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O mito pós-moderno: a Suécia é uma farsa


Por Willy Marques

“Se procuras uma mão disposta a te ajudar, tu a encontrarás no final do teu braço.” – provérbio sueco

Como corroer uma civilização de dentro para fora sem a necessidade de pegar em fuzis, metralhadoras, explosivos (e usar decepticons !?) ? Respeitando princípios liberais e seguindo a cartilha de pautas e regras progressistas, preestabelecidas pela social-democracia envolta numa espécie de invólucro de Estado Democrático de Direito, aos quais todos evocam? Eis que aqui reside a tentativa de realizar uma síntese sucinta do que venha a ser a fórmula de tal degradação.

A atual Suécia é uma fraude. Ponto. Provavelmente a maior fraude moderna já criada. E o desafio de desmascarar esse tipo de fraude talvez seja umas das maiores tarefas já enfrentadas pelo homem hodierno. A Suécia não é o capitalismo de livre mercado e de livre concorrência, que funciona; muito menos é o socialismo que deu certo. Não é nem um nem o outro. Não é absolutamente nada que tenha dado certo. E aqui assevero: parem de olhar para os países somente pelo viés meramente econômico.

Que a Suécia é e continuará a ser a menininha dos olhos d’ouro e a queridinha dos progressistas, indiscutível. E ao mesmo tempo tenha bons índices de qualidade de vida, por certo que sim. E continuará a ter, pelo menos por mais alguns anos. Porém, se faz necessário realizar um escrutínio e esmiuçar detalhes que vêm ocorrendo amiúde. E são muito mais profundos, mas que merecerem bastante atenção. Isto é mais do que simplesmente sair panfletando dados estatísticos e índices econômicos e de qualidade de vida – conforme vos alertei no parágrafo anterior.

Sim, a Suécia conquistou um bem-estar econômico e social invejável, ou seja, o conhecidíssimo welfare state (Estado de bem-estar social), ou Estado assistencial – acredito que o segundo termo seja o melhor para definí-la. Mas isso não ocorreu nas poucas décadas que precederam a virada do milênio. Pelo contrário, foi um processo longuíssimo e gradativo, conforme veremos.

Até a primeira metade do século XIX, a Suécia era pobríssima. Mas reformas de livre mercado adotadas em meados do mesmo século XIX permitiram que o país se beneficiasse da crescente revolução industrial que também já vinha ocorrendo na Inglaterra. A economia se industrializou rapidamente durante o final do século XIX e adentrou no XX em marcha rápida. Aumentou-se bastante a veia do empreendedorismo.

Surgiram empresas vide Ericsson e a Volvo, entre outras. Além disso, um fator foi determinante para a prosperidade do país foi seu afastamento das duas grandes guerras mundiais, que destroçaram a Europa por inteira. A verdade inequívoca é que países com pesadíssimo welfare state ficaram ricos a despeito desse modelo, e não por causa dele.

Há séculos que a Suécia veio praticando plena liberdade de mercado e, mesmo assim, até hoje, os cidadãos conseguem desfrutar e fruírem das benesses que somente o capitalismo é capaz de proporcionar. Contudo, os experimentos progressistas nefastos de engenharia social das últimas décadas vão levá-los à ruína. E isto é óbvio, lógico, auto-evidente e inexorável.

A Suécia será um país pobre em no máximo duas décadas. E tudo isso se deve ao fato de estar sendo usada como um laboratório de experimentos sociais tanto quanto foi à antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Tudo em nome da sociedade perfeita. A busca desenfreada pelo Homem perfeito (essa abstração). Ao contrário do homem de carne e osso.

Todavia, é preciso traçar uma diferença substancial - e esta reside em: quem discordar não será fuzilado ou posto num paredón. Pelo menos, aprioristicamente. Mas sua vida não passará incólume. De alguma forma sua vida social será neutralizada , tornar-se-á desagradável ou até mesmo insuportável.

Cidadãos suecos que ousam ir de encontro ao que se exige do politicamente correto são perseguidos, sofrem assassinato de reputação, perdem oportunidades de empregos ou os próprios empregos, a célula mater (célula mãe) que é família vem sendo corroída. Alguns são rotulados de "xenófobos", "racistas" ou "islamofóbicos", etc etc etc.

O país se tornou um "paraíso" para os sócio-construtivistas do politicamente correto

O politicamente correto é uma babaquice: uma mistura de informação falsa, covardia e preocupação com a forma e não com o conteúdo. Sob a ditadura do politicamente correto proliferam abutres que se escondem atrás de palavras-gatilhos, manifestos, novilínguas, moções de repúdio e outras manifestações puramente coletivistas.

Expor pessoas como racistas é quase um fetiche a ser perseguido pelos Social Justice Warriors (Guerreiros da Justiça Social) - patrulheiros do multiculturalismo na Suécia.

Lá há a existência de programas sociais de incentivos para os suecos "deixarem de ser hostis" com os recém-chegados imigrantes, programas que são verdadeiras lavagens cerebrais, práticas lobotomizantes e de dissonância cognitiva que deixariam Leon Festinger e até mesmo o próprio Antonio Gramsci estupefatos e preenchidos de orgulho.

Outra obsessão sueca na pós-modernidade é expressar publicamente o quanto o cidadão é amistoso com refugiados, os quais muitos deles são de origem árabe; apenas para que seja feita uma análise expositiva e que persigam aqueles que não estão "contentes com a atitude multiculturalista".


