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É um erro a direita comemorar a vitória de Piñera no Chile


Por Marcelo Cabral

Conforme eu tinha prometido, vou retratar com profundidade o equívoco colossal que muitos direitistas brasileiros cometeram - inclusive Jair Bolsonaro - ao festejarem a vitória do bilionário Sebastián Piñera nas eleições presidenciais do Chile, que ocorreram no último 17 de dezembro. Vou registrar com clareza e objetividade a faceta obscura de Sebastián Piñera, o Fernando Henrique Cardoso ou o Renan Calheiros do Chile.

Querem uma dica antes? Quando vocês se depararem com a grande mídia rotulando alguém como de "direita" ou "conservador", sem ridicularizar ou escarnecer o indivíduo (como costumam fazer com Donald Trump), suspeitem: o dito cujo é social-democrata e/ou de esquerda em geral. Vejamos:

1) Sebastián Piñera tem o perfil similar ao do presidente peruano Pedro Pablo Kuczynski, o progressista que é acusado de receber propina da Odebrecht por meio de consultorias ligadas a suas empresas, e que só não foi deposto por uma negociata. Ambos são burocratas, residiram anos nos Estados Unidos e atuaram a serviço de grandes corporações globalistas, como o Banco Mundial.

2) Nos anos 80, Piñera se tornou réu por acusação de desfalque contra o Banco de Talca, na época em que exercia posto de assessoria, levando a instituição à bancarrota.

3) Após sua sede de poder em negócios imobiliários e bancários, resolveu incursionar na política como senador, em 1990, justo no ano em que o general Augusto Pinochet entrega democraticamente o poder, respeitando o resultado do plebiscito. Já na política, movido por sua sanha de chegar à presidência a qualquer custo, foi gravado, em 1992, por agentes do Exército dando instruções a uma emissora de TV para que boicotassem Evelyn Matthei, sua correligionária de partido que disputava com ele as internas pela presidência do país. Na gravação, ele pede que a constranjam em entrevista para aparentar que ela era despreparada e inapta para o cargo. O episódio ficou conhecido como "Piñeragate". Um escândalo!

4) Sebastián Piñera, em sua campanha presidencial no ano 2009, na qual saiu vitorioso, reuniu a comunidade militar no Club Español, em Santiago, para pedir votos e jurar que em sua gestão se faria justiça contra a perseguição implacável que o governo militar sofria por parte da imprensa, de "intelectuais" e da Academia. Ao chegar ao poder, traiu os eleitores militares ao aliar-se à extrema esquerda para fechar o presídio Cordillera, onde alguns militares de avançada idade estavam detidos - muitos sem julgamento ou provas concretas, com base apenas em "testemunhas" sedentas por indenização por eventuais "torturas" que teriam sofrido. A partir daí, houve transferência destes militares para presídio comum. A aliança com a extrema-esquerda de Michele Bachelet foi para consolidar sua popularidade e permanecer sempre fincado na política, permeando por todas as esferas ideológicas. Seu governo tratou de perseguir o legado econômico e político do governo militar.

5) O bilionário Piñera chegou a presidir a Comunidade de Estados Latino-americanos e Caribenhos (CELAB). Esta organização nada mais nada menos foi fundada por Hugo Chávez como uma extensão do Foro de São Paulo para difundir a agenda cultural revolucionária. Depois, a presidência foi sucedida por Raúl Castro. Piñera mantém relações próximas com personagens esquerdistas financiados por subsídios de George Soros, o húngaro que patrocina uma agenda dominante, por meio de grupos que propagam anticristianismo e o desmantelamento da família.

6) Piñera mantém laços amistosos diretos com David Rockefeller e, em seu governo, vai manter toda a política progressista de Michele Bachelet referente ao aborto, ao matrimônio entre pessoas do mesmo sexo e à gratuidade do ensino.

É esse o "conservador", o representante da direita? Reflitam. Seguem imagens para que falem por si só. Não se deixem manipular.



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