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Veja por que o discurso de “apropriação cultural” é falacioso e autoritário


Por Henrique S. R. Silva

A extrema-esquerda nos brindou com mais uma atitude bizarra de seus adeptos. Uma estudante que usava turbante por sofrer de câncer foi intimidada por duas mulheres negras no metrô que a acusaram de "apropriação cultural". A moça desabafou nas redes sociais criticando duramente a atitude dos fascistas culturais, e a internet entrou em um grande debate à respeito do assunto. Sites de extrema-esquerda como "Brasil 247", obviamente, concordaram com essa tese absurda. E uma youtuber cujo nome não vale a pena divulgar alegou que o processo de apropriação cultural é “racista” e que todos os brancos são opressores.

O que pretendo destacar nesse artigo é que tudo isso não passa de uma tremenda balela. Vamos aos fatos.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que cultura não é “propriedade privada”, pois não é um bem material escasso. Cultura é um conjunto de valores e tradições compartilhado por um povo. E com o processo de globalização, várias culturas sofrem influência umas das outras e isso é essencial para o progresso da humanidade. Não existe “cultura única”, mas sempre um conjunto de culturas interligadas entre si que se interagem a medida que indivíduos de diversas etnias e nacionalidades interagem entre si. Os autores dessa ridícula tese, por exemplo, reclamam de apropriação cultural enquanto falam o português, idioma de origem europeia, por exemplo.

Segundo ponto. O simples fato de uma pessoa branca utilizar o turbante não tem nada a ver com racismo. O próprio turbante por exemplo é de origem persa. Então quer dizer que as pessoas do movimento negro estão se apropriando da cultura persa? Esse raciocínio de afirmar que todos os brancos são racistas não passa de incentivo à luta de classes. Não existe dívida histórica, visto que os negros sofrerem com um passado de escravidão assim como brancos e asiáticos também sofrerem com o mesmo processo. Então não faz sentido atribuir a uma etnia ou a uma classe o papel de opressor x oprimido.

A própria cultura europeia, tão chamada de “opressora” pelos esquerdistas, acabou com a escravidão e criou o conceito de direitos humanos que hoje consideramos essenciais. Curiosamente o mesmo discurso é enfatizado pelos defensores do multiculturalismo, ou seja, trabalham com a famigerada “dialética de Hegel” ao utilizarem-se de termos aparentemente contraditórios entre si, mas que no final convergem em uma agenda única. Ao mesmo tempo que defende o multiculturalismo, a esquerda defende a tese de “apropriação cultural” com o simples objetivo de causar divisão da sociedade e derrubar a “cultura da civilização ocidental opressora”. É uma tremenda contradição!

Para a esquerda, o campo econômico há muito tempo deixou de ser prioridade para se tornar um plano secundário. Obviamente a esquerda sempre lutará por uma economia burocrática, por mais impostos, assistencialismo, com o objetivo de sufocar a iniciativa privada para a implantação do socialismo. Mas claramente a agenda cultural foi alçada ao posto de prioridade. Para a esquerda moderna, dominar a sociedade culturalmente é essencial para que, ao criar uma massa alienada, o movimento encontre baixa resistência. Movimentos sociais coletivistas como o movimento feminista, o movimento LGBT, o movimento negro, o movimento sindicalista sempre foram braços armados do processo revolucionário.

Mas, com a crescente melhora de vida da classe "proletária", graças aos avanços sociais promovidos pelo capitalismo liberal, a "classe trabalhadora" deixou de ser o "agente da revolução". Então o movimento sindical atualmente é secundário na esquerda e está atrás dos outros três citados. Como o pensamento esquerdista sobrevive do pensamento coletivista e da "luta de classes", é necessária o arranjo de "grupos antagônicos" com o objetivo de conquistar o poder. Com isso, o discurso de "apropriação cultural" é a velha tática da esquerda de pregar o segregacionismo em busca da "igualdade de classe" e do poder totalitário.

Por isso é de extrema importância combatermos esse discurso autoritário dos progressistas, pois eles pretendem deslocar as janelas de overton para esse ideia. Inicialmente, uma ideia vista como estúpida, mas que se não for combatida desde o início, seu discurso se propagará e se infiltrará na mídia, deslocando as janelas de overton para a aceitação máxima do público. A esquerda pratica o racismo enquanto hipocritamente diz lutar contra o mesmo. Seguem a máxima de seu líder, Vladimir Lênin: "Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz".

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