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Xeque-mate: 10 países em que a monarquia sofreu um golpe para formação de uma república


Por Léo Fernandes

As monarquias tendem a ser regimes políticos sólidos, ainda mais quando são geridos na forma constitucional, onde um parlamento é responsável pelo destino da nação e monitorado pelo monarca. Hoje em dia, existem bons exemplos de países monarcas com bons índices de desenvolvimento humano, potências econômicas, entre outros pontos positivos.

Porém, em outros países, o regime foi destituído a fio de espada ou tiros de baionetas. Existem poucos países em que o povo escolheu ser governado como república em detrimento à monarquia. Itália, após a Segunda Guerra Mundial, passou a ser uma república após um referendo à população se gostariam de ser governados por um rei ou um presidente - a segunda opção foi a vencedora. Na Finlândia, em 1918, o Parlamento do país fez uma votação para decidir a forma de governo da nação recém-independente da Rússia - e a república foi escolhida.

Vejamos, por outro lado, alguns exemplos de monarquias que foram destituídas por golpes de estado:

BRASIL: Nosso país após tornar-se independente em 1822 escolheu ser um Império, governador por D. Pedro I, filho de D. João, rei de Portugal. Porém, foi no reinado de D. Pedro II que o país experimentou tal avanço tecnológico, econômico e social, sendo na época uma das nações mais desenvolvidas do mundo. Tudo isso foi posto por água abaixo na noite de 15 de novembro de 1889 quando uma conspiração formada por militares e positivistas obrigou a Família Imperial e se exilar. Na calada da noite, o país deixava de ser um Império e passaria e ser uma República na base de um golpe de estado que estamos vivendo desde então.

PORTUGAL: Nossos patrícios portugueses são considerados os primeiros formadores de um estado nacional. Durante a era dos reis, Portugal dominou as descobertas de novas terras, rivalizando com a vizinha Espanha, conseguindo colônias nos cinco continentes. Passando o tempo, o país passou por alguns momentos turbulentos, porém, ainda possuía uma das monarquias mais representativas da Europa. No dia 5 de outubro de 1910, a Família Real Portuguesa foi deposta por uma rebelião republicana. Os lusitanos, como República, fazem parte da União Europeia, no entanto, ainda tentam se recuperar economicamente da crise de 2008, que arrasou o país.

GRÉCIA: A Grécia se libertou do Império Otomano em 1832 e optou por ser uma monarquia comandada pelo rei austríaco Oto. A primeira monarquia grega durou até 1924, quando foi derrubada para a instauração da Segunda República Grega. O reino foi restabelecido nos anos 1930 e teve duração até 1974, quando o rei Constantino II foi deposto por um golpe militar. Hoje em dia, a Grécia é o país que foi mais atingido pela crise mundial recente.

ROMÊNIA: O estado nacional romeno começou a ser formado em meados do século 19, sendo governado por uma família real de origem alemã. O país durante este período passou por vários momentos de altos e baixos. O auge do período foi quando a Romênia lutou na Primeira Guerra Mundial e ao final do conflito, anexou vários territórios vizinhos, tornando-se a Romênia Maior. A monarquia romena caiu após um golpe de estado comunista em 1947.

RÚSSIA: A história da Rússia czarista foi tema de documentários, filmes, livros e outras, coisas. Na época ela era considerada uma monarquia exótica, embora fosse um dos maiores Impérios do mundo em extensão, pois abrangia três continentes (o Alasca pertenceu aos russos até 1867). A última dinastia a governar o país foi os Romanov, que comandaram a Rússia por quase duzentos anos, sendo cruelmente assassinados por revolucionários comunistas em 1917.

IUGOSLÁVIA: A Iugoslávia foi formada após a dissolução do Império Austro-Húngaro, depois da Primeira Guerra Mundial. Ela era a união dos reinos da Sérvia, Montenegro, Croácia, Bósnia-Herzogovina e Eslovênia. O reino iugoslavo, formado em 1918, teve vida curta e turbulenta, incluindo uma ditadura liderada pelo rei Alexandre I, em 1929, que foi assassinado em 1934. A monarquia iugoslava foi derrubada em 1945 pelos comunistas.

IRÃ: O Irã foi um reino antigo, sendo chamado de Império Persa. A última dinastia a governar o Irá foi a Pahlavi, comandada por Reza Pahlavi, que teve um governo voltado à ocidentalização do país. O Xá iraniano foi deposto em 1979 com a Revolução Islâmica liderada pelo Aiatolá Kohmeini, que transformou a nação em uma república teocrática.

IRAQUE: Após conquistar independência da Inglaterra, o Iraque tornou-se uma monarquia sob o comando do Rei Faisal I. O problema é que o reino iraquiano era politicamente instável, sofrendo com as tensões com a ex-metrópole e com as tentativas de golpes de estado militares. Em 1958, o rei Faisal II foi derrubado por um golpe de estado militar que estabeleceu a República no país do Oriente Médio.

EGITO: O Egito teve como primeiro modelo de governo uma monarquia iniciada em 1922 comandado pelo Sultão Fuad I. Seu sucessor foi o filho Faoruk, que se tornou rei aos dezesseis anos em 1936. Durante o seu reinado, o país teve inúmeros problemas, como corrupção e derrotas militares. Em 1952, o sultão abdicou ao trono em razão de um golpe militar. No ano seguinte, foi estabelecida a República Egípcia.

ETIÓPIA: Considerada uma das mais antigas monarquias da história (a dinastia real etíope se dizia descendente do Rei Salomão e da Rainha de Sabá), a Etiópia passou por vários períodos históricos como um governo sólido. Foi um dos únicos países africanos a não participar da Partilha Continental proposta pelos europeus no século XIX. O seu auge foi durante o governo de Halle Selassie, que assumiu o posto de imperador em 1930. Fez uma administração buscando modernizar o país. Excelente orador, fez um forte discurso na Liga das Nações em 1936 contra a invasão italiana a seu país. Nos anos 1960, inspirou outros países do continente a tornarem-se independentes, formando o pan-africanismo (os países africanos, em sua maioria, tem as mesmas cores da Etiópia em sua bandeira: verde, amarelo e vermelho). Selassie foi deposto em 1974 por um golpe de estado marxista-leninista. O imperador faleceu no ano seguinte, assassinado pelos revolucionários. Hoje a Etiópia é considerado um dos países mais miseráveis do mundo.

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