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Confira 16 personalidades que revelaram ter se desiludido com o socialismo


Por Nicolas Carvalho de Oliveira

1. Olavo de Carvalho, filósofo e escritor brasileiro

Um dos maiores filósofos brasileiros de todos os tempos e o maior nome do conservadorismo nacional, Olavo de Carvalho já foi membro do infame Partido Comunista Brasileiro (PCB), de 1966 a 1968, chegando até a esconder armas e outros militantes perseguidos pela polícia.

"A meu ver, o ideal comunista - a construção deliberada de uma "sociedade mais justa" - é intrinsecamente mau. Não existe justiça nenhuma em planejar de antemão a vida das gerações futuras, obrigando-as a arcar com o peso de milhares de decisões que não tomaram e com as quais talvez não venham a concordar. É monstruoso decidir hoje, de maneira irrevogável, a vida dos homens de amanhã."

2. Ferreira Gullar, poeta e escritor brasileiro

O poeta maranhense "bacharelou-se" em subversão em seu exílio na União Soviética. Mas, refletindo sobre os fracassos do socialismo, abandonou-o e passou a aceitar a economia de mercado capitalista.

"[Os militantes do partido Comunista] não lutavam por democracia [durante a ditadura militar], mas pela ideologia comunista. E estavam sinceramente equivocados. Você tem de ter uma visão crítica das coisas, não pode ficar eternamente se deixando levar por revolta, por ressentimentos. Não posso defender um regime sob o qual eu não gostaria de viver. Não posso admirar um país do qual eu não possa sair na hora que quiser. Não dá para defender um regime em que não se possa publicar um livro sem pedir permissão ao governo. Apesar disso, há uma porção de intelectuais brasileiros que defendem Cuba, mas, obviamente, não querem viver lá de jeito nenhum.

É difícil para as pessoas reconhecer que estavam erradas, que passaram a vida toda pregando uma coisa que nunca deu certo. [A luta de classes marxista] é bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas. A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista.

O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível. A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento."

3. Juan Reinaldo Sanchez, tenente-coronel cubano e guarda costas de Fidel Castro por 17 anos

Juan Sanchez tinha como maior sonho morrer pela Revolução, preferencialmente protegendo o líder supremo Fidel Castro. Até que ele começou a se desiludir conhecendo a realidade econômica dos países socialistas e a perversidade de Fidel, que mostrou-se inegável no famoso caso Ochoa, em que o ditador ordenou o fuzilamento de um dos maiores heróis da revolução cubana para usa-lo como bode expiatório nos descobertos esquemas de tráfico de drogas, os quais o próprio Fidel Castro coordenava. 

Sanchez, após 17 anos sendo um dos homens mais importantes do vasto aparato de segurança de Fidel, decidiu aposentar-se. Mas o governo cubano (ou seja, Fidel Castro) não gostou da ideia e o prendeu, acreditando que ele planejava fugir da ilha-prisão que chamamos de Cuba. Furioso, Sanchez esperou a sua pena acabar e desertou para os Estados Unidos, jurando escrever um livro sobre os seus 17 anos como guarda-costas de Fidel. 

Esse livro foi publicado em 2014, com o título "A Vida Secreta de Fidel", contendo diversas informações que nem a própria CIA sabia, como as diversas propriedades luxuosas de Fidel (especialmente a ilha particular de Cayo Piedra, que pode ser vista no Google Earth) e um iate de 30 pés chamado Aquarama II, enquanto Fidel, ostentando seu Rolex, bradava para o mundo que vivia uma vida austera e só pensava em melhorar a vida do povo cubano.

"Cuba é uma 'coisa' de Fidel. Ele é seu dono, à maneira de um proprietário de terras do século XIX. Como se tivesse transformado e aumentado a fazenda de seu pai para fazer de Cuba uma única fazenda de 11 milhões de pessoas. Ele dispõe da mão-de-obra nacional do jeito que quer. Quando universidades de medicina formam médicos, por exemplo, não é para que eles exerçam livremente a profissão. É para que se tornem 'missionários' enviados às favelas da África, da Venezuela ou do Brasil, conforme a política internacionalista concebida, decidida e imposta pelo chefe de estado.

