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[OPINIÃO] Um governo não se legitima com campanhas publicitárias


Por Ana Zanatta

Há mais de um mês, o Banco Central do Brasil lançou uma campanha, ainda veiculada, incentivando a circulação de moedas nos país, chamando o ato de guardar ou largar moedas de entesouramento. Alguém faça o favor de avisar aos responsáveis por estes anúncios, promovidos nas redes sociais, que o brasileiro não parou de usar moedas simplesmente por preferir cédulas de papel, mas sim porque o Real deixou de ter o mesmo valor que tinha quando o Plano Real ainda estava fresco.

Bom, este exemplo é apenas mais uma das atrocidades que acontecem com o dinheiro dos brasileiros pagadores de impostos diariamente. Por mais que a corrupção seja um absurdo, um governo que precisa de tanta propaganda quanto o governo brasileiro precisa para se sustentar está impondo uma ideologia ou mascarando a verdade. Exatamente a mesma estratégia de Joseph Goebbles na Alemanha nazista. Sem tirar nem pôr, simplesmente copiaram seu plano de maketing.

Os filmes patrocinados pela Lei Rouanet lembram o esquema cinematográfico de Goebbles. Os cartazes com crianças sorridentes em campanhas de vacinação lembram cartazes nazistas que promoviam uma vida feliz em campos de concentração. Bom, as semelhanças são tantas que só provam a famigerada sentença: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.


As empresas estatais brasileiras gastam muito com propaganda. Os ministérios e gabinetes estatais gastam muito com propaganda. Quem são seus concorrentes? Por que tanto dinheiro envolvido em anúncios nos mais diversos meios de comunicação se quase todos esses órgãos estatais têm monopólios? Qual mercado esses órgãos querem alcançar ou manter? Quais clientes eles precisam convencer?

Não há motivo algum para existir propaganda de empresas ou quaisquer outros órgãos e instituições governamentais. Se há propaganda governamental, esta mente. E mente muito, pois tem sede de poder. Um governo não se legitima com campanhas publicitárias. Se o povo não quer serviços estatais, por serem caros ou de má qualidade, ou ambos, seus responsáveis devem ser destituídos e, no caso das empresas, seu patrimônio privatizado.

Se a Petrobras é dos brasileiros, por que não podemos vendê-la? Ah, claro, porque não entendemos de negócios, mas um bando de burocratas entende. Os brasileiros colecionam histórias desgostosas com os Correios, mas não podemos abrir empresas mais eficientes e ainda somos obrigados a ver suas frequentes propagandas enganosas. Aliás, quanto dinheiro é gasto apenas com os slogans de prefeitos, governadores e presidente? Quando a propaganda não engrandece o Estado, engrandece personalidades sanguessugas. Esta máquina publicitária é venenosa. E os partidos políticos brasileiros já perceberam isso há tempos.

Tenho certeza que qualquer brasileiro são prefere que as escolas e universidades do país tenham dinheiro para pagar eletricidade e outras utilidades a uma propaganda do MEC. Já há doutrinação suficiente nas salas de aula, ela não precisa ser estendida a peças publicitárias falsas. Os vassalos são fieis ao seu senhor, todos os dias dão-lhe o sorvete e ficam só com a casquinha, mas o suserano não protege seus tributários, pelo contrário, os controla e faz com que briguem entre si, para ainda sair da história como herói.


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