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[CRÔNICA] A classe política está falida e o Brasil agoniza


Por Léo Fernandes

Na última quarta-feira, o Brasil foi sacudido por uma notícia sobre uma delação envolvendo o presidente Michel Temer e o grupo JBS (aquele da carne de papelão). A denúncia foi que Temer teria pago o silêncio de Eduardo Cunha a respeito de esquemas de corrupção que todos nós já sabemos há tempos.

Tem uma frase que a minha mãe costuma dizer: “o que começa errado, termina errado”. Estamos vendo hoje o desmantelamento da República brasileira, um grande castelo de cartas construído sobre areia movediça. A cada delação, as instituições políticas vão se deteriorando e cada vez há menos pessoas para se salvar.

Desde a noite de dia 15 de novembro de 1889, uma nação que tinha um futuro promissor vive jogada na lama. Um país que tinha tudo para ser uma potência a partir do fim do século 19, desde então viveu encilhamentos, oligarquias, golpes de estado, rebeliões, inflação, miséria, violência e, principalmente, muita corrupção. O Brasil agoniza se afogando no meio deste lamaçal que parece não ter fim.

Segundo denúncias cerca de 1890 políticos receberam propinas da JBS como doação de campanha. Já parou para pensar nisso? É quase toda a classe política do país. Desde o vereador da longínqua cidade interiorana até a Presidência da República. Era inconcebível imaginar praticamente todos os políticos em um país totalmente corrompidos. Mas na quarta-feira, pudemos comprovar isso.

Toda a linha sucessória da Presidência da República está envolvida em algum crime de corrupção. Um deles até era apelidado de “Botafogo” no esquema do Petrolão. Aliás, em toda história do país jamais foram vistos tantos esquemas de toda sorte de crimes, irregularidades, desvios de verbas etc....

A Constituição prevê que com a saída do vice-presidente da República do governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria o poder por tempo determinado e convocaria eleições indiretas. Alguns políticos defendem a eleição direta, o que favoreceria Lula, que apesar de ser réu na Lava-Jato faz campanha para presidente.

Infelizmente, não existe muita opção para o futuro do Brasil. Nas Forças Armadas, poucos se pronunciam sobre uma possível intervenção. Na economia, o dólar disparou após notícias das denúncias. No campo dos empregos, o país apresentou um tímido crescimento, porém, são 13 milhões de desempregados.

O Brasil agoniza. Ainda há chances de salvar, mas a cada dia o caso se agrava mais.

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