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[OPINIÃO] Donald Trump acertou em sair da globalista Unesco

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Por Pedro Augusto

O presidente dos Estados Unidos Donald Trump anunciou a saída do país da Unesco. De acordo com o Departamento de Estado, a decisão veio por causa do aumento da dívida do órgão, além de seu viés anti-Israel, que também levou a saída dos israelenses.

A medida tem um peso maior ainda visto que a Unesco é um braço do globalismo impetrado pela ONU no ramo da educação e da cultura. Trump, em sua campanha, chegou até a criticar quaisquer políticas globalistas.

"Não iremos render este país ou o seu povo à cantiga enganadora do globalismo. A nação estado continua sendo a base da felicidade e da harmonia. Eu sou cético em relação as uniões internacionais que nos amarram e derrubam a América. Na minha administração, nunca vamos colocar a América em nenhum acordo que reduza a nossa capacidade de controlar nossos próprios assuntos", disse o presidente em um discurso.

Em outra oportunidade, logo no inicio de 2017, o republicano anunciou um corte de 600 milhões de dólares do financiamiento a ONU. Mais uma medida contra a organização globalista.

Por que a saída da Unesco é mais importante do que se poder imaginar? 

A Unesco, como seu próprio nome diz, trabalha nas áreas culturais e educacionais dos países. O livro Maquiavel Pedagogo mostra através de documentos da própria instituição que ela não busca apenas levar simplesmente educação aos mais jovens, mas sim realizar uma revolução cultural no mundo, diminuir a influência dos pais na educação dos filhos e até transformá-los também.

Um documento do órgão chamado A Modificação de Atitudes, escrito em 1964, diz o seguinte: "Os estudos orientados para a comunidade, os quais levam em conta esse fato [a tendência à conformidade aos costumes estabelecidos], visam à “reconversão”, em certo sentido, de comunidades inteiras, nas quais é necessária a modificação das normas e das práticas estabelecidas, a fim de aperfeiçoar as atitudes intergrupos e de colocar todos os grupos em pé de igualdade. Para tanto, faz-se necessário apelar ao auxílio de políticos, de líderes comunitários, de emissoras de rádio, da imprensa local e de outros “formadores de opinião”, a fim de provocar as mudanças na comunidade inteira".

Ou seja, faz-se aqui uma propaganda pela mudança de costumes das sociedades através de meios como a mídia e formadores de opinião. Talvez o leitor conheça certos programas televisivos com esse objetivo, com a marca de chamar "especialistas" defensores de apenas uma certa ideia e jamais outros estudiosos para contraporem e levar os espectadores a tiraram suas próprias conclusões.

Ainda neste documento há o seguinte: "Um grande número de pesquisas demonstraram que, para colegiais e universitários, o fato de pertencer a grupos de pares pode ter um efeito cada vez maior sobre a modificação de suas atitudes à medida que, para eles, esses grupos se tornam mais importantes como grupos de referência. A conclusão que se pode tirar desses estudos é que, mesmo que as atitudes intergrupos negativas se formem, frequentemente mediante a adoção da norma da célula familiar, grupo primário – e os programas de ação bem poderiam levar em conta os pais, enquanto agentes de modificação de atitudes –, ainda assim não devemos nos deixar desencorajar por tais dificuldades, com as quais um programa de ação desse gênero se deve defrontar. Com efeito, os grupos de pares, sobretudo aqueles que se formam no âmbito da escola ou da universidade, podem muito bem tornar-se grupos de referência e promover um efeito positivo sobre a modificação das atitudes, contribuindo dessa forma a dirimir o “atraso cultural”, tão evidente na sociedade contemporânea".

Nesta parte, a Unesco defende mudanças, através da educação escolar, para mudar as atitudes dos jovens. Segundo ela, colegas de classe, e até os pais, são agentes do "atraso cultural". Portanto, seria necessário mudar as visões e comportamentos dos alunos nas escolas e até dos pais.

Na conclusão diz o seguinte: "Resumindo os efeitos da educação sobre o preconceito, a discriminação e a aceitação do fim da segregação racial no sul dos Estados Unidos, Tumin, Barton e Burrus (1958) asseveram que um aumento de instrução tende a produzir deslocamentos perceptíveis: a) do nacionalismo ao internacionalismo, no plano político; b) do tradicionalismo ao materialismo, no plano da filosofia social geral; c) do senso comum à ciência, como fontes de provas aceitáveis; d) do castigo à recuperação, na teoria dos regimes penitenciários; e) da violência e da ação direta à legalidade, como meios políticos; f) da severidade à tolerância, em matéria de educação infantil; g) do sistema patriarcal à igualdade democrática, em matéria de relações conjugais; h) da passividade ao ímpeto criador, no que diz respeito aos divertimentos e ao lazer". 

Como o documento diz, quanto mais instrução, mais os alunos seriam adeptos ao "internacionalismo", ou seja, ao globalismo. Outro ponto é a oposição ao tradicionalismo, que é a não-manutenção dos costumes passados de geração em geração, mas sim novas práticas de vida.

Portanto, sair da Unesco é enfraquecer um órgão que, visa o globalismo, visa enfraquecer a autoridade dos pais e visa mudar socialmente a sociedade, mesmo que ela não tenha a mínima ideia disso. Ou seja, um órgão que quer transformar a sociedade mesmo que ela não saiba que está sendo mudada. É uma forma de lavagem cerebral. 

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