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[CRÔNICA] Quem se prende somente a notícias superficiais é facilmente manipulado


 Por Ana Zanatta

Provavelmente a coisa mais importante que aprendi sobre a política brasileira nos últimos anos foi o quão importante é ler mais livros e menos notícias. E que bem isto faz à saúde! Notícias, infelizmente, tem se tornado mais manipuladas e mais manipuladoras a cada dia, afrontando assim a capacidade de pensar e refletir dos brasileiros.

Quantas são as pessoas que ainda dizem que a corrupção é o pior mal do país? Quantas são as pessoas que ainda acreditam que basta colocar os políticos corruptos atrás das grades para acabar com a crise econômica? Quantas são as pessoas que ainda acreditam que apenas os políticos sofrem de falta moral e que a sociedade é apenas vítima deles? Quantas são as pessoas que ainda leem apenas manchetes sem prestar atenção no lead e muito menos no corpo do texto?

Jornalistas de quinta categoria estão se proliferando como também os estragos causados por eles. Jogos de ambiguidade e pontuação enganam os receptores de suas mensagens carregadas de ideologias doentias. Chega a ser patética a hipocrisia de tais jornalistas frente a atitudes idênticas de dois deputados, por exemplo, porém um de esquerda e outro de direita. Dois pesos e duas medidas. Censuras, edições tendenciosas e opiniões inoportunas viraram sinônimo de notícia. Será que nenhuma faculdade de jornalismo ensina a expressar a verdade, checando os fatos e usando a lógica?

Ah, faculdades... Estas têm se tornado sinônimo de doutrinação marxista, gramisciana e freriana. É lá que jovens do século XXI aprendem a lutar pelos seus direitos e a abrir a mente, além de chamar de fascista quem discorda do professor fascista. Deu um nó no cérebro? Desliga a televisão, cancele a assinatura da internet, do jornal e da revista e vai ler um bom dicionário da língua portuguesa.

Não é possível aprender plenamente ciências humanas e sociais sem conhecimento do idioma no qual as obras foram escritas e falado por quem as obras se referem. Aliás, até segunda ordem, o idioma falado no Brasil é o português e não o “português brasileiro”. Mas, por incrível que pareça, falar e escrever errado virou sinônimo de brasilidade. A ausência de patriotismo no Brasil atual deve ser consequência do aprendizado de latim, grego e francês por gerações passadas. Said no one ever.

Ninguém fica mais inteligente gastando horas no Facebook. Ninguém se torna mais politizado discutindo com um anarcocapitalista se a galinha ou o ovo veio primeiro. Ninguém é mais cidadão que outrem por estar mais atualizado sobre a última delação da Lava Jato. A criança que lê “As crônicas de Nárnia” e “O mundo de Sofia” já está na frente de todos que se limitam a estas atividades fugazes.

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