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[Tire Dúvidas] Sim, empreendedores resolvem mais problemas da sociedade que os políticos! Entenda


Por Wilson Oliveira

Na penúltima edição do quadro Tire Dúvidas, falamos a respeito do lucro, como ele é belo, moral e necessário para manter o pleno funcionamento da sociedade. Pois bem, nesta edição, onde também usaremos o livro Guia Politicamente Incorreto da Economia, de Leandro Narloch, como base, vamos esclarecer outra questão muito importante: os empreendedores resolvem muitíssimo mais - e põe muitíssimo nisso - os nossos problemas que os políticos. E não é necessário pedir uma prova disso, pois apresentaremos várias abaixo.

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O querosene, primeiro combustível destilado do petróleo a ser fabricado em massa, custava menos e produzia uma luz melhor que o óleo animal. Estava para os baleeiros como o Uber está para os taxistas no século XXI. Quando ele surgiu no mercado, a caça às baleias começou a morrer lentamente. "Umas das mais extraordinárias criaturas do oceano foi poupada porque os seres humanos descobriram depósitos de plantas fósseis abaixo da superfície da terra", diz o escritor Steven Johnson.


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As baleias quase entraram em extinção no Brasil por causa da sua grossa camada de gordura, que era transformada em óleo e servia para produzir velas de iluminação. Mas essa espécie animal conseguiu sobreviver, e não foi por uma canetada de um político, mas sim pela sagacidade de um empreendedor, que descobriu que o querosene, além de ser mais eficiente, podia ser conseguido de uma maneira mais simples, o que barateou a iluminação não só dos brasileiros, mas também dos povos de outros países. São vários exemplos como esse que mostram os empreendedores resolvendo grandes problemas das pessoas sem precisar de nenhuma ajuda dos políticos.

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O império do querosene duraria pouco, porque no final do século XIX, outro capitalista americano, Thomas Edison, apresentaria uma inovação ainda mais revolucionária. A lâmpada elétrica garantiria uma vida melhor não só às baleias, mas aos pobres que não tinham tempo ou dinheiro para custear iluminação artificial permanente.

A luz artificial permanente é um entre tantos exemplos deliciosos de luxos que se popularizaram no século XX. Quase tudo que temos ao nosso redor já foi motivo de ostentação um dia. (...) Quando os frigoríficos surgiram, eram tão caros que só era possível encontrá-los em fábricas e restaurantes. As primeiras geladeiras eram um luxo que só magnatas ou sortudos conseguiam ter em casa. (...) Hoje, da quinta parte mais pobre da população brasileira, 92% têm geladeira.

(...) A Motorola criou o telefone celular em 1973 - o aparelho pesava mais de um quilo e mal cabia numa caixa de sapatos. Os primeiros celulares à venda, fabricados em 1983, saíam por 4 mil dólares (ou 9 mil dólares em valores de 2015); o Motorola StarTac, aquele dobrável e com antena, marca dos anos 1990, custaria hoje 6.800 reais. Em 2015, havia 282 milhões de celulares no Brasil (mais que o número de habitantes), dos quais 150 milhões eram smartphones - que, convenhamos, são um pouquinho melhores que o tijolão da ricaça Rosemary Pontes.

(...) A popularização da televisão, a partir dos anos 1970, mostrou aos brasileiros que as famílias ricas tinham poucos filhos. Isso ajudou a abaixar a fecundidade das mulheres mais pobres, o que reverteu, nos anos 2000, em salários maiores para pessoas pouco qualificadas. As geladeiras e os navios refrigerados transformaram países distantes, como o Brasil, em grandes fornecedores de carne fresca para a Europa e os Estados Unidos. A luz elétrica abundante e barata criou uma deliciosa cultura de viver e aproveitar a noite. E permitiu que nos déssemos ao luxo de nos preocupar com a preservação das baleias.

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É isso que acontece quando os políticos deixam os empreendedores trabalharem ao invés de ficarem criando barreiras: a vida de todo mundo melhora. É claro que, em algumas circunstâncias (ou em todas), isso não é exatamente o desejo dos políticos, afinal, eles precisam que os cidadãos sofram alguma dificuldade pra fazerem promessas e ganharem votos em cima disso. Mas cabe a nós, eleitores, sabermos o que é e o que não é cabível aos políticos melhorarem em nossas vidas. Se tivermos muito claro em nossa mente que os empreendedores resolvem nossos problemas econômicos muito mais que os políticos, já será um grande avanço.


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