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[OPINIÃO] A imprensa brasileira está mentindo para você sobre o caso Comey


Por Pedro Augusto

O ex-diretor do FBI, James Comey, deu ontem finalmente seu testemunho em uma audiência ao Comitê de Inteligência do Senado. E nele, mais uma vez, descobriu-se uma chuva de mentiras a respeito do presidente norte-americano.

Os sites da grande mídia brasileira mentem quando afirmam que o depoimento complicou o presidente norte-americano, embora, na verdade, tenha complicado mais a democrata Hillary Clinton. E claro, não saiu uma linha sobre o caso na grande maioria dos veículos de comunicação.

Diferente do que foi falado nos mais diversos jornais, e também no Brasil, Trump não estava sendo investigado pelo FBI. De acordo com Comey, os líderes do Congresso foram informados sobre o fato há um tempo. Já que Trump não estava sob investigação, toda a narrativa sobre uma possível ligação entre republicano com os russos é totalmente falsa. Além de claro, mostrar que não há proximidades entre o bilionário e o governo da Rússia.



As suspeitas começaram após o vazamento de informações comprometedoras dos Democratas, onde membros do partido acusaram os russos sem quaisquer provas. A impressa dos EUA, que já mostrei aqui que é financiadora do partido, abraçou a narrativa sem ao menos questionar a veracidade dos fatos. O dono do Wikileaks, Julian Assange, garantiu que isso era mentira e que o autor dos vazamentos foi alguém do próprio partido. Inclusive, há pouco tempo, o suspeito apareceu morto misteriosamente.

Após a demissão de Michel Flynn, ex-conselheiro de Segurança Nacional, alardeou-se que esta era uma prova da proximidade entre Trump e os russos, já que ele foi demitido por mentir ao vice-presidente Mike Pence sobre suas ligações com russos, apesar de seus laços serem maiores com os turcos. Segundo as suspeitas, Trump teria sugerido uma investigação mais branda a Flynn. Porém, o ex-diretor do FBI, ao ser questionado pelo senador James Risch ontem na audiência, falou que não entendeu o diálogo entre ele e o presidente, como um pedido, ordem ou algo do gênero a fim de obstruir as investigações. Ou seja, o possível motivo do pedido de impeachment do presidente não era baseado em algo concreto.

O ex-diretor do FBI também admitiu que vazou documentos para a impressa. Como destacou o senador republicano Marco Rubio, de tudo vazado, só não foi que o presidente não era investigado.

Comey admitiu que uma matéria escrita pelo "New York Times" sobre a colusão do republicano com os russos era falsa. O senador James Risch perguntou: "Então, o povo americano pode entender que o relatório do New York Times não era uma verdade. Isso é uma declaração justa?". Comey responde: "Não era verdade". Este mesmo relatório foi publicado em diversos meios de comunicação, inclusive no Brasil.

Como já foi alertado aqui em O Congressista, Hillary está envolvida em diversos escândalos. E um deles foi trazido à tona novamente na audiência. Segundo o testemunho, houve sim uma tentativa de obstrução da justiça quando ela era investigada. A ex-procuradora geral, Loretta Lynch, fez um pedido ao FBI sobre a investigação: "Em certo momento, a procuradora-geral havia me ordenado a não chamar de investigação, mas sim de um assunto, o que me preocupou e me confundiu", disse James Comey. 

Dias antes, o marido de Hillary e ex-presidente Bill Clinton encontrou-se com Lynch em um jato particular e ali teriam combinado o esquema que livrou das investigações a perdedora das eleições de 2016.

O ex-diretor do FBI veio a público dias após ter dito que a então candidata usou seu e-mail privado para falar de assuntos secretos quando era secretária de Estado, mas não iria pedir a sua prisão mesmo reconhecendo o crime. A democrata, na época, falou que não tinha apagado os mais de 30 mil e-mails após a solicitação de órgãos governamentais. Como o fato foi confirmado, apesar do não pedido de prisão, a democrata mentiu à nação ao afirmar que não apagou as mensagens.


A cobertura brasileira do depoimento de Comey foi baixa e não destacaram nenhum dos pontos apresentados ao longo da matéria. Alguns deles mostraram somente a coletiva dada pelo advogado do presidente atacando o ex-diretor do FBI ou as críticas de Comey ao presidente. Enquanto o caso está quase morto, eles ainda apontam que o republicano saiu mal depois de ontem.

As reações da grande mídia

Já é possível ver que alguns jornalistas da grande mídia estão arrependidos. Como é o caso de Chris Matthewes, da rede de televisão MSNBC. A CNN é outra que já fez correções em uma matéria após o testemunho de ontem. Infelizmente, só no Brasil, parte da grande mídia brasileira ainda insiste no erro e continua fazendo sua péssima cobertura internacional.

Para saber mais sobre as investigações clique aqui.

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