declarou a prática inconstitucional, alegando que "as ações policiais eram abusivas e discriminatórias, e que a ampla maioria dos cidadãos abordados eram negros e latinos".

Com isso, foi a vez de movimentos conservadores levantarem a voz e criticarem a decisão da justiça, projetando que um afrouxamento nos métodos policiais fariam os índices de criminalidade voltarem a disparar em Nova York. Diante do impasse, motivo de muitos debates em seminários, nas universidades e na imprensa de todo os Estados Unidos, o (atual) prefeito Bill de Blasio anunciou que faria algumas adaptações à "Política de Tolerância Zero".

Blasio suspendeu a ordem que liberava os policiais a abordarem qualquer cidadão, mas aumentou o efetivo, fazendo a ronda pela cidade não acontecer mais em dupla, mas sim em grupos, com uma ou até duas patrulhas. E, além da arma de fogo, os policiais passaram a ter no seu equipamento armas de choque para serem usadas contra qualquer baderneiro.

Apesar das mudanças, que segundo o próprio Bill de Blasio objetiva tornar a polícia mais próxima do cidadão, as novas medidas também foram alvo de críticas da esquerda. Segundo líderes de movimentos sociais dos Estados Unidos, "o uso de armas de choque contra mendigos, prostitutas e pessoas embriagadas é um abuso que jamais deve ser aceito, pois significa um desrespeito aos direitos humanos e à dignidade da pessoa".

Ao passo que os movimentos sociais intensificam as campanhas negativas, os números apresentados pela prefeitura de Nova York são para comemoração. Em 2017, o número de assassinatos registram a maior queda: até o último dia 27, apenas 286. Todos os principais tipos de crimes acompanham uma queda brusca nos registros em Nova York: homicídio, estupro, latrocínio, roubo, furto e roubo de carros.

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

http://www.ocongressista.com.br/