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[OPINIÃO] Partido Conservador é o favorito no Reino Unido, mas eleição é complicada


Por Davi Alves

A primeira-ministra britânica Theresa May dissolveu o parlamento e convocou eleições gerais - que só aconteceriam em 2020 - para oito de junho deste ano, dando menos de três meses para a campanha. São várias e extremamente polêmicas as pautas debatidas nesta eleição. A maior, com certeza, é sobre quem deve liderar ou até para desejos de alguns, suspender o Brexit. Também estão presentes discussões como a insistente luta pela a independência da Escócia, a relação do país com os Estados Unidos liderado por Donald Trump, a imigração descontrolada, proibição da burca e da Sharia e até mesmo anti-semitismo.

Diferente do resto da Europa, onde partidos novos estão surgindo e vencendo eleições, no Reino Unido quase ocorre um bipartidarismo com os tradicionais. Dispondo de mais da metade do parlamento, os partidos Conservador e Trabalhista permanecem sendo os favoritos dos britânicos. Também existem outros partidos menores representados no Parlamento, como o separatista Partido Nacional Escocês, o eurocético UKIP que até pouco tempo atrás era comando pelo o célebre Nigel Farage, o socialista Partido Verde, o Liberal Democrata que quase foi eliminado do parlamento na ultima eleição e vários outros partidos regionais como o galês Plaid Cymru e os norte-irlandeses Sinn Féin, DUP, SDLP e UUP.

Entre os poucos partidos que defendem o Brexit está o maior do país, o Conservador de Theresa May, o DUP e o UKIP (que foi precursor e gerenciou isso) ao mesmo tempo, todos os outros são contra e expressam que caso consigam eleger a maioria do parlamento, irão suspender o referendo que eles consideram “inválido”. Ou seja, desrespeitando totalmente a posição dos cidadãos e a democracia do Reino Unido.

May e o Partido Conservador vem com uma plataforma como já foi falado acima, de extremo foco no Brexit. Ela já afirmou que será “uma mulher dura e sangrenta” nas disputas com Jean Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia. O partido vem defendendo também uma nova redução dos impostos, prometeu reduzir a imigração e está lutando fortemente para impedir de todas as maneiras uma coalizão à esquerda entre os partidos Trabalhista, Liberal-Democrata e o Partido Nacional Escocês, aliança essa que os conservadores chamam de “coalizão do caos”.

Do lado trabalhista, o socialista Jeremy Corbyn, famoso por suas declarações anti-semitas, começou sua campanha fazendo criticas e acusando a atual primeira-ministra de fazer mau uso do dinheiro público e de não investir na educação. Em relação ao Brexit, nos últimos dias em uma clara posição para conseguir votos, Corbyn vem se mostrando um pouco favorável, diferente da maioria do seu partido que faz campanha para impedir o referendo. Entre esses políticos trabalhistas, estão o famoso ex primeiro-ministro Tony Blair. Em assuntos internacionais, Corbyn se define como um anti-Trump, argumentando que o presidente dos Estados Unidos é mais perigoso do que o Estado Islâmico. Defende que Israel negocie com o Hezbollah e o Hamas e se declara pacifista.

Os partidos menores que não possuem quaisquer chances de comandar o governo vêm com pautas especificas. O UKIP, agora liderado pelo o deputado Paul Nuttall, pretende parar a imigração descontrolada. E junto com isso também parar a islamização progressiva do Reino Unido, proibindo a burca e a Sharia. Os escoceses do SNP continuam mantendo sua posição de luta por independência da Escócia e de permanência na União Européia. Do mesmo jeito, os membros do partido de centro-esquerda Liberal-Democrata também defendem a permanência na UE e pregam por uma sociedade multicultural. E, por último, o quinto maior partido do Reino Unido, o gâles social-democrata Plaid Cymru, apresenta-se como uma alternativa em vez dos trabalhistas, e seu líder anti-semita Jeremy Corbyn.

É impossível saber quem será a próxima ou o próximo primeiro-ministro do Reino Unido. Mesmo a conservadora estando bastante à frente, sendo May ou Corbyn, a única certeza que temos é que a próxima pessoa a governar a Terra da Rainha terá bastante dor de cabeça graças a um país instável, que possui problemas desde separatistas na Escócia e da saída da União Européia até mesmo terrorismo causado pela a imigração desenfreada amada por todo establishment.

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