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Reflexões sobre a “Revolução Bolivariana”


Por Henrique S. R. Silva

No dia 31 de março de 2017, sexta-feira, o socialismo bolivariano deu mais um passo em direção ao totalitarismo. A suprema corte venezuelana assumiu as funções do congresso, o que na prática já oficializa uma ditadura.

Isso não é surpresa para quem analisa profundamente a extrema-esquerda. Desde que Hugo Chávez chegou ao poder, em 1999, a Venezuela já estava a ‘’caminho da servidão’’. Chávez, em seus primeiros anos, fez um governo populista semelhante ao de Lula, no Brasil. Iludindo as massas, passou a aumentar a sua popularidade. Enquanto isso, aparelhou todo o Estado, de forma a concentrar mais poder em suas mãos.

O Brasil caminhava para o mesmo caminho, pois a vitória do PT em 2002 nas eleições presidenciais foi considerada por muitos como ‘’a maior vitória da esquerda desde a Revolução Cubana’’, muito devido aos intensos fracassos do socialismo quando tentou-se implantá-lo no Chile, no próprio Brasil etc.

Lula e sua quadrilha aparelharam o Estado brasileiro, primeiro utilizando-se do Mensalão para compra de votos dos parlamentares. Depois, no governo Dilma, do Petrolão e da distribuição de recursos do BNDES para financiar ditaduras como a da Venezuela. Felizmente o PT não conseguiu aparelhar o Estado por completo e Dilma acabou sofrendo o impeachment.

Chávez morreu em 2013 e Nicolás Maduro, o vice de Hugo Chávez, concorreu e venceu as eleições de forma bem apertada contra Henrique Capriles. Com intensas estatizações e intervenções na economia, a Venezuela passa por uma imensa crise econômica e de abastecimento, levando o povo à passar fome e miséria com a falta dos recursos mais básicos, como papel higiênico.

Como o economista austríaco Friedrich Hayek enfatizou bem em seu Magnum Opus ‘’O caminho da servidão’’, a perda de liberdade econômica resulta na perda de liberdade civis. Chávez e Maduro começaram retirando a liberdade econômica do povo venezuelano, realizando diversas estatizações e burocratizando as relações de trabalho.

Atualmente, a Venezuela está em 179° lugar no ranking de liberdade econômica e em 166° lugar no ranking de percepção da corrupção. No ranking do IDH o país aparece em 71°. Obviamente quando o governo controla a produção de um país (economia), ele passa automaticamente a controlar todos os setores da sociedade, pois a economia é uma ação humana interligada a todas as outras.


Com a situação caótica, protestos contra o governo socialista aumentam e Maduro utiliza-se de imensa repressão, tanto à manifestantes quanto à oposição em geral. O dito chavismo sempre teve uma retórica bem militarista - e curiosamente a mesma esquerda que ataca a ditadura militar brasileira defende o chavismo, de raízes militaristas, com unhas e dentes.

Depois do golpe, a extrema esquerda brasileira adotou 3 táticas:

  • Dizer que Maduro é ‘’de direita"
  • Se calar
  • Colocar a culpa na oposição

O PSOL se aproximou mais da primeira, com seus dois expoentes, Luciana Genro e Jean Wyllys, alegando que Nicolás Maduro ‘’deturpou a revolução bolivariana’’. Inclusive, o PSOL excluiu o link da página do partido sobre uma reportagem de seu apoio à Maduro. PT, PCdoB, PDT etc simplesmente se calaram, não deram um pio sobre o ocorrido.

O Levante Popular da Juventude fez uma postagem ridícula em sua página do Facebook, alegando que o golpe foi uma manobra da direita.

Isso é uma amostra de como a extrema-esquerda está pouco se importando com os ‘’povos oprimidos’’, pois são os primeiros a defenderem o totalitarismo e justificarem suas atrocidades.

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