Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

[OPINIÃO] Uma renovação no Congresso em 2018 é provável? Tenho certeza que sim!


Por Matheus P. Espezoto

Ao ver os últimos governos, as suas conjunturas econômicas e suas diretrizes ideológicas, um adepto das visões de que o Estado deve permanecer fora da atividade privada se encontra em constante irritabilidade. E não é para menos. Os nossos senadores, que habitam o Plenário, e os nosso deputados que comparecem — de vez em quando — à Câmara, dificilmente preservaram ao longo da história um olhar mais confiante pelo Liberalismo, a ponto de os fizer defender essas posições políticas baseadas na vida, na liberdade e na propriedade com autenticidade, dando a cara a tapa.

No entanto, há uma única coisa que devemos agradecer a Dilma Rousseff: ter incentivado - por meio de suas políticas insatisfatórias e ineficientes - a busca por modelos diferentes das quais ela aplicou em seu governo. Com isso, pessoas já experientes e jovens foram atrás e descobriram que imprimir dinheiro gera inflação, que estatais servem para apadrinhamentos políticos e que imposto é eticamente indefensável.

Durante o governo petista, a cultura do Liberalismo começou a se espalhar como uma metástase, e organizações como o MBL (Movimento Brasil Livre) começaram a ganhar uma notoriedade exorbitante. Não é a toa que, no dia 13 de março de 2016, houve a maior manifestação da história do país, advinda de convocações por meio das redes sociais por inúmeros movimentos. Porém, a participação da ala liberal foi extensamente importante.

Vale enfatizar, é claro, a criação do Partido NOVO que, atualmente, possui inúmeros diretórios em vários estados, buscando espaço na via política para que haja uma reforma gradual e segura, por meios constitucionais, não pela força. Ressaltarei também a importância da nova ala do PSL (Partido Social Liberal) chamada Livres, que coleciona em seus ideais uma visão mais libertária — certamente uma evolução, dado as conveniências que a maioria dos partidos aclamam, que é o poder do Estado. 

Após a queda da presidente Dilma, Michel Temer entrou com uma equipe econômica um pouco mais confiável, que apesar de não ser aquilo que todo liberal-conservador gostaria de ver consegue tomar ações racionalmente, e não pela ideologia em si. Em 2016 a situação econômica nacional já estava decadente há tempos. Uma analogia pode ser feita a respeito desse fato: um carro, andando a 30 minutos na estrada em sua segunda marcha pede a todo momento que você dê um alívio a ele, ou seja, troque a marcha. Assim foi a economia brasileira.

Mas quem precisava de um alívio era a população. E o que precisava ser urgentemente revisto era a questão fiscal na economia. Com isso, nos foi apresentada a PEC 241, logo em seguida as terceirizações, e recentemente a reforma trabalhista. Com exceção da desta última — por enquanto — obtivemos sucesso na aprovação dos dois projetos anteriores, mesmo com um Congresso nada liberal e nada conservador, sem qualquer responsabilidade intelectual de possuírem conhecimentos específicos. Contudo, foram racionais e votaram de acordo com a necessidade brasileira. 

Portanto, analisando os últimos avanços culturais da doutrina liberal-conservadora, não consigo me sentir em retrocesso, tampouco coagido a ser pessimista em relação a 2018. Com a adquirição de cadeiras por parte de partidos como o NOVO, por parte de políticos que irão se candidatar em outros partidos apresentando ideais bem próximos aos da direita, nossas pautas serão discutidas cada vez mais pelos poderes.

Mas isso exige esforço e autenticidade, exige a interação no meio universitário, exige você mudar a cabeça do seu amigo mais próximo que acredita em assistencialismo estatal, exige uma complexidade de fatores a serem organizados e discutidos pelo nosso meio. Enxergo 2018 apenas como um começo do que pode ser realizado.É o arranjo de tudo aquilo que foi feito em nome do liberalismo nos últimos anos colocado em práticas eleitorais.

Será difícil, amigos. Porém, como dizia Churchill: "O pessimista vê dificuldade em cada oportunidade, o otimista vê oportunidade em cada dificuldade."

Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

http://www.ocongressista.com.br/