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[OPINIÃO] É importante olharmos para a política de imigração de Donald Trump


Por Pedro Augusto

Nos últimos dias, a política internacional foi marcada pelas novas decisões do governo dos Estados Unidos em relação a imigração. Donald Trump voltou a falar sobre a construção do muro com o México e promulgou um decreto proibindo a entrada de imigrantes de sete países. 

Ao passo disso, a grande mídia e “especialistas” voltaram a fazer um grande alarde mentiroso de que o republicano é xenófobo, islamofóbico e qualquer outra palavra com sentindo negativo apenas para poder depreciar o presidente, não mostrando dados, fatos e até apontando que a construção do muro é impossível e que não se sabe como será construí-lo, embora no site de Trump/Pence já tenha sido explicado. 

Sobre a imigração ilegal mexicana 

Tudo começou quando Trump ainda concorria à presidência e em um discurso sobre a imigração ilegal ele disse: 

“Quando o México envia pessoas, eles não estão enviando o seu melhor. Eles não estão enviando você, nem estão enviando você. Eles estão enviando pessoas cheias de problemas e estão trazendo esses problemas para nós. Estão trazendo drogas, estão trazendo crimes, os seus estupradores e alguns eu presumo que sejam gente boa”. 

Ou seja, diferente do que muita gente tem dito, a questão é o que a imigração ilegal tem levado para os EUA, apesar de obviamente muitos dos mexicanos estarem ilegais nos EUA em busca apenas de uma vida melhor, como o próprio Trump deixou claro neste discurso. 

E o problema é tão grande que sete de cada dez prisioneiros nos EUA são mexicanos, que é praticamente 68% dos 55 mil presos estrangeiros. Cerca de 65% estão presos por crime de imigração, seguidos de drogas e tráfico e só o estado da Califórnia gasta 885 milhões de dólares por ano com imigrantes ilegais. 

Estima-se que os imigrantes ilegais sejam 3,5% das pessoas que vivem nos EUA, e eles somam 13,5% das sentenças criminais, 12% dos homicídios, 20% dos sequestros, 16% de crimes relacionados a tráfico de drogas e cometem três vezes mais crimes que os imigrantes legais. Portanto, a questão vai muito além de todas as acusações realizadas nos grandes meios de comunicação, pois há um número muito pequeno de pessoas cometendo uma quantidade de crimes muito desproporcional, tendo em mente sempre que há os imigrantes ilegais ordeiros e os não ordeiros, mostrando que a desproporcionalidade fica ainda maior. 

O caos na fronteira cresceu tanto que até o Conselho Nacional de Patrulhas de Fronteiras, endossou os planos do republicano sobre a imigração ilegal, já que de acordo com um relatório do Departamento de Segurança Interna, só em 2015, mais de 337 mil pessoas foram pegas tentando entrar ilegalmente no país. 

O controle de fronteiras e a construção de um muro não é algo novo. O ex-presidente democrata, Bill Clinton em um discurso de 1995 mostrou sua preocupação a respeito da imigração, algo que parece, e muito, com o que defende Trump, além de ter intensificado a construção do muro separando os EUA do México iniciado pelo seu antecessor, George Bush. 


Não é apenas os EUA que construíram um muro para impedir a imigração ilegal. O México também possui o seu muro e que está localizado no município de Veracruz próximo a Guatemala, para impedir o acesso a um trem cujo destino é próximo a fronteira com os EUA. 


A questão que fica é: por que órgãos internacionais também não criticam esta ação dos mexicanos? 

Como Trump pretende construir o muro? 

Embora muitas matérias já tenham sido produzidas levando os leitores a acreditarem na impossibilidade da construção do muro, principalmente por falta de um plano, o fato é que tudo já foi explicado de forma detalhada. De acordo com o site de campanha do republicano, ele usará as chamadas “taxas de remessas“. Só em 2016, apenas em remessas feitas por meios oficiais foram adquiridos 27 bilhões de dólares, enquanto a previsão é de que o muro custe 10 bilhões de dólares. É o tipo de informação que com um pouco de boa vontade qualquer jornalista consegue achar.

