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[OPINIÃO] O desmoronamento de vários pilares


Por Willy Marques

Uma nação sem o controle de suas fronteiras é tudo menos um país. A defesa do território não é simplesmente a obrigação de qualquer governo, mas a sua precípua função e a que justifica sua existência per si. O fortalecimento das fronteiras em nome da soberania nacional se mostra necessária para frear os avanços dos projetos globalistas, do terrorismo islâmico e a corrosão cultural esquerdista que vem solapando os pilares do Ocidente.

Inúmeras vezes se aduz a liberdade, que por si não é um princípio, e nem tem aplicabilidade universal. É preciso delimitá-la — e o que a delimita, é o que é o princípio de verdade — exatamente onde termina e começa a liberdade de duas pessoas, ou o famoso aforismo: “a liberdade de cada um termina onde começa a liberdade do outro”.

O “““Princípio”””da Não-Agressão (PNA) que muitos libertários apregoam de forma ululante, não é auto-evidente e nem autoexplicativo, ou seja, ele depende de uma série de outras considerações o tornando limitado — e essa série de considerações são os princípios propriamente ditos.

P. ex.: qual é a definição de agressão?

Considerações:

Encarar franzindo o cenho é agressão? Olhar de soslaio, ou olhar feio é agressão? Sim ou não?! Dizer que uma vigarista é vigarista, é agressão ou não é?!

Diferentemente do princípio do direito suum cuique tribuere; i.e, dar a cada um o que é seu. O mérito do indivíduo assegura um certo respeito, não necessariamente uma propriedade privada stricto sensu. Entre uma miríade de coisas que cabem ao indivíduo, por óbvio, que também está a propriedade privada material, no entanto esta é um decorrência de uma cadeia remota de acontecimentos anteriores; só para elucidar.

Se a propriedade precisa de uma definição, logo, ela não é um princípio. A definição que a antecede é que é o princípio.

Não se trata de defender o Estado dentro de uma perspectiva doutrinária, mas simplesmente de observar que no presente quadro do mundo, que cada pedra que se joga contra o Estado-nação com os mais lindos pretextos que se possa imaginar, é mais uma que se acrescente ao Estado mundial globalista que pretendem implementar; via agentes de ação histórica como instituições, fundações (Open Society Foundations, do magnata George Soros), organismos internacionais vide OMC (Organização Mundial do Comércio) e tutti quanti.

E um dos métodos frequentemente usados para implementação é por meio de debates pré-programados para se levar a um resultado previamente almejado.

Os globalistas utilizam libertários a soldo (às vezes há interesses escusos por parte destes supostos libertários ou às vezes não passam de inocentes úteis), para que eles se voltem contra seus Estados nacionais — não para implementar as liberdades individuais e/ou de mercado no mundo —, pelo contrário, e sim para quebrar a soberania dos seus respectivos Estados e, em cima dos escombros colocar a do Estado global — que é muito pior!

Não existe no mundo real oposição esquemática entre estatismo e liberdade de mercado — isso é importante frisar —, estatismo e liberdade de mercado só se opõem conceitualmente, abstratamente, doutrinariamente. Mas no mundo real a luta não se trava entre essas duas concepção, contudo mais se aproxima a uma espécie de jogo de tensões — há outras disputas incomensuravelmente cruzadas com elas também —, que complicam o entendimento das conjunturas do estado de coisas.

Para sair do plano do puro abstratismo e chegar a ter uma apreensão da realidade é preciso técnica filosófica, coisa da qual infelizmente muitos ainda são desprovidos.

Não há nada aqui — particularmente — contra o libertarianismo; pelo menos aprioristicamente. O porquê disto é que todas as doutrinas fazem sentido — prestem atenção — consideradas em si mesmo. O real problema é que quando se tenta olhar a realidade dos fatos através das lentes delas, aí logo aparecem: incongruências, lacunas, buracos e problemas que vão além da mentalidade binária.

Para os globalistas ocidentais (e seus respectivos idiotas úteis), livre mercado significa criar um complexo conjunto de regras e regulações para gerenciar as relações comerciais, deslocando o controle das mãos de políticos legitimamente eleitos para as mãos de burocratas anônimos a serviço do rent-seeking metacapitalista. Todavia, para os conservadores (um liberal que não compreende profundamente o conservadorismo é de fato um suicida. Como um cientista sem ética ou sem propósito maior) o livre mercado significa reduzir de modo infinitesimal a interferência política nas relações de comércio.

Se mesmo diante do exposto haja ainda quem continue a ignorar (de boa ou má vontade) ou a insistir em não entender a diferença entre essas duas coisas, pode incorrer no risco de chamar de protecionistas até os maiores defensores da genuína liberdade — não somente a de mercado.

E os que utilizam a palavra (flexão de dedos no ar) “protecionista” não como um conceito bem formulado, porém como uma palavra-gatilho de modo insultuoso para rotular, denegrir e conspurcar o mais ferrenho combate ao agigantamento supranacional de regimes impermeáveis à vontade do povo; cujo escopo é precisamente o de controlar e regular cada aspecto minucioso de nossas vidas e impor valores artificialmente uniformes — acabam reiteradamente cooperando na prática em eliminar uma liberdade que veementemente creem defender na teoria.

Não entendendo sequer o bê-á-bá do bê-á-bá do mundo real...

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