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[Um Ano do Impeachment] As reformas e as investigações: o calvário de Michel Temer


  Por Matheus P. Espezoto

Nos últimos dois anos, a esquerda passou por uma série de erratas seguidas por orientações de ações ideológicas que a levaram a naufragar explicitamente na questão cultural. Claro, seus militantes ainda permanecem de maneira efervescente transformando seus pensamentos em ações agressivas e antidemocráticas — mas isso é a esquerda, não é?!

Grande parte dos intelectuais de grife, amantes da paz mundial, que anda munida com suas flores, apostaram de maneira enérgica que o impeachment iria congelar a Lava Jato e trazer as mais profundas e maléficas quedas econômicas. A aposta era a de que o Brasil sairia do palanque das "divindades" trazidas pela ex-presidente Dilma e chegaríamos ao mais completo fundo do poço, ao estômago da Gaia, aos destroços no complexo oceânico do voo 477, ao SUBSOLO!

A maioria da população tinha como objetivo a luta contra a corrupção, o que diretamente significou retirar a quadrilha mais corrupta de toda história do poder, que do PT fazia parte. Infelizmente, o pacote Dilma-2014 ainda se mantinha de pé com Michel Temer, o seu vice - do qual a maior parte da população odeia ou não possui qualquer simpatia. O grande objetivo agora gira em torno da retomada de empregos, da estabilidade, no andamento das investigações e na intencionalidade de praticar reformas que tragam uma nova cara para o Brasil, cuja qual hoje em dia está mais remendada que a face do Wanderlei Silva. Então, como se deu a política de Michel Temer?

O pós-impeachment

A princípio, o novo Presidente veio com uma condicionalidade propícia para os ajustes fiscais na economia, definindo um teto de gastos. Ou seja, colocando limites para o governo gastar, coisa que todas famílias e todas conjunturas empresariais praticam: você não gasta mais do que você arrecada. De acordo com isso, o Ministro da Fazenda veio a ser Henrique Meirelles, principal responsável por colocar ordem nas contas públicas e atingir um equilíbrio fiscal. Com o pressuposto de tentar dar um gás na economia, colocar dinheiro no bolso dos consumidores, colocar dinheiro nas mãos dos investidores, o Governo Temer decidiu deixar os trabalhadores retirarem o seu próprio dinheiro das garras do governo, com o saque do FGTS. Com mínimas políticas de austeridade, a inflação - que era de 14,25% no final de 2016 - chegou atualmente ao valor de 2,71%.

Seguindo a mesma linha do conceito econômico, a reforma trabalhista de Temer acabou por ser sancionada, o que gerou grande repercussão nos núcleos e diretórios de movimentos como: CUT, MST (expropriadores de terras) e outras partes da esquerda. O projeto de lei teve como objetivo alterar 97 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), que era até então um conjunto de leis trabalhistas totalmente atrasados - oriundo da Era Vargas - e com inspirações fascistas aos moldes de Mussolini - ou seja, coerção absoluta. Entre todas as alterações, as que mais ganharam destaque foi a liberdade do trabalhador poder fazer negociações com o seu patrão, a divisão de suas férias e o fim do imposto sindical obrigatório. Agora, os 15 mil sindicatos atuais terão que ralar para que não sejam extinguidos.

Juntamente com o apoio do Congresso Nacional, o governo Temer conseguiu aprovar a reforma do Ensino Médio, que explora conceitos usados como na Coreia do Sul e na Austrália, onde os estudantes possuem bastante capacitação e conhecimento nas suas principais áreas de interesse, formando assim a nova Base Nacional Comum Curricular.

As investigações e atos de corrupção durante o Governo Temer atingiram até mesmo os seus ministros, após vazar informações de que Romero Jucá - que ocupava o Ministério do Planejamento e um dos principais articuladores políticos de Temer - teria sugerido algum tipo de cooptação ou conchavos para retrocederem as investigações da Lava Jato. O governo logo decaiu ainda mais em sua popularidade, pois era explícito a vontade dos integrantes governamentais de quererem dar um "stop" nas investigações. Como reação, Michel Temer deu um esclarecimento de que os ministros réus na Operação Lava-Jato seriam afastados do cargo imediatamente.

Bom, o que o Presidente não esperava era o dono da JBS, Joesley Baptista, vindo com muitas delações comprometedoras e inclusive um áudio que, supostamente, Temer teria pedido para comprarem o silêncio de Eduardo Cunha - responsável por colocar o impeachment de Dilma em votação e preso por corrupção nas operações da Lava-Jato. Colocando as delações de Joesley e as homologações de Fachin no STF no mesmo saco, que ficou pesado, o Brasil viria a sofrer com uma instabilidade novamente.

Em relação a segurança pública, o Governo Temer foi marcado por estupros coletivos, rebeliões em presídios e uma verdadeira anarquia no Espírito Santo. Não houve quaisquer alterações em relação ao Estatuto do Desarmamento, excludente de ilicitude ou mudanças nas diretrizes dos Direitos Humanos. O Presidente tomou como medida de solução a institucionalização do Plano Nacional de Segurança, criando assim novos presídios, que teriam verba com cerca de R$ 40 milhões a R$ 45 milhões do dinheiro público. É uma gestão de segurança pública fraca, e os números de homicídios deste ano já chegam a 30.000.

O substituto da Presidente da mandioca, desde o começo, já deixava claro que as intenções de seu governo eram puramente nacionais. Assim sendo, o governo Temer pouco atuou na parte exterior. Apenas agora, em julho deste ano, teve uma viagem para o G-20 para encontrar-se com empresários e participar de eventos paralelos relativos ao grupo das 20 maiores economias do mundo. Durante o mesmo período,  agendou uma viagem para os Estados Unidos - atualmente comandado por Donald Trump - para participar da sessão de abertura e de diversos encontros promovidos durante a 71ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Em terra estadunidense, discutiu temas como a imigração e mudanças do clima - que mais tarde veio a dar benção para organizações como a ONU em relação ao aquecimento global.

Nossas narinas já não aguentavam mais o governo petista com suas demagogias puramente estatizantes. Temer conseguiu ser o governo que fede muito, mas não chega ser um gambá, igual Dilma Rousseff.



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