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[Tire Dúvidas] O lucro é o motivo da corrupção, da pobreza e da imoralidade no mundo? Falso


Por Wilson Oliveira

Quando se fala de corrupção, é preciso entender que existem dois tipos: um é praticado com dinheiro privado, que prejudica somente os envolvidos, por isso mesmo não é algo que gere tanta comoção. Mas o segundo caso, praticado com dinheiro público, esse sim, é algo sério que precisamos debater. Porém, é um erro crasso atribuir a corrupção com dinheiro público ao lucro, como fazem algumas pessoas sem conhecimento sobre o assunto. Para esta edição do "Tire Dúvidas", usamos o livro Guia Politicamente Incorreto da Economia, escrito por Leandro Narloch, como base.

"No século XVIII, um professor de lógica e filosofia moral da Universidade de Glasgow dedicou sua vida a tentar achar uma resposta. Ele sabia que o homem tinha uma propensão natural a sentimentos morais e amor pelo próximo, mas achava que uma força maior levava as pessoas a se preocuparem com problemas alheios. O nome desse filósofo escocês era Adam Smith e as conclusões a que ele chegou acabaram criando a economia moderna. A resposta de Adam Smith cabe numa pequena palavra: lucro. Mais que por benevolência ou amor ao próximo, as pessoas cooperam entre si porque podem obter recompensas e vantagens com isso.

(...) O filósofo escocês descobriu não só um jeito de garantir a carne e a cerveja depois do trabalho, mas também o modo pelo qual prosperidade emerge numa nação. Naquela época, as pessoas acreditavam que interesses próprios (egoístas) apontavam em uma direção e interesses altruístas na direção oposta. Adam Smith mostrou que o lucro operava uma mágica. Buscando realizar os próprios interesses, as pessoas eram "levadas por uma mão invisível" a servir o interesse público.

Com essa sacada, ele virou do avesso uma ideia que, por séculos, foi uma verdade incontestável. O lucro, por muito tempo visto como pecado, ato de imoralidade, tentação que fomentava o conflito, se transformou num fator a unir os indivíduos e levar harmonia e prosperidade a um país. Egoístas se comportavam, por causa do lucro, como altruístas.

(...) Mas ainda hoje a ideia de Adam Smith incomoda. Muita gente ainda pensa como inquisidores medievais a enxergar o lucro como uma perversão. Pois não há nada de errado em querer lucrar o máximo possível com um negócio. O fato de um indivíduo ter ganhado um bom dinheiro com um negócio honesto é a prova de que ele resolveu problemas, atendeu a necessidades, realizou desejos, enfim, melhorou a vida de muita gente ao mesmo tempo. O lucro é belo; o lucro, como diziam os pórticos de Pompeia no século I, é alegria".

Ou seja, conforme afirmou Narloch, citando Smith, o lucro nada mais é que o resultado daquilo que se conhece como economia moderna. Mas alguns, principalmente da esquerda, tentam misturar as duas coisas porque foram confundidos ou por quererem confundir, uma vez que no pensamento deles o Estado deve ter o poder absoluto para promover alguma espécie de "justiça", o que fica mais difícil acontecer se as pessoas resolverem as suas necessidades entre si, sem que para isso precisem de uma intervenção governamental.


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