Ora, em missão no estrangeiro, esses bons samaritanos tocam apenas numa pequena fração do salário que o país que os acolhe deveria lhes pagar, pois sua parte mais importante é transferida para o governo cubano, que age na qualidade de prestador de serviços. Do mesmo modo, os hotéis estrangeiros, franceses, espanhóis ou italianos que contratam funcionários cubanos na ilha não pagam eles mesmos seus empregados, como acontece em qualquer sociedade livre: eles pagam salários ao estado cubano, que fatura essa mão-de-obra a um preço muito alto (em moeda estrangeira) antes de repassar uma parte ínfima aos trabalhadores (em pesos cubanos, que não valem quase nada). 

Essa variante moderna da escravidão não deixa de lembrar o laço de dependência que existia nas plantações do século XIX, tendo em vista o senhor todo-poderoso. De resto, ela vai totalmente de encontro aos princípios da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que estipula textualmente que 'todo trabalhador tem o direito de receber um salário sem a intervenção de um mediador'".

4. Mario Vargas Llosa, escritor peruano e prêmio Nobel em 2010

Um dos maiores escritores latinos ainda vivos, Llosa, indignado com a ditadura vigente no Peru, era apoiador da Revolução Cubana e dos demais movimentos esquerdistas radicais da América Latina, até que visitou a União Soviética e espantou-se com a pobreza e repressão do regime, além de compadecer-se com os escritores cubanos perseguidos pela censura de Fidel Castro. Abandonou o socialismo de vez com a invasão da Checoslováquia pelos soviéticos, apoiados pelo regime cubano. Em 1990, já como um liberal, concorreu à presidência do Peru mas perdeu no segundo turno para Alberto Fujimori.

"Pensava que um liberal não podia ganhar o Nobel", após ganhar o prêmio Nobel de literatura em 2010.

"Algo anda mal na cultura de um país se os seus artistas, em lugar de se proporem mudar o mundo e revolucionar a vida, se empenham em alcançar proteção e subsídios do governo."

5. Thomas Sowell, filósofo e economista americano

Provavelmente o maior filósofo liberal vivo, Thomas Sowell era socialista até trabalhar no funcionalismo estatal e conhecer a sua ineficiência.

"A primeira lição da economia é a escassez: nunca há o bastante de algo para satisfazer todos aqueles que o querem. A primeira lição da política é ignorar a primeira lição da economia."

"Eu nunca entendi por que é "ganância" querer manter o dinheiro que você ganhou, mas não é ganância querer tomar o dinheiro dos outros."

"Quando as pessoas querem o impossível somente os mentirosos podem satisfazê-las."

6. Friedrich von Hayek, economista e filósofo austríaco

Um dos maiores intelectuais de todo o século XX e o maior expoente da Escola Austríaca de economia junto de Ludwig von Mises, Friedrich von Hayek era socialista fabiano até ler a obra "Socialismo" do próprio Mises, publicado cinco anos depois da Revolução de Outubro de Lênin e já prevendo grande parte do enorme desastre que viria a ser esse novo sistema. Depois de frequentar os famosos seminários privados de Mises em Viena, Hayek passou a trabalhar com ele no Instituto Austríaco de Ciclos Econômicos, por recomendação de Friedrich von Wieser, outro proeminente economista da Escola Austríaca.

"Quase que por uma lei da natureza humana, parece ser mais fácil aos homens concordarem sobre um programa negativo - o ódio a um inimigo ou a inveja aos que estão em melhor situação - do que sobre qualquer plano positivo."

"Tenho a impressão de que não desejamos compreender o totalitarismo a fundo por que tal compreensão poderia destruir algumas das mais caras ilusões a que nos apegamos."

7. David Horowitz, filósofo e escritor americano

Uma figura importante no cenário marxista e da chamada "New Left" (Nova Esquerda) na década de 1960, Horowitz foi mais um dos que se desiludiram com o socialismo mesmo numa situação de profundo comprometimento com a ideologia. Hoje se destaca pela sua corajosa postura anti-terrorismo (principalmente muçulmano) e pela agudez de suas análises sobre as estratégias políticas e o funcionamento da mentalidade esquerdista.