Imigração do Oriente- Médio 

Donald Trump emitiu uma ordem proibindo a entrada de imigrantes por 120 dias do Iraque, Síria, Irã, Sudão, Líbia, Somália e Iêmen. Diferente do que muitos estão dizendo, a medida não é para banir muçulmanos ou impedir sua entrada nos EUA, mas sim impedir que terroristas entrem no país. Um relatório elaborado durante o governo de Barack Obama, revelou que todos estes estão envolvidos com terrorismo. Países com uma grande massa de muçulmanos como o Egito, Arabia Saudita, Paquistão e Indonésia, por exemplo, estão excluídos da lista por não serem uma ameaça, segundo o governo norte-americano. 

A imagem a seguir é uma prova de que terroristas islâmicos podem estar infiltrados no meio de outras pessoas que estão apenas em busca uma vida melhor. 



Além do mais, um dos terroristas que fizeram o atentado em Paris chegou na Europa como refugiado da guerra, o que reforça mais ainda a tese de que terroristas podem vir disfarçados de imigrantes. 

Embora não se tem falado, o decreto possui exceções. De acordo com o quarto item, “Os secretários de Estado e de Segurança Interna podem renunciar à Ordem Executiva para Indivíduos”, ou seja, para atletas, diplomatas políticos ou até o diretor iraniano, Asghar Farhadi que disse que não poderia vir à premiação do Oscar por causa do decreto, poderão entrar país.

A muçulmana Raheel Raza ao falar sobre o crescimento radicalismo em sua religião, mostrou dados que ajudam a explicar a ação do presidente. Segundo ela, além dos casos de gente que comete atentados, há aqueles que usam o meio político e cultural para realizar o seu fim, como. em 2006, quando os palestinos colocaram o Hamas no poder ou. em 2012, quando os egípcios colocaram no poder a Irmandade Muçulmana, cujo objetivo é estabelecer o Califado Mundial. 


O grupo o CAIR, que se diz moderado e que está nos EUA lutando pelos direitos dos muçulmanos foi ou pode ser membro da Irmandade Muçulmana, segundo o Departamento de Justiça americano. Raheel Raza, ainda diz que foi perseguida pelo CAIR por fazer um filme no qual entrevistava nove mulheres mostrando o tratamento cruel dos radicais islâmicos às mulheres. 

Ela ainda aponta que há o problema dos muçulmanos fundamentalistas, e que segundo ela, é o maior grupo. Um estudo realizado pela Pew Research Center, baseado em uma entrevista com muçulmanos de 39 países, mostrou diversas informações que explicam a preocupação de Raheel Raza. No Iraque, por exemplo, e que está na lista de Trump, 91% entrevistados são favoráveis que a Sharia seja a lei universal da terra. No Afeganistão o número chegou a 99%. Veja a imagem a seguir.



No estudo também mostra que em países como o Paquistão, 89% defendem o apedrejamento de quem cometer adultério, no Afeganistão a porcentagem é de 85%, seguindo pela Palestina com 84% e o Egito com 81%. O Iraque chegou a 58%. 



Outra questão que chamou atenção na pesquisa é o apoio a morte daqueles que abandonam o Islã. O Egito é onde mais se apoia esta ideia, chegando a 86%, seguido da Jordânia com 82%, Afeganistão 79% e Paquistão com 76%. O Iraque chegou a 42%. 

Quanto a questões familiares, em 20 dos 23 países acredita-se que as mulheres devem obedecer aos seu maridos. A Malásia é onde mais se acredita nisso com 96%, seguido pelo Afeganistão com 94% e Indonésia com 93%. No Iraque o número chega a 92%.



Portanto, embora a pesquisa tenha apenas mostrado um país da lista feita pelo governo dos EUA, fica claro o problema do fundamentalismo em que Raheel Raza expressa sua preocupação e que leva ao ceticismo de autoridades políticas, que inclusive levou Trump a dizer durante a campanha eleitoral que ele pretendia promover uma política para saber o que imigrantes pensavam sobre cristãos, judeus, homossexuais e mulheres. 

Dentro de todo este debate sempre vale a seguinte pergunta: por que países do Oriente Médio que não estão passando por conflitos não recebem estes imigrantes? E porque a ONU e a grande mídia se calam para este fato? 

Os protestos anti-Trump 

Um grupo norte-americano chamado Make the Road está promovendo protestos contra a decisão do presidente. Este grupo é patrocinado pelo bilionário George Soros, que foi um grande financiador de Barack Obama e Hillary Clinton. Ele também perdeu 1 bilhão de dólares após a vitória do republicano e usava Hillary para seus interesses quando ela era secretária de Estado.

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