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[OPINIÃO] Liberar comércio e mercado 'de qualquer jeito' pode beneficiar socialistas


Por Pedro Henrique Medeiros
Autor convidado
Publicação original

A diferença entre Livre Mercado e Livre Comércio.

Livre mercado = comércio de bens e serviços no interior do território;
Livre comércio = comércio de bens e serviços com outros países.

Os conservadores esclarecidos sabem que o livre mercado (interno), se feito de forma a respeitar os valores locais do povo, é algo bom e necessário para o desenvolvimento de um país; e sabem também que o livre comércio (internacional) pode ser algo bom, se não vier acompanhando de burocracias que entravam as relações, de sanções condicionais e de legislações que impõem a implementação de políticas e valores contrários aos dos países envolvidos. Acordos bilaterais, como Trump vem fazendo nos EUA, podem ser a resposta a esse problema.

Liberais não fazem distinção dessas coisas. Para eles, é tudo a mesma coisa e pouco importa qual o produto e serviço comercializado, e quem é o comprador e o vendedor. Pouco importa também os valores da sociedade que está comercializando. O que vale é o dinheiro.

O comércio de drogas, por exemplo, é uma bandeira comum entre o PT e o PSDB. A venda ilegal ou legalizada no livre mercado (interno) visa apenas destruir as bases da sociedade, transformar as pessoas em zumbis, gerar o caos, aumentar a violência, financiar o crime organizado, recolher uma parte em propina e arrecadar impostos. O livre mercado de drogas também visa lucrar em cima da destruição do país receptor.

A participação em blocos como o Mercosul é chamado de livre comércio (internacional), e promete facilitar as trocas entre os países, com diminuição de impostos, mas a burocracia necessária para que o comércio ocorra acaba por criar várias sanções aos membros, além de submetê-los a um alinhamento ideológico que impõe algumas cláusulas que mais atrapalham do que ajudam. A participação em entidades como ONU, OMS, OTAN, etc também geram esse problema.

O livre mercado (interno) era tolerado por Lênin e Stalin, e hoje é tolerado por Cuba, Venezuela, China e Coreia do Norte como sendo uma espécie de 'mercado negro' necessário para que o povo não morra de fome e por falta de alguns serviços, mas isso não inclui drogas. Drogas devem ser usadas no livre mercado apenas em países que a ditadura comunista ainda não é oficial.

Karl Marx era entusiasta do livre comércio (internacional) porque essa é uma forma de espalhar controles burocráticos em território alheio, o que ajudaria na implementação do comunismo nesses outros países - coisa que a China descobriu recentemente. Os liberais pensam que a liberdade econômica traz, consigo, a liberdade política. Liberais encheram a China de dinheiro e acabaram por fortalecer ainda mais a tirania e o poder da ditadura comunista chinesa, que criou o seu 'capitalismo de Estado', uma mutação do comunismo.

No século passado, os marxistas do Bloco Eurasiano não tinham tanto dinheiro quanto os fabianos do Bloco Ocidental. Logo, os segundos financiavam os primeiros. O Bloco Ocidental sabia que poderia se aproveitar depois que o Bloco Eurasiano tivesse feito o trabalho sujo. Por isso o PSDB deixa o PT fazer o que tem que ser feito, sem se opor de forma dura. Quando o Bloco Ocidental decidir tomar o poder através do PSDB, podem ter certeza que será porque percebeu que o PT já havia terminado sua missão e que é chegada a hora do Bloco Ocidental tomar as rédeas do controle.

Quem tem muito dinheiro geralmente não tem muita pressa para ver o seu investimento dar lucro (se souberem que tempo e lucro são grandezas diretamente proporcionais), ou pelo menos não se preocupa muito em resgatar a aplicação nos primeiros resultados positivos. Por isso Olavo diz que o PSDB é mil vezes pior do que o PT.

No século passado, a elite do Bloco Ocidental (Morgans, Rockefellers, Bilderbergs e Rothschild) usou o dinheiro de Wallpaper Street para financiar:

- O Socialismo-fabiano na Europa Ocidental e nos EUA;
- O Socialismo-soviético na Europa Oriental, na URSS e na China;
- O Nacional-socialismo na Europa Central.

Para entender os detalhes desse fenômeno, que é ignorado pela mídia mainstream e pela intelligentsia acadêmica, Olavo indica os livros do Antony C. Sutton: 'The Best Enemy Money Can Buy', 'Wall Street and the Bolshevik Revolution' e os três volumes da série 'Western Technology & Soviet Economic Development'.

Com o surgimento dos marxistas heterodoxos da Escola de Frankfurt, o Bloco Eurasiano descobriu uma forma de não depender tanto do dinheiro do Bloco Ocidental e criou a Revolução Cultural. Os gramscistas provavelmente absorveram dos liberais da Escola Austríaca (após a queda do muro de Berlim) os conhecimentos necessários para perceber que a total estatização e planificação da economia era algo impossível e que poderiam utilizar as ideias dos liberais sobre livre mercado e livre comércio para espalhar o socialismo pelo mundo, através da destruição dos pilares e dos valores de outros países, além de acabar com soberania através da burocratização dos países que aderissem.

Hoje em dia, tanto os intelectuais seguidores das ideias de Kar Marx quanto os intelectuais seguidores de Fábio Máximo já sabem que uma economia totalmente planificada não funciona.

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