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[TRADUÇÃO] Margaret Corbin e o verdadeiro empoderamento da mulher


Por Stephanie Buck
Publicação original: Timeline.com
Tradução: Matheus P. Espezoto

É de uma maneira um tanto quanto questionável o empoderamento da mulher no século XXI. Te fazes pensar seriamente, se, a "luta" por direitos - que em ampla maioria já estão resguardados pela constituição - reflete a ascensão do gênero feminino como portador de uma garra, astúcia e autenticidade em meio as nossas incertezas e incapacidades do dia-a-dia. É normal nos depararmos com situações inusitadas no cotidiano, como feministas arrancando cada peça de roupa que lhes foi atribuída, com uma legião promíscua demonstrando não ter vergonha alguma de seu corpo, contudo, faz parte do direito natural de cada indivíduo em âmbito populacional. O grande questionamento aqui, é: Isso é o verdadeiro empoderamento da mulher?

Margaret Corbin lutou para proteger a ilha de Manhattan, mas não dos hipsters. Dos britânicos.

Em 16 de novembro de 1776, Margaret acompanhou o marido, John Corbin, na batalha para defender Fort Washington, que foi atacado por britânicos e mercenários de Hessian. Enquanto ele atirou um canhão junto a 3.000 outras tropas, ela se ocupou de reabastecimento de suprimentos e limpeza/carregamento de várias armas. Então, John foi atingido e morto na frente dela.


Margaret imediatamente pegou a postura do marido caído. Ela rapidamente recarregou e começou a disparar o canhão e, para a grande surpresa das tropas próximas, lutou com "bravura distinta" até que ela mesma foi gravemente ferida por três tiros. A partir desse acontecimento, foi levada como prisioneira de guerra.

Sua história ganhou denominação por ela ter sido "a primeira mulher a assumir as obrigações de um soldado" e, por causa de seu valor em Fort Washington, tornou-se a primeira mulher a receber uma pensão dos militares dos Estados Unidos.

Margaret nasceu em 12 de novembro de 1751, no Condado de Franklin, Pensilvânia. A lenda diz que, aos cinco anos de idade, seus pais foram vítimas de uma invasão nativa americana, seu pai foi morto e sua mãe levada em cativeiro. Com isso, Corbin foi criada por seu tio materno, assim, quando chegou a sua vida adulta, se casou com John, um fazendeiro de Virgínia.

Quando John se alistou na Primeira Companhia da Artilharia de Pensilvânia no início da revolução, Margaret o seguiu. Era comum que as esposas e as famílias se juntassem aos seus maridos e soldados em seus postos avançados, trabalhando como lavadeiras, cozinheiras e ás vezes em batalha como enfermeiras ou auxiliares gerais. Essas mulheres eram conhecidas não-oficialmente como "camp followers". Mesmo assim, a vida no acampamento era exigente e as mulheres tiveram que trabalhar duro para provar seus valores.

Margaret tinha uma lesão, ela não podia usar seu braço esquerdo, contudo, lutou pelo resto da guerra assim. Em 1779, ela pegou uma pausa pequena, mas exclusiva: o Conselho Supremo da Pensilvânia concedeu US $ 30 em alívio e apelou ao Conselho de Guerra do Congresso para revisar seu caso. Em 6 de julho, o Congresso votou em pagar a Margaret uma meia pensão de soldado, que totalizava US $ 50 por ano, cerca de US $ 1.000 hoje. Ela foi a primeira mulher a receber tais benefícios.

Margaret Corbin morreu em 1800, e teria sido enterrada sob um marcador grosseiro nas terras altas acima do rio Hudson, perto de West Point. Em 1926, as filhas da Revolução Americana descobriram os registros de Margaret e começaram a encontrar, exumar e reerguer seus restos com seus colegas na Capela dos Cadetes Velhos de West Point. Depois disso, um monumento marcou seu túmulo. Manhattan ergueu sua própria placa de bronze perto do Parque Fort Tyron, que honra Margaret como "a primeira mulher americana a fazer as obrigações de um soldado na guerra pela liberdade".

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