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[CRÔNICA] O tráfico está derrotando o Estado. E nós estamos perdendo juntos


Por Wilson Oliveira

A formação das favelas do RJ culminando com a guerra, como a ocorrida ontem na Rocinha, é o retrato exato do que resulta décadas e décadas de gigantismo estatista com ideologias de esquerda. E, do outro lado, um grande número de pessoas que, embora não acreditem nos políticos, automaticamente entregam nas mãos do governo a resolução de todos os principais problemas do país.

Quando a polícia junto com o exército sobe o morro à caça de traficantes, matando uns e prendendo outros, sabemos que aquilo não dará em nada. Os que forem presos continuarão exercendo suas atividades à distância, numa espécie de home office - isso se não forem soltos contando com a benevolência de algum juiz. Os que forem mortos rapidamente serão esquecidos, inclusive pelo próprio tráfico, que fará as substituições na velocidade da luz.

O Estado brasileiro, com sua certeza estúpida de que deve concentrar esforços em atividades que não deviam lhe dizer respeito, é absolutamente incapaz de cuidar daquilo que devia: as nossas fronteiras. No Brasil, não vemos a entrada em massa de terroristas pelas nossas demarcações nacionais, mas vemos a entrada de drogas e armas, num ritmo alucinante, com o exclusivo objetivo de alimentar os grupos terroristas brasileiros que agem à luz do sol ou da lua no nosso país, e aqui no RJ se sentindo os donos da casa - porque são, na verdade.

Para piorar, a PM, praticamente abandonada numa luta sem igual, impossível de ser vencida com a polícia jogada a própria sorte, é obrigada e enxugar gelo até mesmo para garantir a própria sobrevivência. Ela prende e alguém manda soltar. Numa troca de tiros, quando ela mata traficante alguém a chama de fascista. Mas se ela morre nas mãos desses traficantes todos se calam.

Vivemos sob a ditadura da inversão de valores, em que o sujeito que não usa drogas e deseja a derrota dos traficantes é enquadrado como alguém maléfico, enquanto àqueles que não se cansam de promover meios para sustentar o tráfico é classificado como alguém virtuoso, um espírito embebecido de bondades que quer apenas "um mundo melhor" (cujo qual traficantes sejam vistos apenas como empreendedores).

O tráfico persegue. O tráfico queima vivo. O tráfico rouba. O tráfico esquarteja. O tráfico mata, devedores e inocentes. O tráfico escraviza. O tráfico doutrina. O tráfico politiza. O tráfico esquerdiza.

Mas óbvio, para muitos tentar combatê-los é uma guerra que "já se mostrou inútil", porque sabem, afinal, que o tráfico tem mais poder que o próprio Estado, acorrentado de um lado pela bandidagem do asfalto e do morro, e acorrentado de outro pela bandidagem dos ternos e dos palácios.

O Estado interveio economicamente, culturalmente, politicamente, socialmente. E nós aceitamos. Demos a ele o status de principal agente de orientação, e não percebemos que ele se esquecia do principal. A garantia da nossa liberdade de ir e vir ficou jogada num canto como um mero detalhe, algo que poderia ser compreendido depois, amanhã, ano que vem, quando fosse possível.

Hoje vemos os virtuosos dizerem que construir presídios para prender não adianta, que é preciso construir escolas. Mas provavelmente o ensinamento que eles mais sentem prazer de ver é justamente esse: do tráfico mostrando como se derrotar o Estado, por maior que ele seja, aproveitando para nos derrotar juntos.

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