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Nos primeiros 30 dias, governo Trump alcança ótimos índices econômicos


Por Willy Marques
Participante do grupo Direita Liberal

Os primeiros trinta dias de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos não poderiam ter sido melhores para o mercado: índices bateram recordes históricos e as ações saltaram e dispararam mais forte desde 1987.

Apesar das polêmicas – na sua grande maioria inflamada por "fakes news" veiculadas a mídia mainstream, e da falta de informações em relação a temas de grande interesse nacional e internacional, como a reforma política e tributária -, as primeiras quatro semanas de Trump na Casa Branca não poderiam ter tido desempenho melhor para a economia norte-americana.

Neste período, investidores viram o índice Dow Jones disparar e ultrapassar a barreira dos 20 mil pontos, no maior impulso em quase três décadas, desde o segundo mandato do governo Reagan. E os índices não parecem parar por aí. A Nasdaq também alcançou níveis estratosféricos, e ainda parece ter fôlego e força para continuar batendo recordes nos meses subsequentes.

Nas primeiras quatro semanas do seu governo, Donald Trump reuniu-se com todos os secretários nomeados, os quais odeiam as secretarias que estão chefiando e, em algum ponto, afirmaram que desejariam vê-las extirpadas (assinaladando acertadamente para a redução do tamanho do governo). Trump reuniu-se também com executivos e representantes de empresas dos mais variados setores e revogou a Lei Dodd-Frank – afrouxando assim a regulamentação bancária norte-americana e aliviando as instituições financeiras.

Esta Lei implementou algumas reformas e regulações à indústria financeira, tendo como seu principal escopo a “transparência e proteção ao consumidor”. Sendo que notadamente um dos principais objetivos desta Lei foi o de reduzir a dependência federal nos bancos submetendo-lhes a uma miríade de regulações e blindagem da quebra de empresas "grandes demais para falir". Ou seja, o conhecidíssimo e maléfico compadrio ou conchavo do capitalismo de Estado sendo enfraquecido.

Dentre as suas primeiras medidas para reverter a situação estão: congelar a contratação de funcionários públicos; proibir a criação de novas regulamentações econômicas; a eliminação de 75% de regulações econômicas; e, por fim, o corte de gastos de US$ 10 trilhões do erário governamental. O presidente também reabriu negociações com Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA) e impôs novas sanções ao Irã, a despeito da agenda política externa do governo anterior.

Em um documento em forma de comunicado liberado à imprensa no início desta semana, intitulado “Primeiro mês do presidente Donald J. Trump”, a Casa Branca fez questão de pontuar as principais realizações de Trump ao longo dos primeiros trinta dias – com destaque especial ao setor econômico, que nadou a largas braçadas. Um dos principais destaques do comunicado estava a reunião do presidente com executivos da Intel, que resultou na decisão da empresa de retomar um antigo plano de abrir uma fábrica no estado do Arizona – mediante um investimento de US$ 7 bilhões, o que ocasionará a criação de mais de 3 mil novo empregos nos próximos três anos.

O patamar de confiança do consumidor americano no período atingiu o mais alto em prováveis 15 anos e diversos indicadores econômicos comprovaram alta no mês anterior, provando um crescimento sólido no otimismo e confiança da população e do próprio mercado em relação à economia e aos próximos passos que serão dados pelo governo Trump. A péssima notícia na seara econômica aos seus opositores é a de que a tendência é de manutenção deste cenário, principalmente se a reforma tributária prometida pelo presidente for realizada, trazendo mudanças positivas para a economia americana.

A proposta de reforma tributária – caso aprovada – cortará os impostos dos americanos e das empresas americanas pela metade, numa redução muito maior do que a realizada em todo o governo Ronald Reagan. Se mesmo diante desses fatos e dos seus prognósticos houver quem continue insistindo na ideia esdrúxula de chamá-lo de protecionista, este alguém também correrá o risco de chamar os maiores defensores da legítima liberdade de comércio, usando a palavra “protecionista” não como o signo de uma conceito bem formulado, porém como um rótulo insultuoso para denegrir o mais ferrenho combate ao avanço do agigantamento de regimes transnacionais, criados para controlar cada vez mais aspectos de nossas vidas – no qual, você acaba por fim cooperando na prática em eliminar uma liberdade que acredita veementemente defender em teoria.

A partir dessas premissas lançadas, Trump compreende que o formalismo doutrinário do liberalismo e, por conseguinte, o seu economicismo, não é uma panacéia contra as maiores ameaças enfrentadas no mundo hoje, que são: o globalismo (concentração do poder em regimes transnacionais burocráticos, impermeáveis à vontade do povo, cuja finalidade é a de impor um conjunto de valores artificiais e uniformes a todo o mundo); a hegemonia cultural progressista que se alastra conjuntamente com a desfiguração demográfica em território causada pela imigração ilegal maciça, que traz com isso o conspurco ao maior baluarte da liberdade, advindo da ascensão de um bloco de países anti-ocidentais encabeçados pela China comunista.

Em face do exposto, ele não hesita em defender medidas que alegam ser "anti-liberais" (que logo caem por terra, lendo os resultados logo acima escritos), como: o fortalecimento das fronteiras em nome da soberania, já que a defesa do território não é simplesmente a obrigação de qualquer governo, mas a sua precípua função e a que justifica sua existência per si, pois uma nação sem controle de sua fronteiras é tudo menos um país. Isso se mostra necessário para frear os avanços do globalismo, do terrorismo radical islâmico e a corrosão cultural que vem solapando a América.

O governo Trump ainda tem um longo caminho a percorrer pela frente - e muitos desafios a enfrentar. Se os primeiros trinta dias cravarem assertivamente o prenúncio do restante do seu mandato no que se refere à alta nas ações, queda nas regulamentações, crescimento da economia e fortalecimento do emprego e a defesa inflexível dos valores ocidentais, poderemos esperar grandes mudanças e um notável progresso à frente para América se tornar grande novamente.

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