Enquanto isso a educação sueca está despencando em qualidade ano após ano, o número de crimes atingiu o zênite; mulheres não são mais mulheres, homens não são mais homens. Multiplicaram-se os casos de crianças transgênero. A aplicação da teoria-barra-tese-barra-ideologia de gênero foi incutida na cabeça dos jovens glabros com perfeição. Nada é mais o que deveria ser, e só o que importa é que a política de imigração funcione, mesmo que de forma desenfreada.

Dia após dia judeus são atacados, nas ruas que se tornaram palcos para chacinas como o atentando realizado na sexta-feira (7) de abril na capital Estocolmo. Ao menos três pessoas morreram e várias ficaram feridas, segundo a polícia sueca, citada pela agência estatal TT. Eis o “paraíso” fecundo para arraigar o sentimento antissemita dos jihadistas muçulmanos. Estes entram na Suécia declarando abertamente que jamais serão suecos, que não haverá por parte deles nenhuma espécie de assimilação cultural e muitos chegam a prometer que a Suécia será majoritariamente islâmica. Ou seja, islamizá-la em menos de vinte anos. Eis a 'Invasão Vertical dos Bárbaros'[1] título da obra de Mário Ferreira dos Santos (o maior filósofo brasileiro), que muito à frente do seu tempo vislumbrara e escrevera isso.

O Presidente turco, Erdogan, deixou o seguinte recado para os imigrantes turcos da diáspora na Europa. A mensagem foi bem clara. Formem famílias com pelo menos cinco filhos, considerando que seria "a melhor resposta" face "às injustiças" que enfrentam. Vejamos, logo abaixo:

"Educai os vossos filhos nas melhores escolas, assegurai-vos que as vossas famílias vivam nos melhores bairros, conduzam os melhores automóveis, vivam nas melhores casas e façam cinco filhos, e não apenas três. Porque vocês são o futuro da Europa". Essa declaração foi emitida por Erdogan num comício de campanha para o referendo constitucional do dia 16 de abril destinado a reforçar os poderes presidenciais. O qual conseguiu lograr exito. 

A palavra assimilação é motivo de chiste e troça, pois é cobrado dos próprios suecos que não apenas não esperem assimilação por parte dos muçulmanos, mas que muitas vezes abram mão de sua cultura ocidental classuda e pujante em troca da "aprendizagem" com o mundo islâmico. E da série de coisas irreais que deixam a ficção no chinelo: o Governo da Suécia recentemente descobriu que um grande número de imigrantes oriundos de países árabes financiaram o Estado Islâmico para o cometimento de atos terroristas atrozes. Tudo isso através do dinheiro recebido da assistência social que são pagos pelos "contribuintes".

De fato, é fácil a constatação que a Suécia de hoje é uma fraude, uma versão futurística distópica da velha Rússia comunista e ninguém pode falar qualquer platitude sem que seja rotulado de fascista ou ‘n’azi — em minúsculo para denegrir mais a imagem, certo - enquanto está sendo dado o último laço da mordaça do politicamente correto.

Suecos são diuturnamente espancados e mortos em plena praça pública; cidadãs suecas nativas são estupradas e a mídia oficial sueca ignora, esconde tudo, assim como já faz a mídia progressista cínica do mundo inteiro. A mídia mainstream (mídia tradicional) é um poço de perversão, cinismo, arrogância e sadismo, além de ter uma completa falta de empatia pelas vítimas. Jornais ditos de "extrema-direita" e “ultraconservadores” circulam a margem do mainstream, e suecos delatam concidadãos "leitores" do Dispatch International (jornal conservador que foi brutalmente censurado e jogado à clandestinidade).

Vários pontos de vista estão sendo banidos e escorraçados da Suécia. A redução do horizonte de consciência (todos aqueles que pretendem furar a bolha do totalitarismo dominante do politicamente correto e do multiculturalismo) se tornou incomensurável. São alarmantes os inúmeros casos de casais que se divorciam,  filhos que cometem suicídio, irmãos que se matam e, tudo por meras questões de opinião... enquanto gente do mundo todo que sofre de miopia ou estrabismo político ainda aplaude as ainda invejáveis estatísticas econômicas de um país que está se destruindo pelo prisma cultural — esse é o problema ao reduzir tudo ao economicismo. O que se cria é simplesmente um pensamento metonímico.

Já existe uma fronteira entre Suécia e Noruega. Para ir da Noruega pra Suécia está liberado, é livre. Da suécia pra Noruega, estão cobrando identificação ou passaporte para evitar a entrada de imigrantes. Enquanto isso na Suécia... os imigrantes causam o caos, a suécia é hoje o segundo pais em número de estupros no mundo e o primeiro na Europa, o país que antes era considerado um dos mais civilizados é hoje vítima da barbárie.

Mas a máscara pós-moderna da Suécia está prestes a cair. O processo já foi deflagrado. O Brexit e as eleições europeias que estão por vir na França e na Alemanha poderão pôr um fim à União Europeia – que está entrando em colapso – através de referendos que os permitam sair do estado inerme que se encontram, dando exemplos a serem seguidos, como fora a saída do Reino unido.

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Nota de rodapé 

[1] “Na verdade, a invasão que é a penetração gradual e ampla dos bárbaros não só se processa HORIZONTALMENTE pela penetração no território civilizado, mas também VERTICALMENTE, que é a que penetração pela cultura, solapando os seus fundamentos e preparando o caminho à corrupção mais fácil do ciclo cultural, como aconteceu no fim do império romano, e como começa a acontecer agora entre nós.” Prefácio escrito da obra Invasão Vertical dos Bárbaros, FEREIRA dos Santos, Mário; originalmente publicado em 1967, inaugurando a coleção “Uma Nova Consciência”.

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