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O perigo de retirar a responsabilidade individual sobre algum ato

Por Matheus Espezoto

Recentemente, nos deparamos com uma imagem que reproduz um cunho emocional na maioria das pessoas por se tratar de um jovem infrator que, mesmo ainda estando prematuro para certos tipos de coisas, já está na vida do crime.

Segundo um levantamento feito pelo jornal O GLOBO em 2013, sete dos 10 estados mais populosos do país apresentaram um aumento nas apreensões de crimes envolvendo indivíduos infantis desde 2011, quando houve o último levantamento. Cerca de 18% das apreensões envolvem crianças por crimes como: vandalismo, desacato, tráfico, lesão corporal, furto, roubo e homicídio.

Contudo, retirar a responsabilidade pelo delito é uma maneira um tanto quanto imoral de retratar a situação. Veja a imagem a seguir:

Obviamente existem fatores que contribuíram para que esse garoto cometesse certos delitos, seja a sua estrutura familiar, sua necessidade social como também sua precariedade financeira.

No entanto, também não há dúvidas de que o governo restringiu a liberdade econômica da família dele assim como restringe a liberdade econômica de todas as famílias. Assim sendo, alguns indivíduos se sentem estimulados a agirem de maneira hostil. Mas a nossa consciência não. Ela ainda existe e permanece intacta quanto ao nosso ponto de vista do que é certo e do que é errado.

O grande problema de colocar esse garoto sob avaliações coletivistas - como se todas as pessoas que sofrem dificuldades financeiras optassem pelo mundo do crime - é que os atos individualistas ficam perigosamente esquecidos. É um fator de desconsideração das pessoas que sofrem direta ou indiretamente pelas ações de um agressor impune, por enquanto, pela lei.

São inúmeros fatores de desconsideração quando expomos esse fato a ótica coletivista. Pensar por esse pressuposto é, antes de tudo, anistiar o elemento a toda e qualquer hostilidade que ele venha desenvolver contra a vida, liberdade e propriedade das outras pessoas é, acima de tudo, retirar a responsabilidade de um caminho de sangue imenso que está atrás de suas costas.

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