"Na prática, o socialismo não funciona. E nunca poderia ter funcionado, já que é baseado em falsas premissas sobre a sociedade e a psicologia humana, além de uma enorme ignorância sobre o funcionamento da economia."

8. Paul B. Johnson, historiador e jornalista britânico

Paul Johnson, reconhecido como um dos maiores historiadores dos últimos tempos, foi por boa parte da vida um socialista fabiano, até que rompeu com a esquerda em seu notório artigo "Adeus, Partido Trabalhista".

"Nada agrada mais aos intelectuais do que o sentimento de que eles representam "o povo". Nada poderia estar mais longe da verdade."

"Comunismo e nazismo são ideologias catastróficas que derivaram do relativismo moral. Suas diferenças são menores que suas semelhanças."

9. Karl Popper, filósofo austríaco

O famoso filósofo austríaco era um membro ativo do Partido Comunista da Áustria até que os líderes do partido lhe disseram algo que o fez repensar profundamente sua ideologia: a morte de terceiros era necessária e inevitável para a Revolução. Algo que todos nós já sabemos após aproximadamente 100 milhões de vidas ceifadas pelo socialismo.

"Não é possível discutir racionalmente com alguém que prefere matar-nos a ser convencido pelos nossos argumentos."

"Não devemos aceitar sem qualificação o princípio de tolerar os intolerantes senão corremos o risco de destruição de nós próprios e da própria atitude de tolerância."

"A tentativa de trazer o céu para a terra invariavelmente produz o inferno."

10. Hwang Jang-yop, ex-político norte-coreano

Um dos criadores do famoso Juche, a doutrina comunista de propaganda (ou melhor, "zumbificação") da Coreia do Norte, Jang-yop é um dos dezenas de milhares de desertores do país socialista, mas o de maior patente entre eles.

"A economia, o povo e muitas outras coisas foram sacrificadas com o intuito de expandir o militarismo de Kim Jong-il. Ele continua a desenvolver suas usinas nucleares. E que propósito você acha que ele tinha com essa expansão militar e bélica? Eu não acredito que ele faz tudo isso só para se exibir para o mundo. Ele realmente pretende começar uma guerra. Entretanto, ele não vai começar uma guerra até saber que tem reais chances de vitória."

11. Eric Voegelin, filósofo e historiador alemão

Influenciado pela Revolução Russa de 1917, Voegelin estudou "O Capital" de Karl Marx e tornou-se socialista. Mas com Voegelin a desilusão veio rápido: em apenas três meses já tinha perdido a fé no socialismo.

"A política gnóstica (nazismo e comunismo) é autodestrutiva na medida em que seu desrespeito pela estrutura da realidade leva à guerra contínua. O sistema de guerras em cadeia só pode terminar de duas maneiras: ou resultará em horríveis destruições físicas e concomitantes mudanças revolucionárias da ordem social, ou, com a natural sucessão de gerações, levará ao abandono do sonho gnóstico antes que o pior tenha acontecido."

12. Bertrand Russell, matemático e filósofo britânico

Um dos nomes mais conhecidos do intelectualismo do século XX, Bertrand Russell foi, por um bom tempo, um socialista, escrevendo vasta literatura a favor da ideologia. Até que, em 1920, ele visitou a Rússia de Lênin. Era improvável que a percepção de um crítico tão ácido da religião falhasse diante de um profeta da pior das religiões, a comunista.

Diga-se de passagem, é impressionante como apenas uma viagem a algum paraíso socialista abala a fé de boa parte dos socialistas. Defender o socialismo enquanto usufrui dos benefícios do capitalismo é muito fácil.

"Aquele que acredita, como eu, que o intelecto livre é o principal motor do progresso humano não pode deixar de ser fundamentalmente contra tanto ao bolchevismo quanto à Igreja de Roma. As esperanças que inspiram comunismo são, em geral, tão admiráveis quanto aquelas instiladas pelo Sermão da Montanha, mas eles são postos em prática com fanatismo e tendem portanto a fazer muito mal."

