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Ao contrário de operadoras no Brasil, empresa volta a oferecer internet ilimitada nos EUA


Por Luís Felipe da Silva Rodrigues

Principal operadora de telefonia celular nos Estados Unidos, a Verizon anunciou nesta segunda, dia 13, pacotes de serviços com consumos de dados ilimitados a US$ 80,00 (cerca de R$ 249). Para quem quer um plano familiar, por exemplo, existe a opção de US$ 45,00 (cerca de R$ 140) por linha para até quatro números diferentes. O plano vale para clientes de smartphones e tablets na rede 4G. O motivo? Algo que falta no nosso país não só no setor telefônico, mas em quase todos: concorrência.

A disputa está tão acirrada entre as operadoras nos Estados Unidos, que a maior rival da Verizon em território americano, a AT&T, oferece um plano ilimitado por US$ 100 (cerca de R$ 311) e para os clientes que comprarem também os canais da DirecTV. Curiosamente, a Verizon havia oferecido o plano há alguns anos, mas alegou congestionamento de rede e encerrou o mesmo em 2011.

O setor de telefonia exerce um grande impacto no dia-a-dia das pessoas e se consolidou no mercado. Em qualquer lugar, é possível se comunicar com outras pessoas a um baixo custo, ler notícias, utilizar aplicativos de localização etc. A concorrência está fazendo com que as operadoras lancem cada vez mais iniciativas para conquistarem mais clientes, aumentando seu mercado consumidor sem perder os que já são clientes para suas rivais.

O Brasil não se restringe aos impactos e transformações do mundo globalizado, mas estamos bem atrás nas formas de lidarmos e até nos beneficiarmos deste fenômeno. O setor de bens e serviços precisam lidar com regulamentações excessivas, alta carga tributária e, em muitos casos, monopólios e oligopólios protegidos pelo governo. Um grupo seleto, alguns “amigos do rei”, se beneficiam, atuando soberanos em diferentes setores sem se preocupar com uma efetiva concorrência. O resultado são serviços ruins e caros, já que as empresas possuem privilégios concedidos por ninguém mais, ninguém menos, que o próprio governo, que tem o monopólio das leis. Com isso, este tem o poder de impedir a entrada de concorrentes ou impor uma taxação em seus serviços ou produtos, violando princípios da livre iniciativa.

Temos poucas empresas de telefonia no Brasil e, claramente, não há uma concorrência efetiva. Os planos oferecidos pela Vivo, pela Claro, pela Tim e pela Oi têm um valor caro, com dados que são limitados. Para piorar, ainda existe o fato dessas empresas de telefonia liderarem, por anos consecutivos, o número de reclamações. E quando estão em dificuldade financeira, mesmo já possuindo os privilégios de sempre concedidos pelo governo ainda ganham outro super privilégio: dinheiro público dos contribuintes como uma recompensa por seus maus serviços prestados aos clientes.

Além de, ao contrário dos americanos, lidarmos com um oligopólio que não presta bons serviços para seus clientes, houve uma tentativa das empresas de adotarem a modalidade de limites de dados de internet da banda larga fixa. Como argumento, o oligopólio de empresas que prestam o serviço de telefonia argumenta que não faz sentido todos terem franquia de dados com acesso ilimitado em assinaturas de banda larga fixa (residencial, por exemplo). Enquanto isso, nossos amigos da América do Norte, graças à concorrência, prestam um bom serviço - e por um bom preço -, com diferentes modalidades de acordo com a necessidade de cada cliente.

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