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[OPINIÃO] Ressurgimento de um sentimento brasileiro, livre de esquerdismos e de tendências fascistas


Por Rudi Guimarães

O nacionalismo brasileiro no século XX teve uma marca forte do Estado como guia e protetor da nação brasileira, principalmente influenciado pelo Varguismo que construiu um mito em torno do poder central e uma verdadeira adoração brasileira aos recursos naturais, festas e uma mitificação de um esporte hoje muito popular, o futebol, que fora imortalizado como marca de toda a nossa desenvoltura. Mas algo está mudando de uns anos pra cá, que muda em todos os sentidos, como o brasileiro vê o Brasil e toda a sua história. Um verdadeiro resgate do que é ser brasileiro e pertencer a está nação.

O Brasil foi uma território português, um estado, que foi baseado na religião católica e na miscigenação, tendo como forte econômico a área agrária, com destaques para sua tendência a industrializar-se desde o início, com uma cultura ibérica de tolerância à diferença e um escopo de amor a está terra, que se disseminou ideias de independência e construção nacional que se revelaram muito marcantes na formação identitárias das pessoas que viviam aqui. O sonho de ter este lugar como algo grande, formidável, moderno, senão uma nação poderosa no mundo. Com a chegada da Coroa portuguesa ao nosso país - e um trabalho árduo de construir uma infraestrutura econômica e política - o Brasil e sua população sentiu que era hora de se desligar de forma política de Portugal e trilhar um caminho próprio de conquistas. É aí que vemos três grandes nomes: D. João VI, José Bonifácio e D. Pedro I.

Antagônico à maioria das histórias de independência, temos a família real portuguesa como uma das principais figuras em prol do grito de liberdade. E uma figura brilhante ao lado, José Bonifácio, como o idealizador da construção de um império poderoso, com concepções de uma potência emergindo no novo mundo com aspirações claras de ser maior que o império português foi (não é pouca coisa), pois estes queriam e foram maiores que os Gregos em poder e pujança.

Com um desfecho e a independência marcados por uma família, e o início de história parlamentar com grandes problemas e vícios locais, o primeiro reinado teve como marcas a hostilidade de um estamento já existente e vicioso, que impedira, e muito, o próprio imperador de consumar a visão futurista e real que José Bonifácio pensara, entre as quais a libertação dos escravos, que acabou por nos colocar de certa forma em um atraso nos planos originais, dizendo a grosso modo.

Com um período regencial como prova de que, se caso viesse uma república está seria um fracasso retumbante, o segundo reinado não só nasceu como uma tábua de salvação como foi o reinado que consolidou nossas instituições e projetou o Brasil como uma potência regional poderosa, vencedora de guerras, economia estável, e uma sabedoria ímpar do Imperador e políticos do império, como muito bem mostra Machado de Assis no livro "O velho Senado". Bem longe desta vergonha atual, nós tínhamos verdadeiros estadistas ao trabalho, que fizeram com que o Brasil fosse alvo de inveja na América Espanhola por sua desenvoltura e estabilidade política.

Bom, como também sabemos, um golpe político depôs o imperador e fez nascer a primeira ditadura que tivemos em nossa história. Onde não só acabamos por cair em um espiral recessivo em nossa economia, como ficamos desnorteados com nossa própria origem, pois éramos monárquicos e lusitanos de raiz, e o império representava a continuação de legado cultural e respeito por nossa pátria-mãe, que fora prontamente desfeita pelos rompantes de uma república ilegal e perdida em seu sentido.

O restante da história já sabemos: golpes políticos, uma era assombrada por um regime de aspirações fascistas, retorno democrático, quase a instauração de um regime marxista, golpe novamente e o retorno de uma ditadura positivista que fez o Brasil crescer de forma assustadora ao mesmo tempo que aumentava nossa dívida e o grau de intervencionismo estatal. Agora estamos com uma democracia cambaleante, na realidade uma verdadeira ditadura de velhos amigos de guerrilha, que solapou a liberdade e nos deixou em uma encruzilhada.

O Florescer de um sentimento nacional enraizado na história
 

Após anos de luta infindável de Olavo de Carvalho em restaura nossa cultura, e um grande pendor da juventude em tentar se situar na história brasileira, fez florescer um movimento espontâneo de resgate em nossos valores como parte do Ocidente e também de nossos memoráveis feitos, que encontrou a monarquia e a raiz portuguesa como algo a ser buscado e orgulhado.

Longe daquelas figuras triste de uma semana de arte que ridicularizou o brasileiro e um outro nacionalismo pautado no futebol, no carnaval e na malemolência, este vem imbuído de um sentimento comum da construção de uma imagem sólida de quem é o brasileiro realmente e como se figura o projeto de nação no mundo, bem longe do gigantismo estatal e de uma pseudo-cultura, embasados desta vez na religião católica, na monarquia e na raiz ibérica como elementos essenciais para uma construção nacional, verdadeiramente embasadas na realidade sociológica e política do brasileiro.

E é com base nessa percepção da juventude que anda procurando um caminho para o seu país em crise, que afirmo que o nacionalismo embasado em minérios e recursos naturais está com os seus dias contados. Não que figuras que se apoiam nisso terão um fim, mas naturalmente com o passar dos anos o nosso país vai ver emergir com muito mais força um discurso alicerçado na memória histórica e em figuras de grande relevância, passando a pautar bem mais a classe política do futuro assim como já podemos ter a clara percepção das mudanças no discurso econômico das legendas políticas do presente.

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