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A canalhice da esquerda ao defender a desmilitarização da polícia


Por Wilson Oliveira

A esquerda é dividida em dois grupos: os militantes, um grupo grande o bastante para reproduzir o que é decidido pelo outro grupo - os líderes - que é bem menor numericamente, mas que define todas as pautas que o grupo dos militantes sai por aí repetindo exaustivamente. Com o caos instalados no Espírito Santo, que está sem policiamento, com a população acuada e com a bandidagem fazendo o que quer, está voltando a tona com toda força a pauta da desmilitarização da polícia, que não é tão recente. A Proposta de Emenda a Constituição nº 51, que trata do assunto e é da autoria do senador Lindbergh Farias (PT), é de 2013. E agora os militantes de esquerda já estão tentando desviar o foco do problema capixaba para essa pauta com interesses totalmente escusos e prejudiciais a sociedade.

O fato da polícia ser militar já traz uma espécie de cláusula pétrea que para a esquerda trata-se de algo insuportável: a impossibilidade de se associar a sindicatos civis. Toda e qualquer reivindicação, assim como toda e qualquer nomeação para cargos administrativos, devem acontecer nos moldes militares. Portanto, embora um policial também seja um servidor público, suas atuações profissionais são coordenadas num julgo totalmente diferente ao dos funcionários de órgãos públicos como escola, hospital, posto de saúde, repartições governamentais etc. E como bem sabemos, principalmente no Brasil, uma república totalmente sindicalizada, a militarização da polícia é uma espécie de proteção contra o domínio desses sindicatos, que também funcionam como movimento de apoio a associação a partidos de esquerda como PT, PC do B, PSOL, PCB, PSTU e PCO.

A reivindicação da desmilitarização da polícia, levantada, sustentada e reforçada totalmente por líderes de esquerda, passa longe de discutir o real problema da corporação. Por exemplo, o maior de todos sequer é citado por quem defende essa pauta: o tráfico de armas. E o motivo é muito claro: a rota desse tráfico é o mesmo do tráfico de drogas, algo que esses líderes vão até as últimas consequências para manter em pleno funcionamento, uma vez que para eles a entrada de drogas no país significa "liberdade civil", portanto, paralelamente, a rota do tráfico de armas também fica livre para fortalecer os próprios traficantes de drogas, principais inimigos da polícia militar do Brasil e da polícia de outros países latino-americanos, onde essa pauta também é discutida e incentivada por grupos de esquerda.

E quando se fala na situação de carreira do policial essa pauta anda justamente no extremo oposto do que é reivindicado, por exemplo, pela Polícia Federal, uma corporação que não é militar, mas que ainda tem seus diretores nomeados por políticos. Tanto que já foram algumas vezes que a força-tarefa da Lava Jato ficou ameaçada de ter seus diretores transferidos para outras divisões, e novos nomeados que pudessem colocar um fim na operação para livrar os políticos de qualquer investigação. Justamente por isso a PF briga para ter autonomia e poder indicar diretores sem interferência de burocratas do poder.

A imediata consequência da desmilitarização da polícia seria trazer o problema da Polícia Federal para a corporação dos PM's: além dos chefes-gerais e dos secretários de segurança, diretores de operações também passariam a ser escolhidos por políticos, assim como a definição de missões também passaria a ser escolhas políticas, e não mais militares. Ao invés da polícia militar caminhar na direção de melhorias estruturais e burocráticas, ela estaria andando para se tornar mais uma corporação subserviente a interesses políticos.

O ponto pacífico na discussão é que o sistema de segurança pública no Brasil está completamente falido e precisa, urgentemente, de uma radical reformulação. Porém, não será a sua politização e a sua sindicalização que irá resolver o problema, uma vez que o sistema público de ensino e de saúde, que são politizados e sindicalizados, também vivem na penúria, passando por crises atrás de crises e com seus funcionários tendo problemas de atraso de salário tanto quanto os demais servidores públicos, incluindo os militares. O grande xis da questão passa por uma palavra que a esquerda tem ataque cardíaco só de escutar: meritocracia.

É preciso valorizar aqueles que possuem capacidade para lidar com a função, desde o alto comando até o mais simples funcionário. Esse seria apenas o início de um processo de melhora, que também envolveria discussões sobre novos métodos. Mas para se discutir isso é preciso envolver gente que esteja, realmente, empenhada em melhorar alguma coisa e não em apenas trazer ideologias, como fazem muitos professores sindicalizados em suas aulas, por exemplo. Imagine se tivéssemos policiais e seus comandantes com o mesmo pensamento desses profissionais que servem a interesses de sindicatos e partidos políticos de esquerda...

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