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Como o aborto destrói a vida das mulheres


Por Pedro Augusto

Mais uma semana do Dia Internacional da Mulher chegou e outra vez diversos sites, programas televisivos e ONGs bombardearam toda a sociedade sobre a necessidade da legalização do aborto, contando com o uso de um "eufemismo linguístico", além de usar dados de pesquisas promovidas justamente por institutos e grupos diretamente interessados financeiramente nesta pratica.

Quem mais se sobressai neste quesito é o Instituto Alan Guttmacher, autor do estudo sobre os mais de 1 milhão de abortos no Brasil. Ele é um braço da International Planned Parenthood Federation (IPPF), conhecida como a "multinacional do aborto", que inclusive já teve como um de seus presidentes o próprio Alan Guttmacher, e atua em mais de 100 países.

Repetindo todos os dados e sem questioná-los, a imensa gama de jornalistas apregoam jargões como o do "aborto seguro" quando esta prática é legalizada, embora muitas pesquisas mostrem a inexistência disso, como uma publicação no British Journal of Psychiatry, analisando 22 estudos publicados entre os anos de 1995 e 2009, com mais de 800 mil mulheres das quais pouco mais de 163 mil abortaram.

A pesquisadora Priscilla Coleman, PhD da Bowling Green State University, concluiu que as mulheres que fizeram aborto tiveram um risco 81% maior de adquirir problemas em sua saúde mental em relação a mulheres que não abortaram. Também se concluiu que o risco de problemas mentais é 138% maior nas mulheres que abortaram em relação a quem deu a luz; 55% maior que mulheres que tiveram uma gravidez indesejada e resolveram seguir com ela, além das mulheres que abortaram terem maiores taxas de ansiedade, depressão, abuso de álcool, uso de maconha e comportamento suicida.

O ginecologista e obstetra Anthony Levatino, que afirma ter feito mais de 1200 abortos e que resolveu virar um pró-vida após olhar um feto abortado, foi convidado para explicar em um vídeo como é um aborto em uma gravidez de aproximadamente 6 meses. Segundo ele, o aborto leva a mulher a ter riscos de perfuração ou dilaceração do útero ou do colo uterino, com possíveis danos ao intestino, bexiga e outros órgãos internos, além de infecções, hemorragias que podem levar a morte, como também parto prematuro e perda do bebê em uma gravidez no futuro.



Levatino também fez outro vídeo explicando como é um aborto no terceiro mês de gestação e seus riscos. De acordo com ele, há grandes possibilidades de hemorragias, laceração e perfuração uterina, risco de morte da mãe e aumento das chances de partos prematuros e perdas do bebê em gestações futuras devido a traumas e danos no colo uterino.



David M. Fergusson, da University of Otago New Zeland, fez um estudo durante 30 anos com 1265 mulheres. Ele concluiu que há uma grande relação entre problemas psicológicos e aborto. Segundo sua pesquisa, 42% das mulheres com a idade de 25 anos que fizeram aborto tiveram depressão nos últimos quatro anos. Este número foi o dobro em comparação com as mulheres que nunca engravidaram e 35% mais elevado em relação às mulheres que continuaram com a gravidez.

Fergusson, que é favorável ao aborto, surpreendeu-se com o resultado de sua pesquisa e revelou que encontrou dificuldades para publicá-la. Ele precisou ir em quatro revistas, algo que considera ser incomum. Fergusson também disse ao Journal of Child Psychiatry and Psychology que:

“Aquelas que fizeram um aborto tinham elevadas taxas de problemas de saúde mental depois do processo, incluindo depressão, ansiedade, comportamentos suicidas e transtornos por uso de substâncias.” 

O resultado inclusive foi muito parecido com o de Priscilla Coleman, que está no estudo citado no início deste artigo.

Mulheres mostrando o outro lado do aborto 

O documentário Blood Money, que é sobre o aborto nos Estados Unidos, mostrou declarações de diversas mulheres que fizeram aborto. Algumas das entrevistadas relataram a dificuldade de lidar com seus filhos, aumento do sentimento de tristeza, depressão e sonhos com bebês durante longos períodos. O filme também revelou que as adolescentes têm seis vezes mais chances de se suicidar em um intervalo de um ano após um aborto.



Outro documentário, com a mesma temática, é o Life After Abortion, onde mulheres relataram que após o aborto sentiram remorso e culpa, oscilações de ânimo, depressões, choro "sem motivos", medos e pesadelos, além de queda na autoestima pela destruição do próprio filho, perda do desejo sexual, aversão ao marido ou ao amante, culpabilidade ou frustração de seu instinto materno, desordens nervosas, insônia, neuroses diversas, doenças psicossomáticas, depressões, abortos espontâneos subsequente e infertilidade, em determinados casos.


Esta matéria foi escrita originalmente para o site Meu Bolso, parceiro de O Congressista.

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