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[ESPECIAL] Puskas, o craque do futebol que é símbolo de luta contra o comunismo


Por Wilson Oliveira

Ferenc Puskas Biró é um dos maiores jogadores da história do futebol mundial. É ele quem dá nome ao prêmio da FIFA de gol mais bonito da temporada. Mas o que poucos sabem é que ele também é um símbolo de rejeição ao comunismo no leste europeu. Em outubro de 1956, o Honvéd, time que ele defendia na Hungria, desembarcou no Rio de Janeiro para um amistoso contra o Flamengo.

Era um período conturbado para os húngaros, que viviam sob o regime comunista comandado pela URSS. No Brasil, ele, que era o craque não apenas do seu time, mas também da seleção do seu país, convenceu colegas e dirigentes do seu time a não retornarem mais para a Hungria.

O povo húngaro organizava dia após dia revoltas populares com a intenção de derrubar o governo comunista. Puskas e os demais companheiros, após fugirem para os Estados Unidos, foram proibidos de retornarem ao seu próprio país - se o fizessem, seriam fuzilados.

Você pode até pensar que simplesmente não voltar para casa era uma omissão. Não! A atitude desses futebolistas foi vista como bastante ousada, pois a seleção da Hungria era a principal peça de propaganda do comunismo húngaro.

Eles foram medalha de ouro na Olimpíada de 1952, em Helsinque, na Finlândia, e fizeram uma belíssima campanha na Copa de 1954, na Suíça, chegando ao vice-campeonato. Na Espanha, Puskas se naturalizou, defendeu a seleção espanhola, virou ídolo de Real Madrid e ganhou o mundo. Mas a sua verdadeira vitória pessoal veio já no final dos anos 1980.

A Hungria foi o primeiro país a abandonar o que era conhecido como "Cortina de Ferro". Era o início do fim do Pacto de Varsóvia. O sonho soviético de dominar o mundo começava a ir por água abaixo. Puskas voltou para a Hungria somente em 1992, e por lá viveu até 2006, quando veio a falecer aos 79 anos.

Hoje, no aniversário da URSS, Puskas não é lembrado apenas como um craque do futebol, mas também como um honrado homem que ajudou a derrotar esse nefasto regime que aos poucos levaria a Europa para o fundo do poço. Mas o que podemos constatar atualmente é que faltam mais exemplos como esse lá no Velho Mundo.

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