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Entenda as diferenças dos candidatos de direita na eleição da França: Le Pen e Fillon


Por Davi Alves

Com a eleição presidencial francesa, que acontece no dia 23 de abril, se aproximando, existe ainda uma grande dúvida não só entre os franceses mas em todos nós sobre quem realmente é o candidato conservador na eleição. É enorme a diferença entre os direitistas na disputa. De um lado está François Fillon, do partido Les Républicains (Os Republicanos) de centro-direita, que agrega descendentes políticos de Charles de Gaulle e atualmente tem como líder o ex-presidente Nicolas Sarkozy, político derrotado por Fillon nas primárias no ano passado. Do outro, está Marine Le Pen do nacionalista, anti-establishment e extremamente eurocético Front National (Frente Nacional), fundada por seu pai, o polêmico Jean-Marie Le Pen.

François Fillon entrou na política com 29 anos. Hoje tem 63, é católico e foi Primeiro-Ministro de Sarkozy por cinco anos - entre 2007 e 2012. Apresenta-se como um candidato "thatcherista" (ou seja, discípulo da lendária primeira-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher), defende o livro comércio e é um ferrenho crítico de ideias que ferem os valores familiares como aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo. Diferentemente da sua rival Marine Le Pen, não assume uma postura tão dura contra imigrantes islâmicos e é favorável ao multiculturalismo, mas já afirmou que “na República francesa os estrangeiros têm deveres antes de direitos“.

Fillon também pensa diferente da oponente quando o assunto é a relação com a União Europeia. Ele já falou que a França precisa de um pouco mais de soberania e que é favor de uma limitação para os poderes da Comissão Europeia, organização que enfraquece completamente os poderes dos Chefes de Estados dos países membros do bloco continental. Mas o candidato conservador também defende uma total integração na UE em algumas áreas específicas, o que deixa sua posição em relação ao bloco econômico bastante confusa.

A palavra que mais define a outra candidata da direita é “polêmica”. Sim, Marine Le Pen parece gostar disso. A mais recente foi no Líbano, ao se recusar a usar um véu em uma reunião com um líder islâmico. Ela tem 48 anos, é formada em direito e detém contra si um grande ódio da mídia. É só procurar o nome dela no Google que isso já ficará visível. Não podemos falar dela sem citar seu pai Jean-Marie, o fundador da Frente Nacional, que já foi punido várias vezes devido suas declarações anti-semitas. A ultima resultou em sua expulsão do partido que fundou e um grande desentendimento com sua filha que luta para conseguir o apoio dos judeus franceses.

Le Pen tem um programa econômico protecionista. Diferente da maioria dos membros do seu partido, ela é favorável a manter o aborto como algo legalizado, apoia uma plataforma de tolerância zero à criminalidade, unindo a isso uma defesa da prisão perpétua. Mas todos esses assuntos são pequenos na sua agenda política. A questão realmente importantes para ela é a imigração de pessoas islâmicas, que Le Pen deseja reduzir de 200 mil para 10 mil ao ano e, claro, a imediata saída do seu país da União Europeia.

Sem dúvidas, François Fillon possui um programa melhor para nós, conservadores, do que a Marine Le Pen, tanto em assuntos econômicos quanto em valores morais e familiares. Ele seria o candidato ideal se os maiores problemas da França fossem a economia ou a legalidade do aborto.

Só que no atual momento, com essa conjuntura onde a imigração vem sendo responsável por uma estratégia de cavalo de troia usada por muçulmanos defensores da Sharia para entrar naquele país e cometer barbáries como o massacre no Charlie Hebdo, a decapitação do Padre Jacques Hamel, vários outros ataques terroristas e estupros constantes, eu acredito que é necessária que haja a vitória de pessoas linha-duras como Le Pen, mesmo ela não sendo conservadora, para que assim começemos a entender e a combater um novo inimigo que está em nossa porta. Um inimigo que quer ditar tudo sobre nossa vida, que odeia direitos individuais, que não aceita a liberdade de expressão e proíbe qualquer pensamento contrário.

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