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[OPINIÃO] Ostermann causa enorme prejuízo ao liberalismo com sua guerra contra Bolsonaro


Por Wilson Oliveira

Lamentavelmente, o Livres é um movimento liderado para uma pessoa cujas aparições mais importantes para o grande público liberal tem sido para enfatizar uma guerra particular contra um deputado federal. É a dedicação de uma legião de militantes sendo utilizada insolitamente para uma causa individual, tal qual aconteceu na extinta União Soviética e na Revolução Cubana, que deu origem a ditadura da família Castro.

Ao dizer que preferiria "infinitas vezes" alguém do PSDB ou Marina Silva a Jair Bolsonaro, Fabio Ostermann dá um cavalo de pau no liberalismo evidenciando que sua preocupação não é com a política anti-liberdade, mas sim, especificamente, com a ascensão de Bolsonaro, que já aparece ocupando as primeiras colocações das últimas pesquisas com intenção de voto para presidente.

Ao invés de buscar novos adeptos para a bandeira da liberdade, Ostermann caminha para se limitar àqueles que possuem aversão a Bolsonaro, preferindo até mesmo votar em alguém que possa lhes caçar a liberdade econômica, que segundo todos os autores da Escola Austríaca, da Escola de Chicago e do Liberalismo Clássico, é a mais importante das liberdades.

A tendência do Livres, portanto, é caminhar na contramão da premissa mais básica do liberalismo. E para piorar, ainda colabora para confundir ainda mais os incautos, que desconhecem a história do liberalismo clássico e do próprio conservadorismo burkeano, desconhecendo também a proximidade de ambos no decorrer do século XVIII, que foi quando o socialismo nasceu para o mundo no momento da Revolução Francesa. Tanto o conservadorismo como o liberalismo são contrários a um líder político que acredite em "justiça social", casos das opções preferidas por Ostermann.

Considerando o contexto histórico e fazendo uma leitura conjectural do liberalismo no Brasil atualmente, podemos comparar as lideranças liberais surgidas de 2013 para cá. A partir daí, veremos que Fabio Ostermann está ficando muito para trás de todas as outras. O Movimento Brasil Livre tem dado aula sobre pragmatismo e leitura política. Antes também crítico a Bolsonaro, o MBL já reconhece a importância dele crescer na preferência do eleitor.

O Partido Novo, antes com excesso de zelo para se posicionar em assuntos extra economia, tem enfileirado acertos nas suas posições institucionais, tanto nos seus canais oficiais como através dos seus quatro vereadores eleitos em 2016, que trabalham, de fato, a favor da causa liberal.

Até mesmo Raphael Hide, do canal Ideias Radicais, ícone anarco-capitalista, portanto ainda mais defensor da liberdade que o movimento Livres, tem se destacado ao mostrar uma capacidade ímpar de fazer leituras sobre o momento político do Brasil. Já Ostermann, ao contrário, está preso a uma marca que não o levará a lugar algum - que é de alguém que não gosta do Bolsonaro.


Antes um excelente analista econômico, que foi importante para ajudar na eleição e no crescimento do deputado estadual Marcel van Hattem, do PP-RS, um clássico liberal-conservador, Fabio Ostermann viu a necessidade de chamar atenção para o seu movimento, que terá a missão de conduzir o PSL em 2018. Mas para isso escolheu o pior caminho: bater sistematicamente naquele político que, ao lado dos nomes cotados para disputar a presidência em 2018, é o único que representa uma ameaça justamente à classe política brasileira que sempre trabalhou para impedir que o cidadão experimentasse a liberdade econômica.

Quando o líder do Livres afirma que prefere Marina Silva (ex-PT) ou alguém do PSDB (partido que está ao lado do PT articulando estratégias para frear a Lava Jato), ele se coloca a favor do sistema que sempre foi anti-liberdade para o brasileiro. E o pior dessa situação é que Fabio Ostermann não faz nenhuma crítica construtiva a Bolsonaro, de forma alguma ele tem a maturidade para apontar onde seria possível melhorar.

Ele também ignora o fato de Eduardo, que assim como o pai é deputado federal, ter cursado aulas de economia da Escola Austríaca. Ostermann prefere seguir um caminho de pura infantilidade e desonestidade intelectual, usando como pretextos falas de Jair Bolsonaro nos anos 90 contra a privatização, cujas quais o próprio já reconheceu que estava errado, ou mentiras contadas por terceiros, como uma tese inventada por um repórter da Folha sobre um eventual governo Bolsonaro ter a agenda econômica inspirada em Delfim Netto.

Este autor que vos escreve também tem críticas a Bolsonaro da mesma forma que tem a praticamente todos políticos brasileiros. O Brasil não é nem nunca foi um país acostumado a ter bons políticos no quesito formação intelectual, econômica e filosófica. É evidente que os da atualidade não fugiriam a essa regra. E num momento de crise profunda como a que vivemos atualmente, é lógico que essa falha fica ainda mais aberta. Mas trata-se de uma característica bastante geral.

Acontece que também é preciso reconhecer que enquanto Marina Silva, os candidatos do PSDB e outros nomes como Ciro Gomes e os políticos do PT possuem inúmeras certezas que andam na contramão do liberalismo, Jair Bolsonaro é o único pré-candidato que admite estar aberto ao debate com os liberais - e isso certamente causa um reboliço na extrema-esquerda, mas não deveria causar contrariedade a quem se diz liberal. Ou então Ostermann não está tão preocupado com a liberdade econômica como poderíamos imaginar...

Um comentário:

  1. Nunca me cheirou bem esse Livres e esse Ostermann, parece ser mais do mesmo.

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