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[OPINIÃO] Venezuela indefesa


Por Leo Fernandes

Na Venezuela o ministro da Justiça Néstor Reverol anunciou na noite da última terça-feira que os cidadãos venezuelanos terão o direito ao porte de armas suspenso por 180 dias. A explicação para tal ato foi para “preservar a paz e a tranquilidade” no país, que vive momentos tensos há mais de um mês de protestos diários contra o presidente Nicolas Maduro. Os protestos já causaram cerca de 30 mortes em todos os cantos do país. As vítimas são praticamente todas apoiantes da oposição, que são atingidas por disparos causados por grupos de motoqueiros apoiadores de Maduro.

Há poucos mais de duas semanas em cadeia nacional, o mandatário anunciou que daria cerca de 400 fuzis novos em folha para a Guarda Bolivariana e seus militantes. Com a medida de desarmar a população de bem, é óbvio que o número de mortes de opositores em atos contra o governo vai aumentar cada vez mais. É uma atitude covarde e mesquinha que Maduro toma contra o seu próprio povo. Dia após dia, a Venezuela ganha contornos mais tenebrosos e toma a forma de uma terrível ditadura comunista.

Governos totalitários têm como primeira atitude desarmar a população. A Alemanha de Hitler foi assim nos anos trinta, a Rússia de Stalin, o Brasil de Lula e agora a Venezuela, que sofre com a altíssima taxa de mortes violentas. Nos comércios do país há adesivos onde se lê “zona libre de armas”. Um verdadeiro convite para assaltos e outros tipos de crimes.

No dia primeiro de maio, no Dia do Trabalhador, Maduro convocou a Assembleia Constituinte e pediu para que a classe operária formasse o poder constituinte no país. Ou seja, a Venezuela está prestes a virar uma nação soviética, nos mesmos moldes da antiga URSS, Cuba e até mesmo Coreia do Norte.

Há pouco mais de vinte anos, nosso vizinho sul-americano era considerado um dos países mais desenvolvidos do continente. Graças ao petróleo, a Venezuela alcançou rapidamente um patamar de crescimento muito rápido, chegando a ser considerada a terceira economia da América do Sul. Hoje, esses tempos são apenas meras lembranças dos venezuelanos mais antigos e um sonho dos mais jovens para que a nação volte a viver dias de glórias.

Hoje os dias na Venezuela são sempre noite.

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