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[Economia] Para COPOM, estabilização da economia se consolidou e investimentos deverão ser retomados


Por Pedro Winnycius Caran

O Comitê de Política Monetária (COPOM) anunciou no dia 12 de Setembro, terça-feira, as notas da 209ª Reunião onde anteciparam as diretrizes da política monetária e uma previsão sobre o rumo da economia brasileira. As reuniões ocorreram nos dias 5 e 6 de Setembro e contaram com a participação dos Membros do COPOM, chefes de departamento responsáveis por apresentações técnicas e demais participantes.

As diretrizes e previsões mostradas são divididas em tópicos:

      A)   Atualização da conjuntura econômica e do cenário básico do COPOM;
      B)   Riscos em torno do cenário básico para a inflação;
      C)    Discussão sobre a condução da política monetária;
      D)   Decisão de política monetária;

Com base no que foi apresentado, podemos concluir alguns fatos importantes para o rumo da economia Brasileira:

- A economia segue operando com ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade de indústria e, principalmente, na taxa de desemprego;

- As expectativas de inflação apuradas pela pesquisa Focus subiram para em torno de 3,4% para 2017 e mantiveram-se em torno de 4,2% para 2018, 4,25% para 2019 e 4,0% para 2020.

- O cenário com trajetórias para as taxas de juros e câmbio extraídas da pesquisa Focus supõe, entre outras hipóteses, taxas de câmbio de R$3,20/US$ e R$3,35/US$ ao final de 2017 e de 2018, respectivamente, e taxas de juros de 7,25% ao ano (a.a.) ao final de 2017, 7,0% a.a. durante a maior parte de 2018, terminando o ano em 7,50%.

- Sob essas hipóteses, as projeções de inflação do Copom recuaram para em torno de 3,3% para 2017 e elevaram-se para aproximadamente 4,4% para 2018. O cenário básico do Copom para a inflação envolve fatores de risco em ambas as direções;

- Por um lado, a combinação de (i) possíveis efeitos secundários do contínuo choque favorável nos preços de alimentos e da inflação de bens industriais em níveis correntes baixos e da (ii) possível propagação, por mecanismos inerciais, do nível baixo de inflação corrente;

- Por outro lado, (iii) uma frustração das expectativas sobre a continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira pode afetar prêmios de risco e elevar a trajetória da inflação no horizonte relevante para a política monetária. Esse risco se intensifica no caso de (iv) reversão do corrente cenário externo favorável para economias emergentes, como o Brasil.

Os membros do COPOM concordaram com o diagnóstico de que o processo de estabilização da economia se consolidou e que deve seguir uma trajetória de recuperação gradual, sendo que alguns sinais atuais são perceptíveis.

Além disso, concluíram que o crescimento do consumo, conforme o avanço da recuperação econômica, abrirá espaço para a retomada de investimentos junto com a recuperação dos empregos ainda neste ciclo.

O COPOM decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa básica de juros (SELIC) para 8,25% a.a, sem viés, em um cenário básico com um amplo conjunto de informações disponíveis e o balanço de riscos, e que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, incluindo o calendário de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Ilan Goldfajn (Presidente), Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Viana de Carvalho, Isaac Sidney Menezes Ferreira, Luiz Edson Feltrim, Otávio Ribeiro Damaso, Reinaldo Le Grazie, Sidnei Corrêa Marques e Tiago Couto Berriel.

Fonte: Banco Central do Brasil.

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