Expresso News

[expresso-news] [twocolumns]

Colunistas

[colunistas][bleft]

Entrevistas

[entrevistas] [twocolumns]

Economia

[economia] [bsummary]

[Tire Dúvidas] Qual a diferença entre voto proporcional, lista fechada e distrital puro/misto?


Por Wilson Oliveira

Se o governo de Michel Temer conseguir retomar o ritmo das reformas e aprovar a previdenciária e a trabalhista, muito provavelmente a próxima a entrar na pauta do Congresso será a política. Com isso, o principal ponto de discussão será qual modelo eleitoral adotar para melhor contemplar os anseios dos cidadãos. Mas é preciso tomar muito cuidado com esse tema, pois cada opção representa um sistema completamente diferente. Com a ajuda do site Politize, que fez um especial bastante interativo sobre a reforma política, vamos falar das diferenças entre o voto proporcional, o voto em lista fechada e o voto distrital - este último sistema, que divide o eleitorado por distrito, possui modelos diferentes.

VOTO PROPORCIONAL

Este é o sistema que está em vigor no Brasil. Os candidatos a vereador, deputado estadual e deputado federal fazem suas campanhas pedindo votos individualmente. Mas os partidos que eles pertencem fazem parte de uma coligação. O número de cadeiras que essa coligação consegue para uma assembleia ou para a Câmara Federal é proporcional ao número de votos totais que essa coligação conseguiu. Ou seja, se essa coligação tiver cinco candidatos a deputados federais disputando a eleição e apenas um for muitíssimo bem votado, conseguindo uma proporção de votos que dê direito a cinco cadeiras no Parlamento, ele puxará os outros quatro da sua coligação, mesmo que eles tenham recebido quase voto nenhum. Se três candidatos de outra coligação tiverem recebido mais votos que esses quatro que foram puxados, mas essa coligação não tiver conseguido, no total, o número de votos para ter representante no Parlamento, esses três candidatos que receberam mais votos que os quatro da primeira coligação não serão eleitos.

LISTA FECHADA

Esse sistema é o mais parecido com o voto proporcional. A diferença é que ao invés dos candidatos fazerem campanhas pedindo votos individuais, eles farão campanha pedindo votos para a sua coligação ou para o seu partido, caso a legenda não tenha se coligado a nenhuma outra. Haverá uma lista de preferência do partido, uma espécie de ranking, que pode ser ou não do conhecimento do eleitor. Portanto, de acordo com os votos recebidos pelo partido ou pela coligação, serão eleitos os candidatos que estiverem melhor posicionado nessa lista. Os defensores desse modelo acreditam que dessa forma será possível fazer uma eleição para o legislativo que seja mais ideológica e menos fisiológica. Os críticos afirmam que essa é a opção que os políticos envolvidos na operação Lava Jato encontraram para driblar o eleitor e eleger todos aqueles que estão encrencados com a Justiça.

DISTRITAL PURO/MISTO

Quando se fala em voto distrital, é preciso entender que existem dois modelos: o puro e o misto. No distrital puro, as cidades grandes e médias serão divididas em distritos, com o número de eleitores dessas localidades ficando em equilíbrio com o eleitorado de cidades pequenas. E assim, as eleições municipais e estaduais elegerão seus candidatos que forem melhor votados nos seus distritos. O distrital misto é um híbrido do distrital puro e do voto ideológico, ou seja, 50% dos eleitos serão os mais votados no distrito e os outros 50% serão os mais votados por partido ou coligação, para que os deputados que representem perfis ideológicos não fiquem de fora caso possuam muitos eleitores diluídos em vários distritos.


Nenhum comentário:

Os comentários ofensivos e anônimos serão apagados. Daremos espaço à livre manifestação para qualquer pessoa desde que não falte com o respeito aos que pensam diferente.

http://www.ocongressista.com.br/