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[ANÁLISE] Donald Trump tem plano para destruir o Estado Islâmico e definições sobre outros países



Por Pedro Augusto

Donald Trump é, com certeza, a figura política pior interpretada no ocidente, embora já tenha escrito tudo o que pensa no livro "A América Debilitada. Como Tornar a América Grande Novamente". Talvez seja por isso que os analistas erraram tudo na última eleição à presidência dos Estados Unidos e estão com muita dificuldade de explicar diversas ações do presidente.

Após ordenar um ataque à Síria, ao Estado Islâmico e aumentar as tensões com a Coreia do Norte, é imprescindível conhecer todas as visões do republicano e que já foram expostas em seu livro, afinal, há um certo número de países que poderão ser alvos do presidente.

Um deles será o Irã. Trump, que sempre criticou o acordo que o ex-presidente Barack Obama fez com o país, acredita que a possibilidade do desenvolvimento de uma arma nuclear pelos iranianos seja muito grande. O maior prejudicado após essas negociações, para ele, foi Israel, o maior parceiro dos Estados Unidos e a única democracia da região. De acordo o presidente, o desenvolvimento de armas nucleares significará uma grande ameça aos judeus, que são tão odiados por grande parte dos muçulmanos. Ele ainda diz que “Um Irã, com uma arma nuclear, iniciaria uma corrida armamentista nuclear no Oriente Médio com consequências potencialmente devastadoras”.


Para resolver este problema, ele diz que está disposto a negociar com líderes iranianos e mostrar que se o Irã quiser um papel relevante na política mundial, precisará encerrar o seu programa. Além disso, ele defende a imposição de novas sanções ao país e diz que se fosse o autor do acordo, ao invés de Obama, teria aumentado o número de sanções aos iranianos até eles pedirem um acordo.

Outro país do Oriente Médio, e que foi alvo de críticas na campanha à presidência, foi o Iraque, o berço do Estado Islâmico (EI). De acordo com o republicano, além do país não representar uma ameaça aos EUA antes da guerra, os estrategistas do governo de George W. Bush distorceram documentos para justificar uma invasão ao território iraquiano e que a ação desestabilizaria a região. Dito e feito, ainda mais sob a administração de Obama e principalmente no período em que Hillary Clinton foi secretária de Estado. Para Trump, o país que gastou dois trilhões de dólares para fazer algo que ainda não sabe bem o que era, deveria estar no local até hoje e ficar com o petróleo que hoje está nas mãos do EI.

Quando o assunto é o grupo terrorista Estado Islâmico, ele diz que não revelará jamais a sua estratégia, apesar dele acreditar que talvez seja necessário enviar soldados para combate. Além do mais, ele já revelou uma estratégia simples e que ele acredita que destruiria facilmente o grupo.

"[…] tenho uma perspectiva singular sobre qual ação devemos tomar. Embora o Estado Islâmico seja nosso inimigo mais violento, ele ficou com o petróleo do Iraque e da Síria, de que devíamos ter nos apossado. Esse petróleo, juntamente com a extorsão e os resgates, está financiando o exército deles. Defendo um bombardeio infernal desses campos petrolíferos para cortar a fonte de dinheiro. Isso mal afetaria o abastecimento mundial de petróleo, mas reduziria drasticamente a capacidade deles de financiar o terrorismo. Temos de nos apossar desse petróleo, pois é a fonte da riqueza deles. Nós os atingiríamos com tanta força, tanta rapidez e de tantas maneiras que nem saberiam o que aconteceu. E depois atacaríamos muitas e muitas vezes até o Estado Islâmico deixar de existir como ameaça para qualquer um”.

Quem também poderá trazer dor de cabeça ao governo dos EUA, é a Coreia do Norte, que parece ter desenvolvido armas nucleares nos últimos anos. No entanto, mais preocupados que os norte-americanos estão os sul-coreanos, que para Trump deveriam pagar pelos 28.500 militares norte-americanos presentes no Paralelo 38 para proteger o país de qualquer investida de Kim Joung-un.


O tema de cobrar pela proteção norte-americana foi um dos assuntos mais presentes nos debates entre o republicano e a sua rival democrata, Hillary Clinton. Trump defende que os membros da OTAN paguem aos EUA pela proteção, já que o sentindo original das organizações se desfez após a queda do muro de Berlim. Países como a Alemanha, Inglaterra e o Japão também são protegidos e fornecem nada em troca, segundo o presidente. No Oriente-Médio, ele quer que a Arábia Saudita também pague, já que segundo ele, sem os EUA, o país e nem a sua riqueza existiriam, que por dia produz entre meio bilhão e um bilhão de dólares com petróleo.

Ao falar sobre a China, Trump diz que ela é inimiga dos EUA por destruir indústrias note-americanas ao usar trabalhadores de baixos salários, que custaram dezenas de milhares de empregos, além de espionarem empresas, roubarem tecnologia e manipularem a sua moeda. Sobre o último quesito ele diz que os chineses precisam parar com isso, afinal, a ação prejudica a economia norte-americana e ambos são muito dependentes um do outro. Para se ter uma noção de como ambos os países estão correlacionados, os EUA compram 20% de todas as exportações dos chineses.

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