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[Um Ano do Impeachment] Do Foro de SP à queda: os caminhos de Dilma Rousseff


Por Billy Leser
Participante do grupo Direita Liberal

O foro de São Paulo reunia a extrema-esquerda e tinha como grande objetivo implantar e difundir o socialismo na América Latina depois do fracasso de Salvador Allende, no Chile. Coube a Hugo Chavez, na Venezuela, ser o primeiro, em 1999. A ideia do socialismo do século XXI encantou até americanos como Bernie Sanders. Política keynesiana nacional desenvolvimentista, inflacionista, muito crédito, nenhuma responsabilidade fiscal. Para isso, aparelhamento das Instituições, desarmamento da população, censura da imprensa, muita corrupção com dilapidação das estatais e controle total do Estado na economia com força dos sindicatos.

Muitas expropriações e estatizações. Era a revolução bolivariana. A ideia passou para Bolívia, Equador e Argentina. Aliás , a relação entre peronistas (fascistas) e comunistas nunca foi absurda. Os comunistas Luis Carlos Prestes e Lionel Brizola sempre idolatraram o fascista trabalhista Getúlio Vargas. Da extrema-direita para a extrema-esquerda? Que tal chamar tudo de extrema-esquerda populista e socialista?

No Brasil, Lula começa os primeiros anos com uma política ainda social-democrata, mantendo o rigor fiscal de FHC com Henrique Meirelles e Antônio Palocci. Corrupção 100% (Mensalão) para votar as pautas desejadas. Mas mantinha uma situação estável se utilizando de bolsa família, ideia inicial de José Serra. Pegava carona com a valorização das comodities. Aparelhava as Instituições, como o Ministério Público e o Supremo Tribunal Federal. Campanha para desarmamento em 2005 com o auxílio da esquerda moderada (PSDB) , derrotada. Porém, em 2008, começa a sinalizar seu governo na direção dos bolivarianos, deixando que a Bolívia descumprisse contrato importante com a Petrobrás.

Com Dilma Rousseff, o Brasil começa a fazer de forma mais clara reformas bolivarianas. Em 2013, por ironia, começam protestos da extrema-esquerda - PSOL , PCdoB e outros. A partir de 2014 a economia começa rapidamente a se deteriorar. Começam a ficar mais claros os casos de corrupção, como em Pasadena, mas Dilma disfarça a contabilidade e é reeleita. A petista tenta votar lei de censura (regulação social da mídia) e conselhos populares a serem controlados por “movimentos sociais”, obviamente formados por PT, PSOL e PCdoB. Ficam mais claras ainda as políticas bolivarianas.

Estatais e fundos de pensão arrasados, compra de medidas de lei, muito capitalismo de compadrio para conseguir dominar o mercado, compra de todo o Congresso, sim, por motivos de dinheiro e poder, a oposição, partidos que levantam a bandeira democrata e até mesmo o comando da Câmara dos Deputados (vide Eduardo Cunha). No campo da educação algo inacreditável e muito perigoso: o desprezo pela história antiga greco-romana e da cultura judaico-cristão ocidental, bem ao estilo Osama Bin Laden, com foco na vida primitiva e nos muçulmanos. Incentivo a movimentos gramscianos racialistas, gays e feministas, sempre colocando nossa sociedade como opressora.

Mas suas pedaladas fiscais eram um bom pretexto para que ela sofresse impeachment. O PT enrola, alegando que todos o faziam. O tribunal fica semanas tendo que provar que outros presidentes não haviam pedalado. Com discurso vitimista, o PT praticamente embola tudo acusando a oposição: Aécio, Temer, e a conta de Eduardo Cunha, em que os petistas se fixam para tirar o foco. Cunha aceita a instalação do processo de impeachment que foi muito mais duradouro e cheio de vitimismo do que o de Fernando Collor de Mello.

O Psol e as demais linhas auxiliares do PT se unem a Dilma, pois a “direita" seria pior. A verdade é que sses partidos sonhavam desde o Foro de São Paulo com o socialismo do século XXI . Só votavam contra os corruptos dos partidos democratas como Cunha. Dilma sofre impeachment mas, com apoio de Renan Calheiros, irregularmente se salva das punições políticas.

A economia está em frangalhos. Seu “esforço” para transformar o Brasil num país com muita justiça social, como a Venezuela, teve um fim. Um detalhe importantíssimo: Dilma se disse vítima de golpe e explicou: "a democracia poderia ser quebrada por golpe militar ou contaminando as instituições com “fungos” malignos". Ou seja, aparelhando as instituições e contaminando-as. Seria um golpe vindo da democracia. Dilma se entregou: foi exatamente o que ela fez.


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