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[OPINIÃO] A direita precisa de maturidade nesse momento de queda da esquerda


Por Henrique de Souza

A polêmica postagem do deputado federal conservador Eduardo Bolsonaro, em que ataca o liberal-conservador Alexandre Borges, acusando-o de ser ‘’socialista fabiano’’ (por causa de uma foto com o prefeito de São Paulo, o tucano João Dória),  assim como maior parte da chamada ‘’nova direita’’, causou um grande alvoroço entre os adeptos direitistas. Depois do ocorrido, diversos expoentes da direita brasileira tentaram colocar panos quentes na discussão, como Bene Barbosa, Rodrigo Constantino, e até mesmo o deputado estadual Flávio Bolsonaro, que compartilhou um vídeo de Paulo Eduardo Martins para explicar os fatos. 

No entanto, as redes sociais ferveram e expuseram um verdadeiro racha na direita brasileira. Praticamente se dividiam em duas vertentes, os apoiadores mais fanáticos de Bolsonaro acusaram todos esses citados de serem ‘’fabianos’’. Já a outra parte criticou ferrenhamente esses membros, inclusive Olavo, que alegou que Dória seria um ‘’liberal globalista’’(social liberal) e não um fabiano. Pricila Chammas Daú, do PSL-Livres, partido de centro-esquerda, debochou dos críticos de João Dória. 

Em um momento conturbado da política nacional, em que a direita precisa mais do que nunca ganhar corpo, apoiar as reformas e ao mesmo tempo criticar o governo Temer e ocupar espaços, ela se divide e se perde em picuinhas bobas. Nós sabemos que a esquerda/extrema-esquerda está em queda, porém aos poucos vai tentando se reerguer. O PT tomou uma surra feia nas eleições municipais do ano passado, mas agora tenta se articular e formar uma grande coalizão esquerdista. Ao atacar o sujo governo Temer, o PSOL tenta posar de ‘’bom moço’’. Ciro Gomes pode ser o nome mais forte da esquerda em 2018 caso Lula seja preso.

Já a direita nem tem nomes definidos para 2018. Não sabemos se o Partido Novo lançará candidato à presidência, e se lançar, provavelmente não terá grandes chances de ir ao segundo turno, pois a legenda está mais focada em ocupar o poder legislativo, elegendo deputados e senadores. Jair Bolsonaro ainda não saiu no PSC e se não arrumar um partido a tempo, pode não conseguir se candidatar, Ronaldo Caiado perdeu força entre os adeptos liberais e conservadores.

O tucano João Dória, apesar de social-democrata, não é um ‘’inimigo a ser combatido’’. De fato ele deve ser desmascarado e exposto como progressista, pois não é, de forma alguma, ‘’de direita’’. E a polarização PT x PSDB desgastou o eleitorado de tal forma que, embora Dória seja um progressista bem moderado, e aberto ao diálogo e a uma certa dose de livre mercado, ainda tem uma aliança forte com Alckmin, um dos velhos caciques tucanos, e que na atual conjectura de Lava Jato é imoral votar em um partido sujo como o PSDB. Mas não é porque fulano tira foto com ele que é ‘’fabiano’’.

A direita precisa mais do que nunca ser aberta ao diálogo e ter maturidade para não cair em um grande racha justo antes das eleições de 2018, que serão fundamentais para o futuro de nosso país.  

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