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Trump e a sua luta contra o globalismo

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Por Pedro Augusto

16 de junho de 2015: uma data que entrou para história, apesar de ninguém na época saber o que um anuncio acarretaria ao mundo. Donald Trump lançava a sua pré-candidatura à presidência dos Estados Unidos.

Durante a busca pela nomeação como representante do Partido Republicano, diversos temas foram debatidos entre àqueles que almejavam a vitória, mas um especialmente foi Trump quem mais tocou: o globalismo.

Em um discurso, ao dar seu recado claro aos globalistas, ele disse: "Nenhum país jamais prosperou sem colocar os seus interesses em primeiro lugar. Tanto os nossos amigos como os nossos inimigos, colocam os seus países acima do nosso. E nós, ainda que sejamos justos com eles, temos que começar a fazer o mesmo. Não iremos mais render este país ou o seu povo à cantiga enganadora do globalismo. A nação Estado continua sendo a base da felicidade e da harmonia. Eu sou cético em relação as uniões internacionais que nos amarram e derrubam a América. E nunca iremos entrar. Na minha administração, nunca vamos colocar a América em nenhum acordo que reduza a nossa capacidade de controlar os nossos próprios assuntos". Talvez aqui tenha sido o primeiro recado republicano a qualquer organização que desejasse determinar políticas internas no país.

Trump, como todos sabem, foi eleito e colocou em prática o prometido: não permitiu que organizações externas decidissem o futuro do país, com algumas ações com um teor anti-globalismo muito mais profundo. Um exemplo, foi a saída do país da Unesco. O argumento utilizado pelos Estados Unidos, foi o anti-semitismo da organização, que de fato é, no entanto, o significado dessa ação foi muito maior. Este braço da ONU, como seu próprio nome diz, é para o fomento da educação, cultura e ciência. Porém, como já foi mostrado aqui em O Congressista, o objetivo do órgão é muito mais para proporcionar mudanças culturais, implantar o "internacionalismo" ( leia-se globalismo) e por fim aos tradicionalismos. Portanto, a Unesco deseja proporcionar mudanças culturais à seu bel prazer nos países e fortalecer os poderes globais.

A administração Trump também mostrou todo o seu ceticismo e que está disposta a cumprir o American First ao cortar parte do financiamento à instituição. Apesar de no inicio de 2017 diminuir em 600 milhões de dólares o financiamiento do órgão, para o próximo ano, é previsto mais um corte de 285 milhões de dólares.

O ato é obviamente é uma resposta à votação da Assembléia das Nações Unidas que condenou o reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel. Tirar dinheiro de quem se opõe a decisão de uma nação soberana foi simplesmente mostrar a indiferença para uma organização global que não respeita as decisões internas de uma nação soberana, de seu presidente e legislativos eleitos por seu povo.

Além disso, o republicano tirou os Estados Unidos do Pacto de Imigração da ONU. A administração Trump voltou atrás em uma medida do governo Obama que transferia à ONU o poder de decisão sobre parte da política imigratória do país. A embaixadora Nikki Haley ao anunciar a mudança falou que: "A América orgulha-se do nosso patrimônio imigrante e da nossa liderança moral de longa data no apoio a populações de migrantes e refugiados em todo o mundo. Mas nossas decisões sobre políticas de imigração sempre devem ser feitas apenas por americanos e americanos. Vamos decidir a melhor maneira de controlar nossas fronteiras e quem poderá entrar no nosso país. A abordagem global na Declaração de Nova York simplesmente não é compatível com a soberania dos EUA".

Portanto, ao contrário de países europeus como a Alemanha e a França, os Estados Unidos hoje buscam uma política imigratória que corresponda aos interesses de seu país e que não coloque os seus habitantes em perigo e permitam qualquer semelhança com a atual Suécia. Em terras norte-americanas, quem define a política imigratória é a opinião pública, o presidente e legislativo eleitos pela população, ao invés de um grupo de burocratas desconhecidos pelo habitantes das terras norte-americanas..

Essas atitudes, para os especialistas, ilustram uma política isolacionista do presidente norte-americano, embora ignorem alguns fatos. Por exemplo, países do leste europeu como Hungria, Áustria, República Tcheca e Polônia, tornaram-se aliados. Na Ásia, os líderes do Japão e das Filipinas se encontraram recentemente com Trump e ambos se entenderam muito bem. No continente americano, a Argentina e Guatemala já mostraram sinais de proximidade ao não se portarem contrários reconhecimento de Jerusalém como a capital de Israel, como outros da parte central das américas fizeram. No Oriente- Médio, o próprio Estado israelense e a Arábia Saudita voltaram a se aproximar dos Estados Unidos. Na Europa Ocidental, a Finlândia, Holanda, França, Alemanha e Reino Unido já passam por modificações internas e viram o surgimento de novos nomes que pautaram e pautarão as eleições, e, quem sabe, elegerão-se no futuro.

Portanto, Trump está reconfigurando a política no mundo ao mostrar, e inspirar movimentos, que é possível um mundo onde as nações não deixem a sua soberania em prol do controle de uma organização que deseja ditar e revolucionar os costumes e políticos dos países.

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