"Eu não gosto do espírito do socialismo. Acredito que a liberdade é a base de tudo."

13. Robert Conquest, historiador britânico

Especialista em história soviética, Conquest ingressou no Partido Comunista Britânico em 1937 e foi lentamente abandonando o socialismo até se tornar um dos maiores nomes do anti-comunismo da segunda metade do século XX, com vários livros sobre Stálin, o Terror Vermelho e as gulags.

"Todo mundo é de direita nos assuntos que conhece."

"A ofensiva soviética contra o campesinato e contra a nação ucraniana, em 1930-1933, foi um dos maiores e mais devastadores acontecimentos da História Contemporânea."

“O comportamento de qualquer organização burocrática pode ser melhor compreendido assumindo que é controlado por uma conspiração secreta de seus inimigos.”

14. Nelson Motta, escritor e compositor brasileiro

Um dos maiores nomes da MPB em entrevista para a ESPN em 2008:

"Eu fui um cara de esquerda, como toda a minha geração na faculdade. Tudo era quase impossível na ditadura. Depois da redemocratização (...) meu pensamento político foi evoluindo muito. (...) Eu morei nove anos nos Estados Unidos. Quando eu já estava bem descrente com a esquerda depois da queda do Muro de Berlim, da falência da União Soviética, daquelas republiquetas comunistas europeias falidas do Leste Europeu... Esse troço deu errado. É lógico que deu errado. Vamos pensar em outra coisa. Quando eu fui pro Estados Unidos, o Paulo Francis, que tem uma trajetória semelhante também, foi trotskista, um símbolo da esquerda brasileira, falou pra mim assim: "Que ótimo que você vai morar aqui. Agora você vai perder suas últimas ilusões!". E é verdade, eu perdi minhas últimas ilusões morando ali no ventre da besta, no coração do capitalismo, [entendendo] como funciona aquilo. Eu vi a lógica implacável que tem ali, que não depende de vontade política, não depende de mobilização popular, não depende de conscientização das massas, que não depende de justiça social... [que não depende] de abstrações praticamente. [Os EUA] é uma máquina colossal de empregos, de bem-estar, de renda, de liberdade, de justiça rápida (...). [Conheci] os aspectos admiráveis do capitalismo: a competitividade, a melhoria dos produtos, o respeito ao cidadão, o poder do voto, tudo isso nos Estados Unidos é uma grande democracia."

15. Paulo Francis, jornalista e escritor brasileiro

Antes um trotskista, não se abalou muito com o fim da União Soviética (coisa que o próprio Trotsky previu que aconteceria), mas passou a perder a fé na esquerda e no socialismo depois do fim do regime militar. Foi um dos primeiros grandes críticos da maior máfia política da América do Sul conhecida como PT.

"Cheguei à conclusão de que capitalismo num país rico é opcional. Num país pobre, no tipo de economia inter-relacionada de hoje, a suposta saída que se propõe no Brasil de o Estado assumir e administrar leva à perpetuação do atraso."

"O PT diz ter um programa operário. Mas é um programa de radicais de classe média que imaginam representar a classe operária, e não os operários, porque estes querem mesmo é se integrar à sociedade de consumo, ter empregos, boa vida etc. Não lhes passa pela cabeça coisas como socialismo."

16. Reinaldo Azevedo, jornalista e escritor brasileiro

Um dos jornalistas mais lidos do Brasil e, por muito tempo, um dos poucos conservadores no cenário da grande mídia nacional, Reinaldo quando jovem era um trotskista que lutava contra a ditadura militar brasileira. Começou a se desiludir notando as contradições da esquerda, como quando apoiaram a agressão do ditador argentino Leopoldo Galtieri às Malvinas só porque do outro lado estava a premiere britânica e liberal Margaret Thatcher.

"Esquerdistas, com raras exceções, estão sempre ocupados em duas coisas: ou estão se fazendo de vítimas ou estão fazendo vítimas."

"A defesa do socialismo é sempre a autoatribuição ideológica dos méritos imaginários de um futuro possível; a do capitalismo é sempre a análise científica de processos econômicos existentes e dos meios objetivos de aumentar sua eficiência."

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