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[CRÔNICA] Homem nu interagindo com criança no metrô é abuso sexual. No museu também!


Por Wilson Oliveira

Nós passamos esses últimos dias apenas manifestando a nossa opinião contrária ao ocorrido no Museu de Arte Moderna de São Paulo. No entanto, o Brasil se tornou um país onde o desrespeito a tudo e a todos se tornou tão normal que aquele que pede algum respeito às crianças passou a ser visto como "radical", "extremista" e "preconceituoso". Mas esse assunto ainda não se esgotou por completo.

As pessoas que defendem a tal "exposição artística" estão precisando fazer um exercício de sanidade mental. Como dificilmente essas pessoas chegarão a ler esta crônica, você, que está lendo, faça o seguinte: pergunte a quem você conhece que seja a favor da exposição se uma criança tocando o pênis de um homem no metrô, no ônibus, no restaurante ou em qualquer outro lugar que não seja um museu poderia ser considerado arte?

Não, essa pergunta não é nem um pouco absurda, sabe por quê? A arte que é arte de verdade, como uma pintura, um filme, uma música etc, é considerado arte em qualquer lugar, dentro ou fora de um museu. Mas a interação entre uma criança e um homem nu não é arte em nenhum outro lugar, por que seria dentro do museu? Não são as paredes de um museu que transformam qualquer coisa, passando por cima da lei, como um abuso sexual contra um vulnerável - de acordo com uma psicóloga - em arte.

A palavra arte, referente ao que é exposto em um museu, designa uma obra que receba reconhecimento de beleza sublime e de capacidade técnica muitíssimo apurada por parte do público. Nunca foi o caso dessa questionável interação no MAM. Não há beleza sublime nem capacidade técnica muitíssimo apurada em um homem nu. As pessoas não viram artistas só por terem a capacidade de tirar a roupa - nem modelos são vistos como artistas.

A interação de espectadores com um homem nu tampouco transforma a cena em algo artístico. É preciso fazer o exercício proposto no início desta crônica. Se uma pessoa tirar a roupa para interagir com outra em um metrô, a reação natural das pessoas é a desaprovação, jamais a admiração artística. E aí está o "segredo" da arte: o público precisa reconhecer uma obra como arte para a tal obra ser considerada artística.

O que estamos vendo acontecer no caso da interação entre um homem nu e crianças (e aqui não faz diferença se elas estavam ou não acompanhadas dos pais) é um esforço enorme por parte de alguns "progressistas" para fingir (essa é a palavra exata: fingir) que aquela cena desaprovada pela esmagadora maioria das pessoas é algo artístico. Progressistas, aceitem, aquilo não é arte!

Se o progresso que essas pessoas defendem for o de todo mundo ser obrigado a aceitar o que vem na cabeça deles, precisamos temer pelo futuro artístico. Se esses "progressistas" quiserem que amanhã ou depois a cena de uma pessoa sofrendo um assassinato seja considerado como arte, quem for contra também será taxado de "radical", "extremista" e "preconceituoso"?

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