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O que os jornais não falam sobre a desigualdade no Brasil





Por Pedro Augusto

De tempos em tempos, circulam nos grandes jornais estudos que apontam o aumento da desigualdade econômica brasileira. Geralmente, é falado sempre a mesma coisa: os 1% mais ricos abocanham a grande parte da riqueza nacional.

Para solucionar os problemas, os especialistas chamados para exporem as suas opiniões, dão sempre as mesmas respostas: redistribuição de renda, aumentar os impostos dos mais riscos e pedir mais ações do governo, embora o último seja não só um grande causador das desigualdades, mas também do aumento da pobreza.

A forma da gestão estatal é um fator primordial que evidencia a ação predatória do governo através do imposto, que é predominantemente sob o consumo.

No Brasil, cerca de 79% da população recebe até três salários mínimos. Este público é responsável por 53% da arrecadação tributária. Logo, quem mais é taxado são os mais pobres, que trabalham 151 dias ao ano somente para pagar impostos. É quase 42% do ganho total de um trabalhador anualmente.

Portanto, quem menos tem, é quem mais contribui, embora não veja retorno algum. A situação dos hospitais, escolas, segurança e escolas públicas, por exemplo, são calamitosas, o que explica o país estar em último em um ranking que avalia o retorno de impostos.

Além do mais, todo esse dinheiro serve nada mais para sustentar uma máquina pública ineficiente, que concederá privilégios e também, claro, para o bolso de políticos através da corrupção.

Por falar em funcionalismo público, ele é um contribuidores das gritantes desigualdades. Um estudo do IPEA apontou que a remuneração dos servidores contribui em 18% da desigualdade total do país. Só a diferença salarial público-privado é de 6%. Eles representam mais de 11% da força de trabalho do país.

As causas são basicamente o número de funcionários públicos que são relativamente homogêneos; o fato de terem um único empregador, o que facilita o surgimento de sindicatos fortes e com alto poder de barganha, segundo destacou o estudo. O governo também tem a vantagem de atrair uma mão de obra mais qualificada ao oferecer maiores salários em relação a iniciativa privada, apesar do serviço prestado não ser dos melhores.

Já a Previdência Social contribui em 21% em relação as desigualdades. Cerca de 5% das aposentadorias dos funcionários públicos excedem o teto e consomem 20% dos recursos. Além do mais, quanto mais o Estado crescer, mais precisará de funcionários, logo precisará de cobrar mais impostos, ou seja, contrair a renda da população. Para este estudo do IPEA, um terço da desigualdade de renda tem origem no governo.

Quem também aumenta a distância entre ricos e pobres é o BNDES. O banco que teoricamente deveria trazer desenvolvimento e empregos, na verdade serve mais como um saqueador dos pobres e credor dos ricos, através de juros subsidiados aos  grandes empresários do país. Só em 2016, por exemplo, 64% de todo dinheiro emprestado foi para grandes corporações.

O banco tem o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) como recursos originários do  PIS e PASEP, que incide sobre a folha de pagamentos das empresas.  Após 2009, O BNDES, além do FAT, também passou a emitir títulos de dívida para financiar suas ações. Isso possibilitou ao governo se endividar mais e colocar mais dinheiro em circulação, ou seja, gerou-se mais inflação. Ambos acarretam na contração de renda por causa de uma ação que traz subsídios as grandes empresas. É o governo tirando de quem menos tem para financiar seus empresários corporativistas favoritos.

Por fim, a inflação é quem também aumenta a distância entre ricos e pobres. Quem tem menor poder de compra logicamente é mais impactado por quem tem mais. E geralmente, a fim de se proteger, as classes mais abastadas, conseguem resguardar seu dinheiro através investimentos como títulos de dívida do governo e outros de renda fixa ou não.

Os governos geralmente são inflacionistas. O Brasil nunca foi tão bom em lidar com este problema. Tudo começou e melhorar um pouco após o Plano Real e voltou a piorar significadamente após a política inflacionária e de expansão de crédito de Dilma Rousseff ao abaixar as taxa de juros para 7%. Apesar das taxas inflacionárias caírem significativamente durante o governo Michel Temer, nada impede outro aumento galopante em um futuro próximo após uma política monetária inflacionista.




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