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Pode aceitar. Já tá chato


Por Willy Marques

A vitória de Donald J. Trump é o fato político mais relevante dos últimos anos. Foi a batalha de um homem contra uma verdadeira máquina de dominação e de propaganda e intimidação composta por: Hollywood, mídia mainstream, universidades, wall street, sistema político carcomido, grandes corporações, pesquisas fraudulentas de intenção de votos e tudo mais que for possível enumerar.

No início, quando todos pensavam que sua candidatura era uma piada — de mau gosto —, e os "analistas" (repletos de wishful thinking) davam chance de 1% de vitória, ele tirou do próprio bolso dinheiro pra bancar sua campanha nas primárias contra o establishment do partido pelo qual queria concorrer. E venceu!

Deteve o recorde de votos de um candidato republicando nas primárias, em toda a história do partido (e olha que ele teve 16 fortes concorrentes). Foi impossível para o Partido Republicano negar-lhe a nomeação diante do seu desempenho.

Uma vez nomeado, na eleição contra Hillary, concorreu com uma candidata que estava sendo talhada para o cargo há muito tempo. Era a candidata queridinha da mídia, da classe artística, e dos grandes doadores de campanha vide George Soros. Conforme mostrou o Wikileaks, até mesmo receber as perguntas antes dos debates a Hillary recebia.

Donald J. Trump venceu porque não teve medo de perder. Não teve medo de manter suas convicções. Não teve medo de manter suas posições firmes. Não teve medo de dizer que não está nem aí pra ONU ou para o "suposto e desenfreado aquecimento global", que alegam os "especialistas". Não teve medo de dizer que, se necessário, terrorista deverá ser tratado da forma mais adequada para obtenção de informações. Não teve medo de nunca recuar sobre o problema da imigração e da violência, sobre os acordos de "livre comércio" como o Acordo Transpacifico (TPP) e sobre o problema do terrorismo radical islâmico. Sim, o qual seu antecessor gaguejava e se omitia em falar abertamente a palavra: radical islâmico.

Quando foi xingado, xingou de volta. Quando foi batido, rebateu de volta duas vezes mais forte.

Não se abateu nem sequer perante a masmorra do politicamente correto.

O politicamente correto é uma babaquice; uma mistura de informação falsa, covardia e preocupação com a forma e não com o conteúdo. Sob a ditadura do politicamente correto, proliferam abutres que se escondem atrás de palavras-gatilhos, manifestos, novilíngua, moções de repúdio e outras manifestações puramente coletivistas. Trump nunca se abateu com essas frescuras.

Quando as pesquisas davam 90% de chances de vitória para a Hillary — será que a imprensa duvidava que ele não votaria em si mesmo —, ele pegou seu jatinho particular e viajou o país inteiro fazendo de 3 a 4 comícios por dia em locais onde os democratas estavam liderando. Isso sem a ajuda da cúpula do seu próprio partido.

Foi o candidato que menos gastou em toda a campanha. Obteve vitória no colégio eleitoral e obteve votos que um republicano não conseguia desde 1988. Graças a ele, o GOP saiu vitorioso na eleição para Presidência, Câmara e Senado (pode pedir música no Fantástico!). Isso não acontecia desde 1928 (há quase 90 anos).

Ele inspirou a maioria silenciosa a votar por ele. The forgotten man (o homem esquecido) no qual conseguiu — quem diria — se ver representado na figura do magnata do ramo imobiliário.

O seu feito é incrível. Não à toa que — quase — o mundo todo está surpreso com sua vitória. Um homem venceu toda uma máquina de dominação mental. E agora está cumprindo tudo o que prometeu, inclusive o polêmico muro na fronteira com o México — que será pago pelo governo mexicano, seja por bem ou por mal. Eis o homem que governará a maior potência mundial nos próximos quatro anos. E inicialmente, está sendo ótimo.

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