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São Lula, o perdão aos golpistas e a personificação de Cristo



Por Luis Cláudio


Blogs petistas estão em polvorosa com a notícia de que o PT fará aliança com partidos "golpistas" nas eleições de 2018. Surpresa? Apenas para quem engoliu a narrativa vermelha. A memorável foto que introduz este artigo foi tirada no dia 31 de agosto de 2016, a data do impeachment.

Para quem percebeu a realidade, o conchavo arquitetado antes mesmo da última votação no Senado para determinar a cassação de Dilma Rousseff foi estrelado por ninguém menos que Aécio Neves, José Eduardo Cardozo, a própria Presidente e Ricardo Lewandowski, o autêntico golpista. A amistosidade entre juiz, acusador, advogado e réu nunca foi tão cristalina em qualquer outro julgamento da História.

Na data, a Constituição Federal recebeu tratamento menos digno que o dispensado aos rolos de papel higiênico. Para salvar a pele de Dilma, Lewandowski ignorou a sanção constitucional de inabilitação política de oito anos, efeito da condenação por crime de responsabilidade.

Como se não houvesse escárnio o bastante, o ex-presidente Lula dignou-se de conceder seu perdão aos líderes "golpistas" como parte de sua estratégia eleitoral para o ano que vem. Ao menos, é dessa forma que site petista informa seus leitores:


Note bem o foco messiânico da fotografia selecionada pelo autor: pobres caminhando com Lula, carregando cada qual sua cruz e o santo eneadáctilo mostrando suas mãos, numa espécie de extrema unção. O olhar compadecido de Lula perante seus inimigos constrange o coração de seu fiel eleitorado; o sereno guia confirma solenemente seu indulto aos golpistas: "Perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem!" A indulgência, nos moldes medievais, não é gratuita: paga-se com votos.

Ora, não é de hoje o trabalho para canonizar o ex-sindicalista. Se Cristo é a encarnação do Verbo, Lula é a encarnação da encarnação. Confesso não ter especialidade na Psiquiatria, mas impressiona-me a tendência de ícones populistas intentarem personificar o Deus cristão em si mesmos; algo como uma esquizofrenia celeste. Basta extrair trechos da carta-testamento de Getúlio Vargas e confirmar o que digo:

"Nada mais vos posso dar, a não ser meu sangue. Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida."

"Meu sacrifício vos manterá unidos e meu nome será a vossa bandeira de luta. Cada gota de meu sangue será uma chama imortal na vossa consciência e manterá a vibração sagrada para a resistência."

Parco conhecimento do Evangelho é mais que suficiente para entender a referência do caudilho gaúcho:

"Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós." (S. Lucas 22:20).

"Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim." (1 Coríntios 11:25).

O desprezo dos petistas pelo sacrossanto, sustentando a contrafação da iconografia cristã na pessoa do homem mais corrupto que já chegou ao governo da República é consequência de anos de propaganda midiática bem trabalhada, com notória ênfase na euforia econômica dos anos 2000 e na personalidade egocêntrica de seu líder. Hoje, em meio ao cenário de crise, a decadência moral na política nem mais é sentida pela população; estão todos anestesiados diante do pacto firmado entre os demônios e o novo Verbo encarnado.



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