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[EDITORIAL] O Congressista vê com preocupação divisão cada vez maior na direita brasileira

 Se existia o sonho de um dia ver a direita brasileira unida para derrotar, sem susto, a esquerda bolivariana e antidemocrática em 2018, esse sonho parece estar virando um pesadelo. Não há mais nenhum ícone de qualquer uma das representações direitistas no Brasil propondo estratégias políticas e prudência, muito menos fazendo o importante alerta quanto ao perigo que nos espera até o próximo pleito. Pelo contrário, todos parecem estar se desesperando e, por isso mesmo, brigando entre si. É um clima total de "barata voa".

Existe uma direita mais popular, em que boa parte (não são todos, que fique claro) age despreocupada com qualquer base teórica para enfrentar a esquerda, e que se orgulha de ser totalmente bolsonarista, mas que não percebe (ou talvez faça intencionalmente) o quanto vai contra a própria direita brasileira na ânsia de defender seu candidato predileto. Eles brigam, xingam, caluniam e perseguem qualquer um que fizer alguma crítica a Jair Bolsonaro. E não querem saber se a crítica vier de alguém que se declare direitista.

O comportamento da direita bolsonarista, entretanto, não apaga a culpa da direita mais intelectualizada, que tem uma posição mais crítica ao Bolsonaro e que está, meio exageradamente, apostando cada vez mais no enfrentamento aos seus militantes. É óbvio que todos devemos ser criticados quando erramos. Mas devemos colaborar sempre com uma crítica construtiva a quem pode nos ajudar de alguma forma, eventualmente. Quando a missão politicamente estratégica dá lugar a atitudes birrentas, que são respondidas do outro lado com mais birra, a derrota é geral. Todo mundo perde - e perde muito feio.

É possível identificar, ainda, um terceiro grupo na direita do Brasil. São aqueles que tentam resgatar o que seria o verdadeiro conservadorismo político genuinamente brasileiro: a monarquia constitucionalista e parlamentar que já existiu neste país. Mas este pessoal ainda se encontra em número muito pequeno, bem menor que dos grupos citados acima, apesar dos monarquistas não pararem de crescer. Porém, ainda lhes falta também perceber o quão necessário é se unir a outros grupos para derrotar a esquerda estatista e antidemocrática. Se este terceiro grupo não reforça mais ainda as brigas direitistas, também não faz nada para ao menos condená-la em defesa do país.

O Congressista foi criado para disseminar conhecimento a respeito do liberalismo clássico, do conservadorismo burkeano e da monarquia brasileira, pois acreditamos que esses podem vir a ser os grandes pilares teóricos da direita no Brasil. Continuamos firmes e fortes nessa missão. Mas não temos mais tanta certeza se poderemos colaborar com a segunda frente do nosso objetivo inicial, que seria o de unir os principais grupos direitistas. Parece que não há mais ninguém concentrado nisso. Não há agrupamento, estratégia, cabeças pensantes muito menos união pragmática. Todos estão se obrigando a ver apenas 'o seu lado' e estão se esquecendo da esquerda (!).

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