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Para professor, urnas eletrônicas não são seguras



O professor Diego Aranha da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que em 2012 coordenou uma equipe independente que encontrou vulnerabilidade nas urnas eletrônicas concedeu uma entrevista ao site Tec Mundo.

Ele falou que em 2012 encontrou falhas no sistema das urnas e acredita que de lá para cá houve atualizações que aumentaram a proteção das urnas.

"o software mudou. Fisicamente é praticamente a mesma urna, mas algumas coisas mudaram. Em 2012, havia dois modelos principais: um que não tinha um módulo de segurança em hardware e outro que tinha esse módulo, mas não era usado para tarefas importantes. Esse módulo gera números aleatórios, exatamente para realizar esse embaralhamento de maneira segura; e também há um espaço para armazenar chaves para encriptar a mídia de maneira segura, mas não era usado assim... com o aparente argumento de que "se nem todas as urnas têm, nenhuma pode usar", o que não faz qualquer sentido em termos de segurança. 
Desde então, a fração das urnas com esse módulo em hardware com certeza aumentou. As urnas antigas vão saindo de operação e as novas já têm esse recurso. É claro que, entendo e acredito, que o TSE integrou alguns desses mecanismos, que já estavam lá e já haviam sido comprados, nas versões mais novas do software. Eu não tenho evidências disso, mas seria algo natural — foi até o que recomendamos no relatório. Todos esses equipamentos são custeados por impostos, é o mínimo que podem fazer."

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de ataques de hackers muitos qualificados eles respondeu: "O que observamos é o seguinte: os mecanismos de segurança que estavam no sistema não ofereciam custo proibitivo para algum atacante minimamente sofisticado. Um atacante de eleições é um atacante muito bem equipado, politicamente e financeiramente, tanto que possuem milhões para comprar votos".

O professor também falou que outros tipos de fraude ocorrem, como os mesários votarem em nome de pessoas que depois justificaram ausência. Segundo ele, isso pode definir eleições.

Ele terminou dizendo que o voto impresso pode ser uma arma contra possíveis fraudes.

Veja a entrevista completa aqui


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