UA-108182594-1

Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

[TRADUÇÃO] Algumas culturas são melhores do que outras? Por Dinesh D'Souza


Por Dinesh D'Souza
Publicação Original: Site PragerU
Tradução: Willy Marques

Você acha que os Estados Unidos e a Europa Ocidental são constituídos por pessoas imperialistas, colonialistas, exploradores de recursos, gananciosas, insaciáveis e racistas, cujos valores não valem a pena defender?

Se você acha que esta questão é absurda e que ninguém pensa assim, você estaria muito enganado. Muitas pessoas pensam desse jeito. E o que é ainda mais perturbador, muitas pessoas nasceram e vivem no Ocidente. Em outras palavras, eles passaram a desprezar sua própria cultura.

Este pensamento é o produto de uma doutrina amplamente ensinada em nossas escolas. Isto é conhecido como “multiculturalismo”, a crença de que todas as culturas são iguais. Ou colocando de outra maneira, nenhum valor cultural, arte, música, sistema político, ou literatura são melhores ou piores do que qualquer outro.

Mas isso é realmente verdade?

Alguns anos atrás, o romancista premiado com o Prêmio Nobel Saul Bellow criou uma grande polêmica quando disse: “Encontre-me o Tolstói dos zulus, ou o Proust dos papuas, e eu ficaria feliz em lê-lo”. Por causa disso, ele foi acusado de racismo.

A acusação foi sem sentido. Bellow não estava dizendo que os zulus e os papuas são incapazes de produzir grandes romancistas. Ele estava dizendo que até onde ele sabia, eles não o tinham. Porém, apenas levantando a possibilidade de que algumas culturas contribuíram mais do que outras. Ele violou o princípio-chefe do multiculturalismo.

Mais recentemente, o presidente Donald Trump expressou uma opinião semelhante em Varsóvia, na Polônia.

“Nós escrevemos sinfonias. Nós buscamos inovação... nós valorizamos o Estado de direito e protegemos o direito de liberdade de fala e de expressão... nós empoderamos as mulheres como pilares da nossa sociedade e do nosso sucesso... isso é quem nós somos... esses são os laços inestimáveis que nos unem... como civilização”.

Por isso, Trump foi severamente condenado pelos multiculturalistas. Como ele poderia dizer essas coisas, um escritor escreveu: “como se essas fossem qualidades únicas por nações dominadas por brancos, ao invés de verdades universais da raça humana em todas as culturas”.

Aqui está o problema: são os valores como inovação, Estado de direito, liberdade de expressão e empoderamento das mulheres são igualmente assegurados em todas as culturas?

Se todas as culturas são iguais, como é que contamos o fato de que, nos últimos 500 anos, tem sido uma cultura – a cultura do Ocidente, e agora da América – que moldou o mundo?

Os multiculturalistas explicam isso em termos de opressão. A civilização ocidental, eles dizem, tornou-se tão poderosa porque é tão malvada. O estudo da civilização ocidental, eles insistem, deve-se concentrar no colonialismo e na escravidão – os únicos mecanismos da opressão ocidental.

Mas colonialismo e escravidão não são unicamente ocidentais. Eles são universais.

Os britânicos conquistaram a Índia e a governaram por mais de 300 anos. Porém antes dos britânicos, os persas, os mongóis, os mulçumanos e Alexandre o Grande tinham feito exatamente a mesma coisa – conquistaram grandes partes da Índia.

Na verdade, os britânicos foram o sexto ou sétimo invasor colonial a ocupar a Índia.

No que diz respeito à escravidão, ela tem existido em todas as culturas. Era predominante na antiga China, na antiga Índia, na Grécia e Roma, e na África. Índios americanos praticaram a escravidão muito antes de Colombo pôr o pé aqui.

O que é unicamente ocidental, de fato, não é a escravidão, mas a abolição da escravidão. E o que distingue o Ocidente de todas as outras culturas são as instituições da democracia, capitalismo e ciência. Essas instituições se desenvolveram por causa de um dinamismo peculiar de Atenas e Jerusalém – uma síntese da razão clássica e da moral judaico-cristã.

E essas instituições, eu acredito, que compõem a fonte da força ocidental e explicam o antigo domínio do Ocidente no mundo.

A maior força do Ocidente não é meramente seu poder militar, mas também o poder incomparável de suas ideias e instituições.

E quanto a América? Se a América é uma nação de imigrantes – principalmente imigrantes não-brancos – não é, por definição, que seja uma sociedade multicultural? Não. A América é uma sociedade multi-étnica. Não queremos que seja uma sociedade multicultural. Eu sou um imigrante da Índia. Minha esposa é imigrante da Venezuela. Apesar das nossas diferenças de origem étnica, nós dois assimilamos os valores únicos da América – os valores incorporados em nossa Constituição e em nossas leis. A busca da felicidade. O sonho americano.

Então, não, – os Estados Unidos e a Europa Ocidental não são constituídos por imperialistas, colonialistas, exploradoras de recursos, gananciosas, insaciáveis, que odeiam pessoas de pele marrom. Nossos valores valem a pena ser defendidos – não só porque são nossos, mas porque são bons.

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.